Clomipramina + Fluoxetina
⚠O que acontece
Síndrome serotoninérgica: agitação, mioclonia, hipertermia, diaforese, tremor, taquicardia.
⚙Mecanismo
Inibição combinada da recaptação de serotonina (clomipramina + fluoxetina) + forte inibição de CYP2D6 pela fluoxetina (IC50 ~0.1-1 μM) elevando concentrações de clomipramina em até 3 vezes.
📋Conduta Clinica
Evitar associação. Se transição necessária, washout de fluoxetina por 5 semanas antes de iniciar clomipramina. Usar doses mínimas de clomipramina (25-50 mg/dia) se inevitável.
🔍O que monitorar
Sinais de serotonina (critérios de Hunter) diariamente nas primeiras 2 semanas; temperatura, FC, clônus.
↺Alternativas
Usar fármaco sem ação serotoninérgica ou com menor risco (ex.: mirtazapina isolada).
📚Referências
FDA Serotonin Syndrome Alert; UpToDate 2024
Perguntas Frequentes
Pode tomar Clomipramina com Fluoxetina?
A combinação de Clomipramina com Fluoxetina apresenta interação de gravidade grave. Síndrome serotoninérgica: agitação, mioclonia, hipertermia, diaforese, tremor, taquicardia. Evitar associação. Se transição necessária, washout de fluoxetina por 5 semanas antes de iniciar clomipramina. Usar doses mínimas de clomipramina (25-50 mg/dia) se inevitável.
Clomipramina e Fluoxetina interagem?
Sim, Clomipramina e Fluoxetina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve inibição combinada da recaptação de serotonina (clomipramina + fluoxetina) + forte inibição de cyp2d6 pela fluoxetina (ic50 ~0.1-1 μm) elevando concentrações de clomipramina em até 3 vezes.. A conduta recomendada é: evitar associação. se transição necessária, washout de fluoxetina por 5 semanas antes de iniciar clomipramina. usar doses mínimas de clomipramina (25-50 mg/dia) se inevitável..
Qual o risco de Clomipramina com Fluoxetina?
O risco da associação Clomipramina + Fluoxetina é classificado como GRAVE. Síndrome serotoninérgica: agitação, mioclonia, hipertermia, diaforese, tremor, taquicardia. Monitorar: sinais de serotonina (critérios de hunter) diariamente nas primeiras 2 semanas; temperatura, fc, clônus..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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