Claritromicina + Midazolam
⚠O que acontece
Aumento maciço nos níveis de midazolam, com sedação profunda, depressão respiratória, risco de coma e parada respiratória, especialmente com midazolam oral. Há relatos de casos de sedação excessiva e necessidade de ventilação mecânica.
⚙Mecanismo
O midazolam é metabolizado quase exclusivamente por CYP3A4 a 1-hidroximidazolam (metabólito ativo menor) e 4-hidroximidazolam. A claritromicina é um inibidor potente do CYP3A4 (IC50 ~0.5-2 μM). A inibição pode aumentar a AUC do midazolam oral em 5 a 8 vezes e a do midazolam intravenoso em 2 a 3 vezes, devido ao metabolismo de primeira passagem intestinal e hepático. A biodisponibilidade oral pode aumentar de 30-40% para >90%.
📋Conduta Clinica
Evitar a associação, especialmente midazolam oral. Se midazolam IV for indispensável (ex.: sedação para procedimento): 1) Reduzir a dose em 50-75%. 2) Titular lentamente em ambiente monitorado (UTI, centro cirúrgico). 3) Ter flumazenil prontamente disponível. 4) Monitorar continuamente SpO2, FR e nível de consciência.
🔍O que monitorar
SpO2 contínua; frequência respiratória; nível de sedação (escala de Ramsay ou BIS se disponível); pressão arterial; prontidão para suporte ventilatório.
↺Alternativas
Substituir claritromicina por azitromicina. Se necessário benzodiazepínico para sedação, preferir lorazepam (não metabolizado por CYP) ou propofol (metabolismo independente de CYP3A4).
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; Estudo: Gorski et al. 1998, Clin Pharmacol Ther (aumento de 7x na AUC do midazolam oral com claritromicina)
Perguntas Frequentes
Pode tomar Claritromicina com Midazolam?
A combinação de Claritromicina com Midazolam apresenta interação de gravidade moderada. Aumento maciço nos níveis de midazolam, com sedação profunda, depressão respiratória, risco de coma e parada respiratória, especialmente com midazolam oral. Há relatos de casos de sedação excessiva e necessidade de ventilação mecânica. Evitar a associação, especialmente midazolam oral. Se midazolam IV for indispensável (ex.: sedação para procedimento): 1) Reduzir a dose em 50-75%. 2) Titular lentamente em ambiente monitorado (UTI, centro cirúrgico). 3) Ter flumazenil prontamente disponível. 4) Monitorar continuamente SpO2, FR e nível de consciência.
Claritromicina e Midazolam interagem?
Sim, Claritromicina e Midazolam possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve o midazolam é metabolizado quase exclusivamente por cyp3a4 a 1-hidroximidazolam (metabólito ativo menor) e 4-hidroximidazolam. a claritromicina é um inibidor potente do cyp3a4 (ic50 ~0.5-2 μm). a inibição pode aumentar a auc do midazolam oral em 5 a 8 vezes e a do midazolam intravenoso em 2 a 3 vezes, devido ao metabolismo de primeira passagem intestinal e hepático. a biodisponibilidade oral pode aumentar de 30-40% para >90%.. A conduta recomendada é: evitar a associação, especialmente midazolam oral. se midazolam iv for indispensável (ex.: sedação para procedimento): 1) reduzir a dose em 50-75%. 2) titular lentamente em ambiente monitorado (uti, centro cirúrgico). 3) ter flumazenil prontamente disponível. 4) monitorar continuamente spo2, fr e nível de consciência..
Qual o risco de Claritromicina com Midazolam?
O risco da associação Claritromicina + Midazolam é classificado como MODERADA. Aumento maciço nos níveis de midazolam, com sedação profunda, depressão respiratória, risco de coma e parada respiratória, especialmente com midazolam oral. Há relatos de casos de sedação excessiva e necessidade de ventilação mecânica. Monitorar: spo2 contínua; frequência respiratória; nível de sedação (escala de ramsay ou bis se disponível); pressão arterial; prontidão para suporte ventilatório..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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