Celecoxibe + Metotrexato
⚠O que acontece
IRA, pancitopenia grave, mucosite severa, elevação de transaminases. Pode ocorrer mesmo com doses baixas de MTX em pacientes com função renal limítrofe.
⚙Mecanismo
Nefrotoxicidade aditiva e interação farmacocinética. Ambos os fármacos podem causar IRA: celecoxibe por inibição de prostaglandinas renais, metotrexato por precipitação intratubular e toxicidade direta. Mais importante, o celecoxibe reduz a depuração renal do metotrexato por competição pela secreção tubular ativa via transportadores de ânions orgânicos (OAT1/OAT3) e possível inibição da CYP3A4, aumentando a exposição ao MTX em 30-50%. Isso eleva o risco de mielossupressão, mucosite e hepatotoxicidade, especialmente com doses altas de MTX (>500 mg/m²).
📋Conduta Clinica
Contraindicado em pacientes recebendo altas doses de MTX. Em doses baixas (ex: artrite reumatoide ≤25 mg/semana): evitar se TFG <60 mL/min. Se necessário, monitorar rigorosamente e considerar reduzir MTX em 25-50%. Manter hidratação e alcalinização urinária se MTX alta dose.
🔍O que monitorar
Para doses baixas: hemograma completo, creatinina e transaminases no início e semanalmente por 4 semanas. Para altas doses: dosagem sérica de MTX em 24h, 48h e 72h; creatinina e débito urinário a cada 12h; resgate com leucovorina conforme protocolo.
↺Alternativas
Substituir celecoxibe por analgésico não AINE (paracetamol, tramadol) ou corticoide. Se AINE for essencial, considerar naproxeno com monitoramento similar (risco semelhante).
📚Referências
UpToDate 2024; Micromedex 2024; BC Cancer Agency Guidelines
Perguntas Frequentes
Pode tomar Celecoxibe com Metotrexato?
A combinação de Celecoxibe com Metotrexato apresenta interação de gravidade grave. IRA, pancitopenia grave, mucosite severa, elevação de transaminases. Pode ocorrer mesmo com doses baixas de MTX em pacientes com função renal limítrofe. Contraindicado em pacientes recebendo altas doses de MTX. Em doses baixas (ex: artrite reumatoide ≤25 mg/semana): evitar se TFG <60 mL/min. Se necessário, monitorar rigorosamente e considerar reduzir MTX em 25-50%. Manter hidratação e alcalinização urinária se MTX alta dose.
Celecoxibe e Metotrexato interagem?
Sim, Celecoxibe e Metotrexato possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve nefrotoxicidade aditiva e interação farmacocinética. ambos os fármacos podem causar ira: celecoxibe por inibição de prostaglandinas renais, metotrexato por precipitação intratubular e toxicidade direta. mais importante, o celecoxibe reduz a depuração renal do metotrexato por competição pela secreção tubular ativa via transportadores de ânions orgânicos (oat1/oat3) e possível inibição da cyp3a4, aumentando a exposição ao mtx em 30-50%. isso eleva o risco de mielossupressão, mucosite e hepatotoxicidade, especialmente com doses altas de mtx (>500 mg/m²).. A conduta recomendada é: contraindicado em pacientes recebendo altas doses de mtx. em doses baixas (ex: artrite reumatoide ≤25 mg/semana): evitar se tfg <60 ml/min. se necessário, monitorar rigorosamente e considerar reduzir mtx em 25-50%. manter hidratação e alcalinização urinária se mtx alta dose..
Qual o risco de Celecoxibe com Metotrexato?
O risco da associação Celecoxibe + Metotrexato é classificado como GRAVE. IRA, pancitopenia grave, mucosite severa, elevação de transaminases. Pode ocorrer mesmo com doses baixas de MTX em pacientes com função renal limítrofe. Monitorar: para doses baixas: hemograma completo, creatinina e transaminases no início e semanalmente por 4 semanas. para altas doses: dosagem sérica de mtx em 24h, 48h e 72h; creatinina e débito urinário a cada 12h; resgate com leucovorina conforme protocolo..
Interações Relacionadas
Diurético de alça reduz depuração renal do lítio em 25-40% por depleção de volume e menor filtração, elevando níveis séricos.
A furosemida causa depleção de volume e sódio, levando a um aumento compensatório na reabsorção tubular proximal de sódio e, consequentemente, de lítio. Isso pode elevar os níveis séricos de lítio em 25-40%, mesmo com função renal normal. Adicionalmente, o lítio pode causar diabetes insipidus nefrogênico, e a desidratação induzida pela furosemida exacerba o risco de toxicidade por lítio e lesão renal aguda.
Nefrotoxicidade aditiva. A gentamicina é um aminoglicosídeo que se acumula nas células tubulares renais proximais, causando necrose tubular aguda. A furosemida, ao causar depleção de volume e reduzir o fluxo sanguíneo renal, potencializa a concentração e a toxicidade tubular da gentamicina. A hipocalemia induzida pela furosemida também pode exacerbar o dano tubular.
Nefrotoxicidade aditiva. A vancomicina causa estresse oxidativo e dano mitocondrial nas células tubulares renais proximais. A furosemida, ao induzir depleção de volume e ativar o sistema renina-angiotensina-aldosterona, reduz a perfusão renal e potencializa a concentração tubular da vancomicina, exacerbando seu efeito tóxico direto. O risco é particularmente alto com níveis de vale de vancomicina > 20 mcg/mL.
Atualizado em junho/2026
Gerada por motor farmacologico com validacao por IA — Tier B
As informações desta página são de caráter educativo e não substituem a orientação de um profissional farmacêutico. Sempre consulte um farmacêutico antes de alterar sua medicação.