Ciclofosfamida + Ibuprofeno
⚠O que acontece
IRA com elevação de creatinina em 2-5 dias. Oligúria pode ocorrer. Risco particularmente alto em pacientes com mieloma múltiplo, desidratação ou uso concomitante de IECA/BRA.
⚙Mecanismo
Nefrotoxicidade aditiva. Ciclofosfamida induz necrose tubular e cistite hemorrágica via acroleína. Ibuprofeno, inibidor não seletivo da COX, reduz síntese de prostaglandinas renais (PGE2), causando vasoconstrição aferente e queda da filtração glomerular. Embora ibuprofeno tenha menor risco renal que outros AINEs em doses baixas (<1200 mg/dia), a combinação com agente citotóxico em contexto de hidratação subótima eleva substancialmente o risco de IRA.
📋Conduta Clinica
Evitar coadministração. Se necessário, garantir estado euvolêmico: infusão salina 150-200 mL/h por 12h antes e 24h após ciclofosfamida. Limitar ibuprofeno a ≤ 1200 mg/dia por ≤ 3 dias. Mesna profilático conforme protocolo oncológico.
🔍O que monitorar
Creatinina basal e a cada 48h por 1 semana; balanço hídrico rigoroso; eletrólitos séricos; peso diário. Interromper ibuprofeno se creatinina subir > 25% do basal.
↺Alternativas
Preferir paracetamol ou opioides para analgesia. Se AINE obrigatório, naproxeno pode ter menor risco cardiovascular, mas renal é similar; avaliar corticoide.
📚Referências
UpToDate 2024; KDIGO 2023; Whelton A. Am J Med. 1999;106(5B):13S-24S.
Perguntas Frequentes
Pode tomar Ciclofosfamida com Ibuprofeno?
A combinação de Ciclofosfamida com Ibuprofeno apresenta interação de gravidade grave. IRA com elevação de creatinina em 2-5 dias. Oligúria pode ocorrer. Risco particularmente alto em pacientes com mieloma múltiplo, desidratação ou uso concomitante de IECA/BRA. Evitar coadministração. Se necessário, garantir estado euvolêmico: infusão salina 150-200 mL/h por 12h antes e 24h após ciclofosfamida. Limitar ibuprofeno a ≤ 1200 mg/dia por ≤ 3 dias. Mesna profilático conforme protocolo oncológico.
Ciclofosfamida e Ibuprofeno interagem?
Sim, Ciclofosfamida e Ibuprofeno possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve nefrotoxicidade aditiva. ciclofosfamida induz necrose tubular e cistite hemorrágica via acroleína. ibuprofeno, inibidor não seletivo da cox, reduz síntese de prostaglandinas renais (pge2), causando vasoconstrição aferente e queda da filtração glomerular. embora ibuprofeno tenha menor risco renal que outros aines em doses baixas (<1200 mg/dia), a combinação com agente citotóxico em contexto de hidratação subótima eleva substancialmente o risco de ira.. A conduta recomendada é: evitar coadministração. se necessário, garantir estado euvolêmico: infusão salina 150-200 ml/h por 12h antes e 24h após ciclofosfamida. limitar ibuprofeno a ≤ 1200 mg/dia por ≤ 3 dias. mesna profilático conforme protocolo oncológico..
Qual o risco de Ciclofosfamida com Ibuprofeno?
O risco da associação Ciclofosfamida + Ibuprofeno é classificado como GRAVE. IRA com elevação de creatinina em 2-5 dias. Oligúria pode ocorrer. Risco particularmente alto em pacientes com mieloma múltiplo, desidratação ou uso concomitante de IECA/BRA. Monitorar: creatinina basal e a cada 48h por 1 semana; balanço hídrico rigoroso; eletrólitos séricos; peso diário. interromper ibuprofeno se creatinina subir > 25% do basal..
Interações Relacionadas
Diurético de alça reduz depuração renal do lítio em 25-40% por depleção de volume e menor filtração, elevando níveis séricos.
A furosemida causa depleção de volume e sódio, levando a um aumento compensatório na reabsorção tubular proximal de sódio e, consequentemente, de lítio. Isso pode elevar os níveis séricos de lítio em 25-40%, mesmo com função renal normal. Adicionalmente, o lítio pode causar diabetes insipidus nefrogênico, e a desidratação induzida pela furosemida exacerba o risco de toxicidade por lítio e lesão renal aguda.
Nefrotoxicidade aditiva. A gentamicina é um aminoglicosídeo que se acumula nas células tubulares renais proximais, causando necrose tubular aguda. A furosemida, ao causar depleção de volume e reduzir o fluxo sanguíneo renal, potencializa a concentração e a toxicidade tubular da gentamicina. A hipocalemia induzida pela furosemida também pode exacerbar o dano tubular.
Nefrotoxicidade aditiva. A vancomicina causa estresse oxidativo e dano mitocondrial nas células tubulares renais proximais. A furosemida, ao induzir depleção de volume e ativar o sistema renina-angiotensina-aldosterona, reduz a perfusão renal e potencializa a concentração tubular da vancomicina, exacerbando seu efeito tóxico direto. O risco é particularmente alto com níveis de vale de vancomicina > 20 mcg/mL.
Atualizado em junho/2026
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