Clomipramina + Lisdexanfetamina
⚠O que acontece
Síndrome serotoninérgica: agitação, confusão, mioclonia, hiperreflexia, clônus, tremor, diaforese, hipertermia, taquicardia, hipertensão, midríase. Casos graves podem evoluir com rigidez, acidose e rabdomiólise.
⚙Mecanismo
A clomipramina inibe a recaptação de serotonina, aumentando sua concentração sináptica. A lisdexanfetamina, um pró-fármaco da dextroanfetamina, aumenta a liberação de serotonina, dopamina e noradrenalina, e inibe fracamente a recaptação de serotonina. A combinação resulta em excesso serotoninérgico sinérgico, com risco de síndrome serotoninérgica. Embora a lisdexanfetamina tenha menor potência serotoninérgica que outros estimulantes, o risco é clinicamente significativo, especialmente em altas doses ou com outros serotoninérgicos.
📋Conduta Clinica
Evitar a associação. Se inevitável (ex.: TDAH + depressão refratária): 1) Usar doses mínimas e titular lentamente; 2) Aplicar Critérios de Hunter para diagnóstico precoce; 3) Suspender ambos ao primeiro sinal de síndrome serotoninérgica; 4) Tratamento de suporte: benzodiazepínicos (lorazepam 2 mg IV) e resfriamento; 5) Casos graves: ciproeptadina 12 mg VO/SNG + 2 mg a cada 2h, UTI.
🔍O que monitorar
Temperatura a cada 4-6h; FC e PA; avaliação neurológica seriada (reflexos, clônus, mioclonia); sinais de disautonomia.
↺Alternativas
Substituir lisdexanfetamina por metilfenidato (menor ação serotoninérgica) ou atomoxetina (não serotoninérgica); substituir clomipramina por bupropiona (sem ação serotoninérgica significativa) ou nortriptilina.
📚Referências
FDA Serotonin Syndrome Alert; UpToDate 2024; Hunter Serotonin Toxicity Criteria; Stockley's Drug Interactions 2024
Perguntas Frequentes
Pode tomar Clomipramina com Lisdexanfetamina?
A combinação de Clomipramina com Lisdexanfetamina apresenta interação de gravidade grave. Síndrome serotoninérgica: agitação, confusão, mioclonia, hiperreflexia, clônus, tremor, diaforese, hipertermia, taquicardia, hipertensão, midríase. Casos graves podem evoluir com rigidez, acidose e rabdomiólise. Evitar a associação. Se inevitável (ex.: TDAH + depressão refratária): 1) Usar doses mínimas e titular lentamente; 2) Aplicar Critérios de Hunter para diagnóstico precoce; 3) Suspender ambos ao primeiro sinal de síndrome serotoninérgica; 4) Tratamento de suporte: benzodiazepínicos (lorazepam 2 mg IV) e resfriamento; 5) Casos graves: ciproeptadina 12 mg VO/SNG + 2 mg a cada 2h, UTI.
Clomipramina e Lisdexanfetamina interagem?
Sim, Clomipramina e Lisdexanfetamina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve a clomipramina inibe a recaptação de serotonina, aumentando sua concentração sináptica. a lisdexanfetamina, um pró-fármaco da dextroanfetamina, aumenta a liberação de serotonina, dopamina e noradrenalina, e inibe fracamente a recaptação de serotonina. a combinação resulta em excesso serotoninérgico sinérgico, com risco de síndrome serotoninérgica. embora a lisdexanfetamina tenha menor potência serotoninérgica que outros estimulantes, o risco é clinicamente significativo, especialmente em altas doses ou com outros serotoninérgicos.. A conduta recomendada é: evitar a associação. se inevitável (ex.: tdah + depressão refratária): 1) usar doses mínimas e titular lentamente; 2) aplicar critérios de hunter para diagnóstico precoce; 3) suspender ambos ao primeiro sinal de síndrome serotoninérgica; 4) tratamento de suporte: benzodiazepínicos (lorazepam 2 mg iv) e resfriamento; 5) casos graves: ciproeptadina 12 mg vo/sng + 2 mg a cada 2h, uti..
Qual o risco de Clomipramina com Lisdexanfetamina?
O risco da associação Clomipramina + Lisdexanfetamina é classificado como GRAVE. Síndrome serotoninérgica: agitação, confusão, mioclonia, hiperreflexia, clônus, tremor, diaforese, hipertermia, taquicardia, hipertensão, midríase. Casos graves podem evoluir com rigidez, acidose e rabdomiólise. Monitorar: temperatura a cada 4-6h; fc e pa; avaliação neurológica seriada (reflexos, clônus, mioclonia); sinais de disautonomia..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
Gerada por motor farmacologico com validacao por IA — Tier B
As informações desta página são de caráter educativo e não substituem a orientação de um profissional farmacêutico. Sempre consulte um farmacêutico antes de alterar sua medicação.