Clomipramina + Metoprolol

ModeradaRequer monitoramento — pode necessitar ajuste de dose
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O que acontece

Sedação excessiva, sonolência diurna, fadiga, comprometimento cognitivo e psicomotor, aumento do risco de quedas e fraturas, especialmente em idosos. Pode exacerbar depressão ou causar bradicardia e hipotensão. O efeito é mais pronunciado no início do tratamento ou após aumento de doses.

Mecanismo

Depressão sinérgica do sistema nervoso central (SNC) por mecanismos complementares. A clomipramina, um antidepressivo tricíclico, bloqueia a recaptação de serotonina e noradrenalina, mas também antagoniza receptores H1-histamínicos e muscarínicos, contribuindo para sedação. O metoprolol, um betabloqueador lipofílico, atravessa a barreira hematoencefálica e pode causar sedação, fadiga e distúrbios do sono por bloqueio beta-adrenérgico central. Embora menos lipofílico que o propranolol, ainda apresenta penetração significativa no SNC. A combinação potencializa o efeito depressor, com magnitude de aumento da sedação de leve a moderada, dependendo das doses e da sensibilidade individual. O efeito depressor respiratório é mínimo, mas pode ocorrer em pacientes com comprometimento respiratório prévio.

📋Conduta Clinica

Usar a menor dose eficaz de cada fármaco. Iniciar com doses baixas e titular lentamente, monitorando a resposta. Alertar o paciente sobre o risco de sedação e proibir atividades que exijam alerta mental (dirigir, operar máquinas) até que a tolerância seja estabelecida. Evitar o uso concomitante de outros depressores do SNC (álcool, benzodiazepínicos, opioides). Em idosos ou pacientes frágeis, considerar reduzir a dose de ambos os fármacos em 25-50%. Monitorar pressão arterial e frequência cardíaca para evitar bradicardia excessiva.

🔍O que monitorar

Avaliar nível de consciência e sedação (escala de Ramsay ou similar) antes do início e após 1-2 semanas de tratamento. Monitorar frequência cardíaca e pressão arterial. Avaliar risco de quedas (teste Timed Up and Go) em idosos. Questionar ativamente sobre sonolência diurna, fadiga e dificuldade de concentração.

Alternativas

Considerar alternativa menos sedativa para uma das indicações: para depressão, ISRS (sertralina, escitalopram) têm menor potencial sedativo; para hipertensão ou cardiopatia, betabloqueadores hidrofílicos (atenolol, nadolol) têm menor penetração no SNC e causam menos sedação. A escolha deve ser individualizada.

📚Referências

FDA CNS Depression Alert; UpToDate 2024; Stockley's Drug Interactions 2024; Beers Criteria 2023

Perguntas Frequentes

Pode tomar Clomipramina com Metoprolol?

A combinação de Clomipramina com Metoprolol apresenta interação de gravidade moderada. Sedação excessiva, sonolência diurna, fadiga, comprometimento cognitivo e psicomotor, aumento do risco de quedas e fraturas, especialmente em idosos. Pode exacerbar depressão ou causar bradicardia e hipotensão. O efeito é mais pronunciado no início do tratamento ou após aumento de doses. Usar a menor dose eficaz de cada fármaco. Iniciar com doses baixas e titular lentamente, monitorando a resposta. Alertar o paciente sobre o risco de sedação e proibir atividades que exijam alerta mental (dirigir, operar máquinas) até que a tolerância seja estabelecida. Evitar o uso concomitante de outros depressores do SNC (álcool, benzodiazepínicos, opioides). Em idosos ou pacientes frágeis, considerar reduzir a dose de ambos os fármacos em 25-50%. Monitorar pressão arterial e frequência cardíaca para evitar bradicardia excessiva.

Clomipramina e Metoprolol interagem?

Sim, Clomipramina e Metoprolol possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve depressão sinérgica do sistema nervoso central (snc) por mecanismos complementares. a clomipramina, um antidepressivo tricíclico, bloqueia a recaptação de serotonina e noradrenalina, mas também antagoniza receptores h1-histamínicos e muscarínicos, contribuindo para sedação. o metoprolol, um betabloqueador lipofílico, atravessa a barreira hematoencefálica e pode causar sedação, fadiga e distúrbios do sono por bloqueio beta-adrenérgico central. embora menos lipofílico que o propranolol, ainda apresenta penetração significativa no snc. a combinação potencializa o efeito depressor, com magnitude de aumento da sedação de leve a moderada, dependendo das doses e da sensibilidade individual. o efeito depressor respiratório é mínimo, mas pode ocorrer em pacientes com comprometimento respiratório prévio.. A conduta recomendada é: usar a menor dose eficaz de cada fármaco. iniciar com doses baixas e titular lentamente, monitorando a resposta. alertar o paciente sobre o risco de sedação e proibir atividades que exijam alerta mental (dirigir, operar máquinas) até que a tolerância seja estabelecida. evitar o uso concomitante de outros depressores do snc (álcool, benzodiazepínicos, opioides). em idosos ou pacientes frágeis, considerar reduzir a dose de ambos os fármacos em 25-50%. monitorar pressão arterial e frequência cardíaca para evitar bradicardia excessiva..

Qual o risco de Clomipramina com Metoprolol?

O risco da associação Clomipramina + Metoprolol é classificado como MODERADA. Sedação excessiva, sonolência diurna, fadiga, comprometimento cognitivo e psicomotor, aumento do risco de quedas e fraturas, especialmente em idosos. Pode exacerbar depressão ou causar bradicardia e hipotensão. O efeito é mais pronunciado no início do tratamento ou após aumento de doses. Monitorar: avaliar nível de consciência e sedação (escala de ramsay ou similar) antes do início e após 1-2 semanas de tratamento. monitorar frequência cardíaca e pressão arterial. avaliar risco de quedas (teste timed up and go) em idosos. questionar ativamente sobre sonolência diurna, fadiga e dificuldade de concentração..

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Atualizado em junho/2026

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