Claritromicina + Metadona
⚠O que acontece
Aumento nos níveis plasmáticos de metadona, levando a depressão respiratória, sedação excessiva e prolongamento do intervalo QTc, com risco de torsades de pointes e morte súbita cardíaca.
⚙Mecanismo
Claritromicina é um inibidor potente do CYP3A4 (IC50 ~0.5-2 μM), a principal via de metabolismo da metadona (responsável por ~50-70% do clearance). A inibição reduz significativamente a N-desmetilação da metadona, aumentando sua AUC em 50-100% e prolongando a meia-vida. A metadona é um substrato de índice terapêutico estreito, e este aumento pode ser clinicamente significativo.
📋Conduta Clinica
Evitar a associação sempre que possível. Se o uso concomitante for indispensável: reduzir a dose de metadona em 50% no início do tratamento com claritromicina e titular conforme resposta clínica e níveis séricos. Monitorar rigorosamente sinais de toxicidade opioide (sedação, depressão respiratória) e cardiotoxicidade.
🔍O que monitorar
Monitorar nível sérico de metadona (alvo: 100-400 ng/mL para analgesia, 400-600 ng/mL para manutenção de dependência) antes e 3-5 dias após início da claritromicina. Realizar ECG basal e seriado para QTc (manter <500 ms ou Δ <60 ms). Monitorar eletrólitos (K+ >4.0 mEq/L, Mg2+ >2.0 mg/dL). Avaliar resposta clínica e sinais de toxicidade diariamente.
↺Alternativas
Substituir claritromicina por azitromicina, que não inibe CYP3A4 de forma clinicamente relevante. Se necessário antibiótico macrolídeo, azitromicina é a alternativa mais segura.
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; FDA Drug Safety Communication
Perguntas Frequentes
Pode tomar Claritromicina com Metadona?
A combinação de Claritromicina com Metadona apresenta interação de gravidade grave. Aumento nos níveis plasmáticos de metadona, levando a depressão respiratória, sedação excessiva e prolongamento do intervalo QTc, com risco de torsades de pointes e morte súbita cardíaca. Evitar a associação sempre que possível. Se o uso concomitante for indispensável: reduzir a dose de metadona em 50% no início do tratamento com claritromicina e titular conforme resposta clínica e níveis séricos. Monitorar rigorosamente sinais de toxicidade opioide (sedação, depressão respiratória) e cardiotoxicidade.
Claritromicina e Metadona interagem?
Sim, Claritromicina e Metadona possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve claritromicina é um inibidor potente do cyp3a4 (ic50 ~0.5-2 μm), a principal via de metabolismo da metadona (responsável por ~50-70% do clearance). a inibição reduz significativamente a n-desmetilação da metadona, aumentando sua auc em 50-100% e prolongando a meia-vida. a metadona é um substrato de índice terapêutico estreito, e este aumento pode ser clinicamente significativo.. A conduta recomendada é: evitar a associação sempre que possível. se o uso concomitante for indispensável: reduzir a dose de metadona em 50% no início do tratamento com claritromicina e titular conforme resposta clínica e níveis séricos. monitorar rigorosamente sinais de toxicidade opioide (sedação, depressão respiratória) e cardiotoxicidade..
Qual o risco de Claritromicina com Metadona?
O risco da associação Claritromicina + Metadona é classificado como GRAVE. Aumento nos níveis plasmáticos de metadona, levando a depressão respiratória, sedação excessiva e prolongamento do intervalo QTc, com risco de torsades de pointes e morte súbita cardíaca. Monitorar: monitorar nível sérico de metadona (alvo: 100-400 ng/ml para analgesia, 400-600 ng/ml para manutenção de dependência) antes e 3-5 dias após início da claritromicina. realizar ecg basal e seriado para qtc (manter <500 ms ou δ <60 ms). monitorar eletrólitos (k+ >4.0 meq/l, mg2+ >2.0 mg/dl). avaliar resposta clínica e sinais de toxicidade diariamente..
Interações Relacionadas
Amiodarona inibe CYP2D6 (Ki ~3-5 µM) e CYP3A4 (Ki ~10-15 µM), enzimas responsáveis pelo metabolismo do Tramadol (substrato da CYP2D6 para formação do metabólito ativo O-desmetiltramadol, e da CYP3A4 para N-desmetiltramadol). A inibição da CYP2D6 reduz a conversão para o metabólito ativo (efeito analgésico diminuído), enquanto a inibição da CYP3A4 aumenta os níveis de Tramadol inalterado, elevando o risco de efeitos adversos serotoninérgicos e convulsivos.
Amiodarona é inibidor moderado da CYP2D6 (Ki ~3-5 µM), enzima responsável pela conversão da Codeína (pró-fármaco) em seu metabólito ativo, morfina. A inibição da CYP2D6 reduz significativamente a formação de morfina (em 50-80%), resultando em falha terapêutica (analgesia inadequada). Os níveis de Codeína inalterada podem aumentar levemente, mas sem efeito clínico relevante.
Amiodarona é inibidor moderado da glicoproteína-P (P-gp) intestinal e renal (IC50 ~5-10 µM). A Morfina é substrato da P-gp, e sua eliminação biliar e renal depende parcialmente desse transportador. A inibição da P-gp pela Amiodarona reduz a excreção de Morfina, aumentando sua biodisponibilidade oral em 30-50% e reduzindo sua depuração, com aumento da AUC em 1,5-2 vezes. A Morfina tem índice terapêutico estreito.
Amiodarona inibe moderadamente CYP3A4 (redução de clearance ~40-60%, aumento AUC esperado 1,5-2x) e fracamente CYP2D6, enzimas responsáveis pelo metabolismo de oxicodona para noroxicodona (CYP3A4) e oximorfona (CYP2D6).
Atualizado em junho/2026
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