Claritromicina + Cisaprida
⚠O que acontece
Aumento acentuado nos níveis plasmáticos de cisaprida, resultando em prolongamento do QTc (>500 ms) e risco elevado de torsades de pointes e morte súbita cardíaca. Casos fatais foram relatados na literatura.
⚙Mecanismo
Claritromicina é um inibidor potente e irreversível da CYP3A4 (Ki ≈ 0,5-2 μM), a principal via de metabolismo da cisaprida (>90%). A inibição leva a um aumento de 5 a 10 vezes na AUC da cisaprida, elevando significativamente o risco de cardiotoxicidade. A cisaprida também inibe canais hERG (IKr) de forma concentração-dependente, prolongando o intervalo QTc.
📋Conduta Clinica
A associação é CONTRAINDICADA. Não utilizar cisaprida com claritromicina ou outros inibidores fortes do CYP3A4 (ex.: itraconazol, cetoconazol, ritonavir). Se o paciente já estiver usando ambos, suspender imediatamente a cisaprida e monitorar ECG.
🔍O que monitorar
Se exposição ocorreu: ECG basal e seriado para QTc, eletrólitos (K+, Mg2+), e monitorização cardíaca contínua por pelo menos 24-48 horas.
↺Alternativas
Substituir claritromicina por azitromicina (sem inibição relevante do CYP3A4) ou outro antibiótico não inibidor. Alternativamente, usar metoclopramida ou domperidona (com cautela, ver interação domperidona) como procinético, se apropriado.
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; FDA Drug Safety Communication
Perguntas Frequentes
Pode tomar Claritromicina com Cisaprida?
A combinação de Claritromicina com Cisaprida apresenta interação de gravidade grave. Aumento acentuado nos níveis plasmáticos de cisaprida, resultando em prolongamento do QTc (>500 ms) e risco elevado de torsades de pointes e morte súbita cardíaca. Casos fatais foram relatados na literatura. A associação é CONTRAINDICADA. Não utilizar cisaprida com claritromicina ou outros inibidores fortes do CYP3A4 (ex.: itraconazol, cetoconazol, ritonavir). Se o paciente já estiver usando ambos, suspender imediatamente a cisaprida e monitorar ECG.
Claritromicina e Cisaprida interagem?
Sim, Claritromicina e Cisaprida possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve claritromicina é um inibidor potente e irreversível da cyp3a4 (ki ≈ 0,5-2 μm), a principal via de metabolismo da cisaprida (>90%). a inibição leva a um aumento de 5 a 10 vezes na auc da cisaprida, elevando significativamente o risco de cardiotoxicidade. a cisaprida também inibe canais herg (ikr) de forma concentração-dependente, prolongando o intervalo qtc.. A conduta recomendada é: a associação é contraindicada. não utilizar cisaprida com claritromicina ou outros inibidores fortes do cyp3a4 (ex.: itraconazol, cetoconazol, ritonavir). se o paciente já estiver usando ambos, suspender imediatamente a cisaprida e monitorar ecg..
Qual o risco de Claritromicina com Cisaprida?
O risco da associação Claritromicina + Cisaprida é classificado como GRAVE. Aumento acentuado nos níveis plasmáticos de cisaprida, resultando em prolongamento do QTc (>500 ms) e risco elevado de torsades de pointes e morte súbita cardíaca. Casos fatais foram relatados na literatura. Monitorar: se exposição ocorreu: ecg basal e seriado para qtc, eletrólitos (k+, mg2+), e monitorização cardíaca contínua por pelo menos 24-48 horas..
Interações Relacionadas
Amiodarona é inibidor fraco da CYP3A4 (IC50 >10 µM), enquanto o Omeprazol é metabolizado principalmente pela CYP2C19 e, em menor extensão, pela CYP3A4. A inibição da CYP3A4 pela amiodarona resulta em aumento modesto (<2x) na exposição ao omeprazol, com relevância clínica limitada devido à ampla janela terapêutica do omeprazol.
Amiodarona inibe fracamente a CYP3A4, enquanto o Lansoprazol é metabolizado principalmente pela CYP2C19 e CYP3A4. A contribuição da CYP3A4 é secundária, resultando em aumento <30% na AUC do lansoprazol, sem relevância clínica em doses padrão (15-30 mg/dia).
Interação farmacodinâmica e farmacocinética sinérgica. Farmacodinâmica: Ambos bloqueiam canais hERG (IKr), prolongando o QT de forma aditiva. Farmacocinética: A amiodarona é um inibidor moderado da CYP3A4, principal via de metabolismo da domperidona. A inibição enzimática pode aumentar a AUC da domperidona em 2-3 vezes, elevando ainda mais o risco de cardiotoxicidade dependente de concentração.
Risco aditivo de prolongamento do intervalo QT. Ambos os fármacos são listados como de 'Risco Conhecido' de TdP pelo CredibleMeds, atuando por bloqueio dos canais hERG (IKr). A amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4, vias secundárias da ondansetrona (primariamente metabolizada por UGT1A1, CYP1A2), mas a contribuição farmacocinética é considerada menor. O mecanismo principal é farmacodinâmico.
Atualizado em junho/2026
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