Clomipramina + Clonazepam

ModeradaRequer monitoramento — pode necessitar ajuste de dose
Validada por motor farmacologico

O que acontece

Sedação excessiva, sonolência diurna, tontura, ataxia, disartria, comprometimento da memória e concentração, depressão respiratória leve a moderada, risco de quedas e fraturas. Em idosos, pode causar delirium e piora cognitiva.

Mecanismo

A clomipramina causa sedação por antagonismo H1 e α1. O clonazepam é um benzodiazepínico de alta potência que potencializa o GABA, causando sedação, relaxamento muscular e depressão respiratória. A combinação resulta em depressão sinérgica do SNC, com risco de sedação profunda, comprometimento cognitivo e psicomotor. O clonazepam tem meia-vida longa (18-50h), aumentando o risco de acúmulo e sedação residual.

📋Conduta Clinica

1) Iniciar clonazepam com 0,25-0,5 mg à noite e titular lentamente; 2) Administrar clomipramina à noite; 3) Evitar álcool e outros depressores; 4) Em idosos, evitar clonazepam (Beers Criteria) ou usar dose máxima de 0,5 mg/dia; 5) Se sedação excessiva, reduzir clonazepam ou substituir por benzodiazepínico de meia-vida curta (lorazepam); 6) Orientar sobre riscos de dirigir e operar máquinas.

🔍O que monitorar

Nível de consciência (escala de Ramsay); frequência respiratória e SpO2; avaliação de risco de quedas; função hepática basal e a cada 6 meses; sinais de dependência e tolerância.

Alternativas

Substituir clonazepam por intervenção não farmacológica ou buspirona; substituir clomipramina por ISRS menos sedativo.

📚Referências

FDA CNS Depression Alert; UpToDate 2024; Beers Criteria 2023; Stockley's Drug Interactions 2024

Perguntas Frequentes

Pode tomar Clomipramina com Clonazepam?

A combinação de Clomipramina com Clonazepam apresenta interação de gravidade moderada. Sedação excessiva, sonolência diurna, tontura, ataxia, disartria, comprometimento da memória e concentração, depressão respiratória leve a moderada, risco de quedas e fraturas. Em idosos, pode causar delirium e piora cognitiva. 1) Iniciar clonazepam com 0,25-0,5 mg à noite e titular lentamente; 2) Administrar clomipramina à noite; 3) Evitar álcool e outros depressores; 4) Em idosos, evitar clonazepam (Beers Criteria) ou usar dose máxima de 0,5 mg/dia; 5) Se sedação excessiva, reduzir clonazepam ou substituir por benzodiazepínico de meia-vida curta (lorazepam); 6) Orientar sobre riscos de dirigir e operar máquinas.

Clomipramina e Clonazepam interagem?

Sim, Clomipramina e Clonazepam possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve a clomipramina causa sedação por antagonismo h1 e α1. o clonazepam é um benzodiazepínico de alta potência que potencializa o gaba, causando sedação, relaxamento muscular e depressão respiratória. a combinação resulta em depressão sinérgica do snc, com risco de sedação profunda, comprometimento cognitivo e psicomotor. o clonazepam tem meia-vida longa (18-50h), aumentando o risco de acúmulo e sedação residual.. A conduta recomendada é: 1) iniciar clonazepam com 0,25-0,5 mg à noite e titular lentamente; 2) administrar clomipramina à noite; 3) evitar álcool e outros depressores; 4) em idosos, evitar clonazepam (beers criteria) ou usar dose máxima de 0,5 mg/dia; 5) se sedação excessiva, reduzir clonazepam ou substituir por benzodiazepínico de meia-vida curta (lorazepam); 6) orientar sobre riscos de dirigir e operar máquinas..

Qual o risco de Clomipramina com Clonazepam?

O risco da associação Clomipramina + Clonazepam é classificado como MODERADA. Sedação excessiva, sonolência diurna, tontura, ataxia, disartria, comprometimento da memória e concentração, depressão respiratória leve a moderada, risco de quedas e fraturas. Em idosos, pode causar delirium e piora cognitiva. Monitorar: nível de consciência (escala de ramsay); frequência respiratória e spo2; avaliação de risco de quedas; função hepática basal e a cada 6 meses; sinais de dependência e tolerância..

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Atualizado em junho/2026

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