Clomipramina + Lítio

ModeradaRequer monitoramento — pode necessitar ajuste de dose
Validada por motor farmacologico

O que acontece

Sedação excessiva, sonolência diurna, lentificação psicomotora, comprometimento da memória e concentração, tontura, hipotensão ortostática, aumento do risco de quedas e fraturas, especialmente em idosos. Em casos graves, pode ocorrer depressão respiratória leve a moderada.

Mecanismo

A clomipramina deprime o SNC por antagonismo de receptores H1 (histamina) e α1-adrenérgicos, causando sedação e hipotensão ortostática. O lítio pode causar sedação, lentificação psicomotora e confusão, especialmente em níveis séricos elevados ou em idosos. A combinação resulta em depressão sinérgica do SNC, com potencialização dos efeitos sedativos, comprometimento cognitivo e risco de quedas. O efeito é mais pronunciado no início do tratamento ou com aumento de doses.

📋Conduta Clinica

1) Iniciar com doses baixas e titular lentamente, preferencialmente administrar a clomipramina à noite; 2) Orientar o paciente a evitar dirigir, operar máquinas ou atividades que exijam alerta até adaptação; 3) Em idosos, reduzir doses em 30-50% e monitorar risco de quedas; 4) Evitar outros depressores do SNC (álcool, benzodiazepínicos, opioides); 5) Se sedação excessiva, considerar redução de dose ou substituição por fármaco menos sedativo.

🔍O que monitorar

Nível de consciência (escala de sedação); frequência respiratória e SpO2 (se suspeita de depressão respiratória); avaliação de risco de quedas (teste Timed Up and Go); litemia a cada 3-6 meses (alvo 0,6-0,8 mEq/L); função renal e tireoidiana.

Alternativas

Substituir clomipramina por ISRS menos sedativo (ex.: sertralina, escitalopram) ou lítio por anticonvulsivante não sedativo (lamotrigina).

📚Referências

FDA CNS Depression Alert; UpToDate 2024; Micromedex 2024; Beers Criteria 2023

Perguntas Frequentes

Pode tomar Clomipramina com Lítio?

A combinação de Clomipramina com Lítio apresenta interação de gravidade moderada. Sedação excessiva, sonolência diurna, lentificação psicomotora, comprometimento da memória e concentração, tontura, hipotensão ortostática, aumento do risco de quedas e fraturas, especialmente em idosos. Em casos graves, pode ocorrer depressão respiratória leve a moderada. 1) Iniciar com doses baixas e titular lentamente, preferencialmente administrar a clomipramina à noite; 2) Orientar o paciente a evitar dirigir, operar máquinas ou atividades que exijam alerta até adaptação; 3) Em idosos, reduzir doses em 30-50% e monitorar risco de quedas; 4) Evitar outros depressores do SNC (álcool, benzodiazepínicos, opioides); 5) Se sedação excessiva, considerar redução de dose ou substituição por fármaco menos sedativo.

Clomipramina e Lítio interagem?

Sim, Clomipramina e Lítio possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve a clomipramina deprime o snc por antagonismo de receptores h1 (histamina) e α1-adrenérgicos, causando sedação e hipotensão ortostática. o lítio pode causar sedação, lentificação psicomotora e confusão, especialmente em níveis séricos elevados ou em idosos. a combinação resulta em depressão sinérgica do snc, com potencialização dos efeitos sedativos, comprometimento cognitivo e risco de quedas. o efeito é mais pronunciado no início do tratamento ou com aumento de doses.. A conduta recomendada é: 1) iniciar com doses baixas e titular lentamente, preferencialmente administrar a clomipramina à noite; 2) orientar o paciente a evitar dirigir, operar máquinas ou atividades que exijam alerta até adaptação; 3) em idosos, reduzir doses em 30-50% e monitorar risco de quedas; 4) evitar outros depressores do snc (álcool, benzodiazepínicos, opioides); 5) se sedação excessiva, considerar redução de dose ou substituição por fármaco menos sedativo..

Qual o risco de Clomipramina com Lítio?

O risco da associação Clomipramina + Lítio é classificado como MODERADA. Sedação excessiva, sonolência diurna, lentificação psicomotora, comprometimento da memória e concentração, tontura, hipotensão ortostática, aumento do risco de quedas e fraturas, especialmente em idosos. Em casos graves, pode ocorrer depressão respiratória leve a moderada. Monitorar: nível de consciência (escala de sedação); frequência respiratória e spo2 (se suspeita de depressão respiratória); avaliação de risco de quedas (teste timed up and go); litemia a cada 3-6 meses (alvo 0,6-0,8 meq/l); função renal e tireoidiana..

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Atualizado em junho/2026

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