Celecoxibe + Tacrolimus
⚠O que acontece
IRA com rápida elevação da creatinina, hipercalemia, hipomagnesemia e tremor. Aumento do risco de nefropatia crônica e diabetes pós-transplante.
⚙Mecanismo
Nefrotoxicidade aditiva sinérgica. O tacrolimus induz vasoconstrição da arteríola aferente renal por mecanismos semelhantes à ciclosporina (ativação do SRAA, endotelina-1). O celecoxibe inibe a síntese de prostaglandinas vasodilatadoras renais (COX-2), exacerbando a redução do fluxo sanguíneo renal. Adicionalmente, o celecoxibe é um inibidor moderado da CYP3A4 (IC50 ~5-10 μM), principal via de metabolismo do tacrolimus. Isso pode aumentar a AUC do tacrolimus em 30-50%, elevando o risco de nefrotoxicidade e neurotoxicidade.
📋Conduta Clinica
Evitar a combinação. Se inevitável: reduzir empiricamente a dose de tacrolimus em 30-50% no início da terapia com celecoxibe e titular conforme níveis séricos. Manter hidratação adequada. Usar celecoxibe 100 mg/dia por curtos períodos.
🔍O que monitorar
Monitorar creatinina sérica e clearance de creatinina a cada 48h na primeira semana. Dosar nível sérico de tacrolimus (alvo: 5-15 ng/mL) no dia 3 e ajustar dose. Monitorar potássio, magnésio, glicemia e pressão arterial. Avaliar diurese e peso diariamente.
↺Alternativas
Substituir celecoxibe por paracetamol ou analgésico não AINE. Se anti-inflamatório for necessário, considerar corticoide em baixa dose. Evitar outros inibidores da CYP3A4.
📚Referências
UpToDate 2024; KDIGO AKI Guidelines; Micromedex 2024; Flockhart Table
Perguntas Frequentes
Pode tomar Celecoxibe com Tacrolimus?
A combinação de Celecoxibe com Tacrolimus apresenta interação de gravidade grave. IRA com rápida elevação da creatinina, hipercalemia, hipomagnesemia e tremor. Aumento do risco de nefropatia crônica e diabetes pós-transplante. Evitar a combinação. Se inevitável: reduzir empiricamente a dose de tacrolimus em 30-50% no início da terapia com celecoxibe e titular conforme níveis séricos. Manter hidratação adequada. Usar celecoxibe 100 mg/dia por curtos períodos.
Celecoxibe e Tacrolimus interagem?
Sim, Celecoxibe e Tacrolimus possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve nefrotoxicidade aditiva sinérgica. o tacrolimus induz vasoconstrição da arteríola aferente renal por mecanismos semelhantes à ciclosporina (ativação do sraa, endotelina-1). o celecoxibe inibe a síntese de prostaglandinas vasodilatadoras renais (cox-2), exacerbando a redução do fluxo sanguíneo renal. adicionalmente, o celecoxibe é um inibidor moderado da cyp3a4 (ic50 ~5-10 μm), principal via de metabolismo do tacrolimus. isso pode aumentar a auc do tacrolimus em 30-50%, elevando o risco de nefrotoxicidade e neurotoxicidade.. A conduta recomendada é: evitar a combinação. se inevitável: reduzir empiricamente a dose de tacrolimus em 30-50% no início da terapia com celecoxibe e titular conforme níveis séricos. manter hidratação adequada. usar celecoxibe 100 mg/dia por curtos períodos..
Qual o risco de Celecoxibe com Tacrolimus?
O risco da associação Celecoxibe + Tacrolimus é classificado como GRAVE. IRA com rápida elevação da creatinina, hipercalemia, hipomagnesemia e tremor. Aumento do risco de nefropatia crônica e diabetes pós-transplante. Monitorar: monitorar creatinina sérica e clearance de creatinina a cada 48h na primeira semana. dosar nível sérico de tacrolimus (alvo: 5-15 ng/ml) no dia 3 e ajustar dose. monitorar potássio, magnésio, glicemia e pressão arterial. avaliar diurese e peso diariamente..
Interações Relacionadas
Diurético de alça reduz depuração renal do lítio em 25-40% por depleção de volume e menor filtração, elevando níveis séricos.
A furosemida causa depleção de volume e sódio, levando a um aumento compensatório na reabsorção tubular proximal de sódio e, consequentemente, de lítio. Isso pode elevar os níveis séricos de lítio em 25-40%, mesmo com função renal normal. Adicionalmente, o lítio pode causar diabetes insipidus nefrogênico, e a desidratação induzida pela furosemida exacerba o risco de toxicidade por lítio e lesão renal aguda.
Nefrotoxicidade aditiva. A gentamicina é um aminoglicosídeo que se acumula nas células tubulares renais proximais, causando necrose tubular aguda. A furosemida, ao causar depleção de volume e reduzir o fluxo sanguíneo renal, potencializa a concentração e a toxicidade tubular da gentamicina. A hipocalemia induzida pela furosemida também pode exacerbar o dano tubular.
Nefrotoxicidade aditiva. A vancomicina causa estresse oxidativo e dano mitocondrial nas células tubulares renais proximais. A furosemida, ao induzir depleção de volume e ativar o sistema renina-angiotensina-aldosterona, reduz a perfusão renal e potencializa a concentração tubular da vancomicina, exacerbando seu efeito tóxico direto. O risco é particularmente alto com níveis de vale de vancomicina > 20 mcg/mL.
Atualizado em junho/2026
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