Ciclofosfamida + Diclofenaco
⚠O que acontece
Insuficiência renal aguda (IRA) oligúrica ou não oligúrica. Elevação de creatinina sérica pode ocorrer em 24-72h, com pico em 3-7 dias. Risco aumentado em pacientes com hipovolemia, uso de diuréticos, idade avançada ou disfunção renal prévia.
⚙Mecanismo
Nefrotoxicidade aditiva sinérgica. Ciclofosfamida causa cistite hemorrágica e necrose tubular por acroleína (metabólito tóxico), enquanto AINEs como diclofenaco inibem COX-1/2, reduzindo prostaglandinas vasodilatadoras renais (PGE2, PGI2), levando a vasoconstrição da arteríola aferente, queda da TFG e isquemia medular. A combinação potencializa hipoperfusão renal e dano tubular direto, especialmente em depleção de volume.
📋Conduta Clinica
Evitar associação sempre que possível. Se indispensável (ex.: dor oncológica refratária), assegurar hidratação vigorosa: SF 0,9% 200-300 mL/hora por 24h antes e após ciclofosfamida, com meta de débito urinário > 150 mL/h. Considerar mesna para prevenção de cistite hemorrágica. Usar a menor dose eficaz de diclofenaco pelo menor tempo possível.
🔍O que monitorar
Creatinina sérica basal e diária por 7 dias; débito urinário horário; eletrólitos (Na, K) a cada 12-24h; peso diário; urina tipo I com pesquisa de hematúria. Suspender diclofenaco se creatinina aumentar ≥ 0,3 mg/dL em 48h.
↺Alternativas
Substituir diclofenaco por analgésico não nefrotóxico (paracetamol, opioides) ou AINE tópico. Se anti-inflamatório essencial, considerar corticoide em baixa dose.
📚Referências
UpToDate 2024; KDIGO AKI Guidelines 2023; Brater DC. Clin Pharmacol Ther. 2002;72(1):76-89.
Perguntas Frequentes
Pode tomar Ciclofosfamida com Diclofenaco?
A combinação de Ciclofosfamida com Diclofenaco apresenta interação de gravidade grave. Insuficiência renal aguda (IRA) oligúrica ou não oligúrica. Elevação de creatinina sérica pode ocorrer em 24-72h, com pico em 3-7 dias. Risco aumentado em pacientes com hipovolemia, uso de diuréticos, idade avançada ou disfunção renal prévia. Evitar associação sempre que possível. Se indispensável (ex.: dor oncológica refratária), assegurar hidratação vigorosa: SF 0,9% 200-300 mL/hora por 24h antes e após ciclofosfamida, com meta de débito urinário > 150 mL/h. Considerar mesna para prevenção de cistite hemorrágica. Usar a menor dose eficaz de diclofenaco pelo menor tempo possível.
Ciclofosfamida e Diclofenaco interagem?
Sim, Ciclofosfamida e Diclofenaco possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve nefrotoxicidade aditiva sinérgica. ciclofosfamida causa cistite hemorrágica e necrose tubular por acroleína (metabólito tóxico), enquanto aines como diclofenaco inibem cox-1/2, reduzindo prostaglandinas vasodilatadoras renais (pge2, pgi2), levando a vasoconstrição da arteríola aferente, queda da tfg e isquemia medular. a combinação potencializa hipoperfusão renal e dano tubular direto, especialmente em depleção de volume.. A conduta recomendada é: evitar associação sempre que possível. se indispensável (ex.: dor oncológica refratária), assegurar hidratação vigorosa: sf 0,9% 200-300 ml/hora por 24h antes e após ciclofosfamida, com meta de débito urinário > 150 ml/h. considerar mesna para prevenção de cistite hemorrágica. usar a menor dose eficaz de diclofenaco pelo menor tempo possível..
Qual o risco de Ciclofosfamida com Diclofenaco?
O risco da associação Ciclofosfamida + Diclofenaco é classificado como GRAVE. Insuficiência renal aguda (IRA) oligúrica ou não oligúrica. Elevação de creatinina sérica pode ocorrer em 24-72h, com pico em 3-7 dias. Risco aumentado em pacientes com hipovolemia, uso de diuréticos, idade avançada ou disfunção renal prévia. Monitorar: creatinina sérica basal e diária por 7 dias; débito urinário horário; eletrólitos (na, k) a cada 12-24h; peso diário; urina tipo i com pesquisa de hematúria. suspender diclofenaco se creatinina aumentar ≥ 0,3 mg/dl em 48h..
Interações Relacionadas
Diurético de alça reduz depuração renal do lítio em 25-40% por depleção de volume e menor filtração, elevando níveis séricos.
A furosemida causa depleção de volume e sódio, levando a um aumento compensatório na reabsorção tubular proximal de sódio e, consequentemente, de lítio. Isso pode elevar os níveis séricos de lítio em 25-40%, mesmo com função renal normal. Adicionalmente, o lítio pode causar diabetes insipidus nefrogênico, e a desidratação induzida pela furosemida exacerba o risco de toxicidade por lítio e lesão renal aguda.
Nefrotoxicidade aditiva. A gentamicina é um aminoglicosídeo que se acumula nas células tubulares renais proximais, causando necrose tubular aguda. A furosemida, ao causar depleção de volume e reduzir o fluxo sanguíneo renal, potencializa a concentração e a toxicidade tubular da gentamicina. A hipocalemia induzida pela furosemida também pode exacerbar o dano tubular.
Nefrotoxicidade aditiva. A vancomicina causa estresse oxidativo e dano mitocondrial nas células tubulares renais proximais. A furosemida, ao induzir depleção de volume e ativar o sistema renina-angiotensina-aldosterona, reduz a perfusão renal e potencializa a concentração tubular da vancomicina, exacerbando seu efeito tóxico direto. O risco é particularmente alto com níveis de vale de vancomicina > 20 mcg/mL.
Atualizado em junho/2026
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