Clomipramina + Diazepam

ModeradaRequer monitoramento — pode necessitar ajuste de dose
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O que acontece

Sedação excessiva, sonolência, tontura, ataxia, disartria, comprometimento cognitivo, amnésia anterógrada, depressão respiratória (FR <12 irpm, SpO2 <90%), risco de quedas e fraturas. Em doses elevadas ou uso crônico, pode ocorrer tolerância e dependência.

Mecanismo

A clomipramina deprime o SNC por antagonismo H1 e α1, causando sedação. O diazepam potencializa a neurotransmissão GABAérgica, resultando em sedação, relaxamento muscular e depressão respiratória dose-dependente. A combinação produz depressão sinérgica do SNC, com risco aumentado de sedação profunda, depressão respiratória e comprometimento psicomotor. O efeito é aditivo e pode ser exacerbado em idosos, hepatopatas ou com uso de outros depressores.

📋Conduta Clinica

1) Usar a menor dose eficaz de diazepam pelo menor tempo possível (máx. 2-4 semanas); 2) Administrar clomipramina à noite para minimizar sedação diurna; 3) Contraindicar álcool e outros depressores; 4) Em idosos, evitar diazepam (Beers Criteria) ou reduzir dose em 50%; 5) Se sedação excessiva, reduzir dose de diazepam ou substituir por benzodiazepínico de meia-vida curta (lorazepam, oxazepam) sem metabólitos ativos; 6) Orientar sobre risco de dirigir e operar máquinas.

🔍O que monitorar

Nível de consciência (escala de Ramsay); frequência respiratória e SpO2 (especialmente em DPOC ou apneia do sono); teste de levantar e andar para risco de quedas; função hepática basal e a cada 6 meses.

Alternativas

Substituir diazepam por intervenção não farmacológica para ansiedade/insônia (TCC, higiene do sono) ou usar buspirona (não sedativa) para ansiedade; substituir clomipramina por ISRS menos sedativo.

📚Referências

FDA CNS Depression Alert; UpToDate 2024; Beers Criteria 2023; Stockley's Drug Interactions 2024

Perguntas Frequentes

Pode tomar Clomipramina com Diazepam?

A combinação de Clomipramina com Diazepam apresenta interação de gravidade moderada. Sedação excessiva, sonolência, tontura, ataxia, disartria, comprometimento cognitivo, amnésia anterógrada, depressão respiratória (FR <12 irpm, SpO2 <90%), risco de quedas e fraturas. Em doses elevadas ou uso crônico, pode ocorrer tolerância e dependência. 1) Usar a menor dose eficaz de diazepam pelo menor tempo possível (máx. 2-4 semanas); 2) Administrar clomipramina à noite para minimizar sedação diurna; 3) Contraindicar álcool e outros depressores; 4) Em idosos, evitar diazepam (Beers Criteria) ou reduzir dose em 50%; 5) Se sedação excessiva, reduzir dose de diazepam ou substituir por benzodiazepínico de meia-vida curta (lorazepam, oxazepam) sem metabólitos ativos; 6) Orientar sobre risco de dirigir e operar máquinas.

Clomipramina e Diazepam interagem?

Sim, Clomipramina e Diazepam possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve a clomipramina deprime o snc por antagonismo h1 e α1, causando sedação. o diazepam potencializa a neurotransmissão gabaérgica, resultando em sedação, relaxamento muscular e depressão respiratória dose-dependente. a combinação produz depressão sinérgica do snc, com risco aumentado de sedação profunda, depressão respiratória e comprometimento psicomotor. o efeito é aditivo e pode ser exacerbado em idosos, hepatopatas ou com uso de outros depressores.. A conduta recomendada é: 1) usar a menor dose eficaz de diazepam pelo menor tempo possível (máx. 2-4 semanas); 2) administrar clomipramina à noite para minimizar sedação diurna; 3) contraindicar álcool e outros depressores; 4) em idosos, evitar diazepam (beers criteria) ou reduzir dose em 50%; 5) se sedação excessiva, reduzir dose de diazepam ou substituir por benzodiazepínico de meia-vida curta (lorazepam, oxazepam) sem metabólitos ativos; 6) orientar sobre risco de dirigir e operar máquinas..

Qual o risco de Clomipramina com Diazepam?

O risco da associação Clomipramina + Diazepam é classificado como MODERADA. Sedação excessiva, sonolência, tontura, ataxia, disartria, comprometimento cognitivo, amnésia anterógrada, depressão respiratória (FR <12 irpm, SpO2 <90%), risco de quedas e fraturas. Em doses elevadas ou uso crônico, pode ocorrer tolerância e dependência. Monitorar: nível de consciência (escala de ramsay); frequência respiratória e spo2 (especialmente em dpoc ou apneia do sono); teste de levantar e andar para risco de quedas; função hepática basal e a cada 6 meses..

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Atualizado em junho/2026

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