Cetoconazol + Clomipramina
⚠O que acontece
Aumento dos níveis de clomipramina com risco de QTc >500 ms, TdP, convulsões e efeitos anticolinérgicos graves. Níveis séricos terapêuticos de clomipramina + desmetilclomipramina: 150-450 ng/mL; níveis >500 ng/mL são tóxicos.
⚙Mecanismo
Cetoconazol inibe CYP2C19 (moderado) e CYP3A4 (potente). Clomipramina é metabolizada principalmente pela CYP2C19 e CYP1A2, com contribuição da CYP3A4. A inibição da CYP2C19 pode aumentar a AUC da clomipramina em 2-3 vezes, elevando o risco de cardiotoxicidade (prolongamento QTc, arritmias) e neurotoxicidade (convulsões). Ambos também prolongam QT por mecanismo aditivo farmacodinâmico.
📋Conduta Clinica
Evitar associação. Se indispensável: reduzir dose de clomipramina em 50-75% e titular conforme níveis séricos. ECG basal e monitorar QTc. Manter K+ >4,0 e Mg2+ >2,0. Nível sérico alvo: 150-450 ng/mL. Não exceder 75 mg/dia inicialmente.
🔍O que monitorar
Nível sérico de clomipramina e desmetilclomipramina (estado de equilíbrio: 7-10 dias). ECG com QTc basal, semanal no primeiro mês. Eletrólitos. Sinais de toxicidade (confusão, mioclonias, hipertermia).
↺Alternativas
Substituir cetoconazol por antifúngico não inibidor da CYP2C19 (ex.: terbinafina) ou clomipramina por ISRS com menor risco (ex.: sertralina, se indicada para TOC).
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; Stanford CYP450 Drug Interactions; Mayo Clinic Laboratories Therapeutic Drug Monitoring
Perguntas Frequentes
Pode tomar Cetoconazol com Clomipramina?
A combinação de Cetoconazol com Clomipramina apresenta interação de gravidade grave. Aumento dos níveis de clomipramina com risco de QTc >500 ms, TdP, convulsões e efeitos anticolinérgicos graves. Níveis séricos terapêuticos de clomipramina + desmetilclomipramina: 150-450 ng/mL; níveis >500 ng/mL são tóxicos. Evitar associação. Se indispensável: reduzir dose de clomipramina em 50-75% e titular conforme níveis séricos. ECG basal e monitorar QTc. Manter K+ >4,0 e Mg2+ >2,0. Nível sérico alvo: 150-450 ng/mL. Não exceder 75 mg/dia inicialmente.
Cetoconazol e Clomipramina interagem?
Sim, Cetoconazol e Clomipramina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve cetoconazol inibe cyp2c19 (moderado) e cyp3a4 (potente). clomipramina é metabolizada principalmente pela cyp2c19 e cyp1a2, com contribuição da cyp3a4. a inibição da cyp2c19 pode aumentar a auc da clomipramina em 2-3 vezes, elevando o risco de cardiotoxicidade (prolongamento qtc, arritmias) e neurotoxicidade (convulsões). ambos também prolongam qt por mecanismo aditivo farmacodinâmico.. A conduta recomendada é: evitar associação. se indispensável: reduzir dose de clomipramina em 50-75% e titular conforme níveis séricos. ecg basal e monitorar qtc. manter k+ >4,0 e mg2+ >2,0. nível sérico alvo: 150-450 ng/ml. não exceder 75 mg/dia inicialmente..
Qual o risco de Cetoconazol com Clomipramina?
O risco da associação Cetoconazol + Clomipramina é classificado como GRAVE. Aumento dos níveis de clomipramina com risco de QTc >500 ms, TdP, convulsões e efeitos anticolinérgicos graves. Níveis séricos terapêuticos de clomipramina + desmetilclomipramina: 150-450 ng/mL; níveis >500 ng/mL são tóxicos. Monitorar: nível sérico de clomipramina e desmetilclomipramina (estado de equilíbrio: 7-10 dias). ecg com qtc basal, semanal no primeiro mês. eletrólitos. sinais de toxicidade (confusão, mioclonias, hipertermia)..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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