Ciprofloxacino + Duloxetina
⚠O que acontece
Aumento significativo dos níveis plasmáticos de Duloxetina, com risco de hepatotoxicidade (elevação de TGO/TGP, raramente insuficiência hepática aguda), náuseas, tontura e síndrome serotoninérgica (se associado a outros serotoninérgicos).
⚙Mecanismo
Ciprofloxacino é inibidor moderado a potente da CYP1A2 (IC50 ~ 0,2-2 μM in vitro, Ki ~ 0,1-0,5 mM). Duloxetina é metabolizada principalmente por CYP1A2 (70-80%) e CYP2D6 (20-30%). A inibição da CYP1A2 pelo Ciprofloxacino pode aumentar a AUC da Duloxetina em 2-3 vezes, elevando o risco de hepatotoxicidade dose-dependente (elevação de transaminases > 3x LSN em 1% dos pacientes, maior com doses altas ou fatores de risco).
📋Conduta Clinica
Evitar a associação. Se indispensável: reduzir dose de Duloxetina em 50% (ex: de 60 mg para 30 mg/dia) durante o uso de Ciprofloxacino e por 3 dias após o término. Monitorar transaminases basais e após 1-2 semanas. Suspender Duloxetina se TGO/TGP > 3x LSN com sintomas (icterícia, fadiga) ou > 5x LSN assintomático.
🔍O que monitorar
TGO/TGP basais e após 1-2 semanas do início da associação. Monitorar sinais de hepatotoxicidade: náuseas, vômitos, dor abdominal, icterícia, urina escura. Monitorar resposta clínica e efeitos adversos serotoninérgicos (agitação, taquicardia, hipertermia).
↺Alternativas
Substituir Ciprofloxacino por antibiótico não inibidor de CYP1A2 (ex: Levofloxacino inibe fracamente CYP1A2, mas ainda há risco; preferir Sulfametoxazol/Trimetoprima, Amoxicilina/Clavulanato, conforme antibiograma). Se Duloxetina for para dor neuropática, considerar Pregabalina ou Gabapentina (não metabolizadas por CYP).
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table 2024; Micromedex 2024; Duloxetina bula (FDA); UpToDate 2024; Drug Metab Dispos. 2003;31(3):289-93
Perguntas Frequentes
Pode tomar Ciprofloxacino com Duloxetina?
A combinação de Ciprofloxacino com Duloxetina apresenta interação de gravidade moderada. Aumento significativo dos níveis plasmáticos de Duloxetina, com risco de hepatotoxicidade (elevação de TGO/TGP, raramente insuficiência hepática aguda), náuseas, tontura e síndrome serotoninérgica (se associado a outros serotoninérgicos). Evitar a associação. Se indispensável: reduzir dose de Duloxetina em 50% (ex: de 60 mg para 30 mg/dia) durante o uso de Ciprofloxacino e por 3 dias após o término. Monitorar transaminases basais e após 1-2 semanas. Suspender Duloxetina se TGO/TGP > 3x LSN com sintomas (icterícia, fadiga) ou > 5x LSN assintomático.
Ciprofloxacino e Duloxetina interagem?
Sim, Ciprofloxacino e Duloxetina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve ciprofloxacino é inibidor moderado a potente da cyp1a2 (ic50 ~ 0,2-2 μm in vitro, ki ~ 0,1-0,5 mm). duloxetina é metabolizada principalmente por cyp1a2 (70-80%) e cyp2d6 (20-30%). a inibição da cyp1a2 pelo ciprofloxacino pode aumentar a auc da duloxetina em 2-3 vezes, elevando o risco de hepatotoxicidade dose-dependente (elevação de transaminases > 3x lsn em 1% dos pacientes, maior com doses altas ou fatores de risco).. A conduta recomendada é: evitar a associação. se indispensável: reduzir dose de duloxetina em 50% (ex: de 60 mg para 30 mg/dia) durante o uso de ciprofloxacino e por 3 dias após o término. monitorar transaminases basais e após 1-2 semanas. suspender duloxetina se tgo/tgp > 3x lsn com sintomas (icterícia, fadiga) ou > 5x lsn assintomático..
Qual o risco de Ciprofloxacino com Duloxetina?
O risco da associação Ciprofloxacino + Duloxetina é classificado como MODERADA. Aumento significativo dos níveis plasmáticos de Duloxetina, com risco de hepatotoxicidade (elevação de TGO/TGP, raramente insuficiência hepática aguda), náuseas, tontura e síndrome serotoninérgica (se associado a outros serotoninérgicos). Monitorar: tgo/tgp basais e após 1-2 semanas do início da associação. monitorar sinais de hepatotoxicidade: náuseas, vômitos, dor abdominal, icterícia, urina escura. monitorar resposta clínica e efeitos adversos serotoninérgicos (agitação, taquicardia, hipertermia)..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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