Cetoconazol + Metadona
⚠O que acontece
Elevação dos níveis de metadona com risco de depressão respiratória, sedação prolongada e prolongamento do intervalo QTc.
⚙Mecanismo
Cetoconazol inibe CYP3A4 (principal), CYP2C19 e fracamente CYP2D6. Metadona é metabolizada por múltiplas vias (~40-60% via CYP3A4/2C19). Aumento de AUC de 30-100% relatado.
📋Conduta Clinica
Evitar associação. Se indispensável: reduzir dose de metadona em 30-50% e reavaliar em 3-5 dias (meia-vida longa). Manter dose máxima inicial de 30-40 mg/dia.
🔍O que monitorar
ECG com QTc basal e após 48-72h; frequência respiratória, sedação, eletrólitos (K+, Mg2+) e resposta clínica diária.
↺Alternativas
Buprenorfina (menor risco QT e CYP) ou trocar cetoconazol por voriconazol com monitoramento mais rigoroso.
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; FDA label metadona; estudos PK
Perguntas Frequentes
Pode tomar Cetoconazol com Metadona?
A combinação de Cetoconazol com Metadona apresenta interação de gravidade grave. Elevação dos níveis de metadona com risco de depressão respiratória, sedação prolongada e prolongamento do intervalo QTc. Evitar associação. Se indispensável: reduzir dose de metadona em 30-50% e reavaliar em 3-5 dias (meia-vida longa). Manter dose máxima inicial de 30-40 mg/dia.
Cetoconazol e Metadona interagem?
Sim, Cetoconazol e Metadona possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve cetoconazol inibe cyp3a4 (principal), cyp2c19 e fracamente cyp2d6. metadona é metabolizada por múltiplas vias (~40-60% via cyp3a4/2c19). aumento de auc de 30-100% relatado.. A conduta recomendada é: evitar associação. se indispensável: reduzir dose de metadona em 30-50% e reavaliar em 3-5 dias (meia-vida longa). manter dose máxima inicial de 30-40 mg/dia..
Qual o risco de Cetoconazol com Metadona?
O risco da associação Cetoconazol + Metadona é classificado como GRAVE. Elevação dos níveis de metadona com risco de depressão respiratória, sedação prolongada e prolongamento do intervalo QTc. Monitorar: ecg com qtc basal e após 48-72h; frequência respiratória, sedação, eletrólitos (k+, mg2+) e resposta clínica diária..
Interações Relacionadas
Amiodarona inibe CYP2D6 (Ki ~3-5 µM) e CYP3A4 (Ki ~10-15 µM), enzimas responsáveis pelo metabolismo do Tramadol (substrato da CYP2D6 para formação do metabólito ativo O-desmetiltramadol, e da CYP3A4 para N-desmetiltramadol). A inibição da CYP2D6 reduz a conversão para o metabólito ativo (efeito analgésico diminuído), enquanto a inibição da CYP3A4 aumenta os níveis de Tramadol inalterado, elevando o risco de efeitos adversos serotoninérgicos e convulsivos.
Amiodarona é inibidor moderado da CYP2D6 (Ki ~3-5 µM), enzima responsável pela conversão da Codeína (pró-fármaco) em seu metabólito ativo, morfina. A inibição da CYP2D6 reduz significativamente a formação de morfina (em 50-80%), resultando em falha terapêutica (analgesia inadequada). Os níveis de Codeína inalterada podem aumentar levemente, mas sem efeito clínico relevante.
Amiodarona é inibidor moderado da glicoproteína-P (P-gp) intestinal e renal (IC50 ~5-10 µM). A Morfina é substrato da P-gp, e sua eliminação biliar e renal depende parcialmente desse transportador. A inibição da P-gp pela Amiodarona reduz a excreção de Morfina, aumentando sua biodisponibilidade oral em 30-50% e reduzindo sua depuração, com aumento da AUC em 1,5-2 vezes. A Morfina tem índice terapêutico estreito.
Amiodarona inibe moderadamente CYP3A4 (redução de clearance ~40-60%, aumento AUC esperado 1,5-2x) e fracamente CYP2D6, enzimas responsáveis pelo metabolismo de oxicodona para noroxicodona (CYP3A4) e oximorfona (CYP2D6).
Atualizado em junho/2026
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