Cetoconazol + Mirtazapina
⚠O que acontece
Aumento da exposição à mirtazapina, potencializando seus efeitos adversos, como sedação excessiva, ganho de peso, hipotensão ortostática e, de forma rara mas grave, mielossupressão (agranulocitose, leucopenia, trombocitopenia). O risco de mielossupressão é idiossincrático e não estritamente dose-dependente, mas níveis elevados podem aumentar a probabilidade.
⚙Mecanismo
O cetoconazol é um inibidor potente da CYP3A4 (IC50 ~0.015 μM, inibição irreversível). A mirtazapina é metabolizada principalmente pelas enzimas CYP1A2, CYP2D6 e CYP3A4. Embora a CYP3A4 não seja a única via, sua inibição potente pelo cetoconazol pode aumentar a exposição à mirtazapina. Estudos de interação mostram que a coadministração com inibidores potentes da CYP3A4 pode aumentar a AUC da mirtazapina em aproximadamente 50-60%, elevando o risco de eventos adversos dose-dependentes.
📋Conduta Clinica
1) Se a associação for necessária, iniciar com a menor dose eficaz de mirtazapina (ex: 15 mg/dia) e titular lentamente com base na resposta clínica e tolerabilidade. 2) Considerar uma redução empírica da dose de mirtazapina em 50% ao iniciar cetoconazol. 3) Orientar o paciente sobre sinais de infecção (febre, dor de garganta) e sangramento, que podem indicar discrasias sanguíneas.
🔍O que monitorar
Monitorar resposta clínica (sedação, eficácia antidepressiva) e efeitos adversos. Realizar hemograma completo na linha de base e repetir mensalmente durante os primeiros 3 meses de uso concomitante, ou antes se surgirem sintomas sugestivos de infecção ou sangramento.
↺Alternativas
Substituir o cetoconazol por um antifúngico que não iniba a CYP3A4 (ex: terbinafina para dermatomicoses, ou anfotericina B/equinocandinas para infecções sistêmicas, se apropriado). Se o cetoconazol for insubstituível, considerar o uso de um antidepressivo com menor dependência da CYP3A4, como sertralina ou citalopram.
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; Lexicomp 2024; Bula da mirtazapina (FDA)
Perguntas Frequentes
Pode tomar Cetoconazol com Mirtazapina?
A combinação de Cetoconazol com Mirtazapina apresenta interação de gravidade moderada. Aumento da exposição à mirtazapina, potencializando seus efeitos adversos, como sedação excessiva, ganho de peso, hipotensão ortostática e, de forma rara mas grave, mielossupressão (agranulocitose, leucopenia, trombocitopenia). O risco de mielossupressão é idiossincrático e não estritamente dose-dependente, mas níveis elevados podem aumentar a probabilidade. 1) Se a associação for necessária, iniciar com a menor dose eficaz de mirtazapina (ex: 15 mg/dia) e titular lentamente com base na resposta clínica e tolerabilidade. 2) Considerar uma redução empírica da dose de mirtazapina em 50% ao iniciar cetoconazol. 3) Orientar o paciente sobre sinais de infecção (febre, dor de garganta) e sangramento, que podem indicar discrasias sanguíneas.
Cetoconazol e Mirtazapina interagem?
Sim, Cetoconazol e Mirtazapina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve o cetoconazol é um inibidor potente da cyp3a4 (ic50 ~0.015 μm, inibição irreversível). a mirtazapina é metabolizada principalmente pelas enzimas cyp1a2, cyp2d6 e cyp3a4. embora a cyp3a4 não seja a única via, sua inibição potente pelo cetoconazol pode aumentar a exposição à mirtazapina. estudos de interação mostram que a coadministração com inibidores potentes da cyp3a4 pode aumentar a auc da mirtazapina em aproximadamente 50-60%, elevando o risco de eventos adversos dose-dependentes.. A conduta recomendada é: 1) se a associação for necessária, iniciar com a menor dose eficaz de mirtazapina (ex: 15 mg/dia) e titular lentamente com base na resposta clínica e tolerabilidade. 2) considerar uma redução empírica da dose de mirtazapina em 50% ao iniciar cetoconazol. 3) orientar o paciente sobre sinais de infecção (febre, dor de garganta) e sangramento, que podem indicar discrasias sanguíneas..
Qual o risco de Cetoconazol com Mirtazapina?
O risco da associação Cetoconazol + Mirtazapina é classificado como MODERADA. Aumento da exposição à mirtazapina, potencializando seus efeitos adversos, como sedação excessiva, ganho de peso, hipotensão ortostática e, de forma rara mas grave, mielossupressão (agranulocitose, leucopenia, trombocitopenia). O risco de mielossupressão é idiossincrático e não estritamente dose-dependente, mas níveis elevados podem aumentar a probabilidade. Monitorar: monitorar resposta clínica (sedação, eficácia antidepressiva) e efeitos adversos. realizar hemograma completo na linha de base e repetir mensalmente durante os primeiros 3 meses de uso concomitante, ou antes se surgirem sintomas sugestivos de infecção ou sangramento..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
Gerada por motor farmacologico com validacao por IA — Tier B
As informações desta página são de caráter educativo e não substituem a orientação de um profissional farmacêutico. Sempre consulte um farmacêutico antes de alterar sua medicação.