Celecoxibe + Gentamicina
⚠O que acontece
Risco elevado de IRA não oligúrica ou oligúrica, com aumento da creatinina sérica (pode dobrar em 3-5 dias), proteinúria, cilindrúria e distúrbios eletrolíticos (hipocalemia, hipomagnesemia). A nefrotoxicidade pode ser irreversível em casos graves. O risco é maior com cursos prolongados de gentamicina (>7 dias) ou níveis de vale elevados (>2 mg/L).
⚙Mecanismo
Nefrotoxicidade aditiva sinérgica: gentamicina causa necrose tubular aguda por acúmulo nos lisossomos das células tubulares proximais, gerando estresse oxidativo e apoptose. Celecoxibe reduz a perfusão renal e a TFG via inibição de prostaglandinas vasodilatadoras, exacerbando a toxicidade tubular da gentamicina ao diminuir sua eliminação e aumentar a exposição renal. A combinação pode acelerar a lesão renal, especialmente em pacientes com depleção de volume, uso de diuréticos ou idade avançada.
📋Conduta Clinica
Evitar a associação sempre que possível. Se o uso concomitante for inevitável (ex.: infecção grave sem alternativa): garantir hidratação intravenosa agressiva (solução salina 0,9% para manter débito urinário >1 mL/kg/h); ajustar a dose de gentamicina pela TFG calculada (CKD-EPI) e monitorar níveis séricos (pico e vale); usar a menor dose eficaz de celecoxibe (máximo 200 mg/dia) e pelo menor tempo possível; considerar esquema de dose única diária de gentamicina para reduzir nefrotoxicidade. Suspender ambos ao primeiro sinal de IRA.
🔍O que monitorar
Dosar creatinina, ureia e eletrólitos (incluindo magnésio e potássio) basalmente e diariamente durante a coadministração; monitorar níveis séricos de gentamicina (pico 30 min após infusão: 5-10 mg/L; vale antes da próxima dose: <2 mg/L); avaliar débito urinário horário; realizar urinálise com pesquisa de proteinúria e cilindros a cada 2-3 dias; pesar o paciente diariamente.
↺Alternativas
Substituir celecoxibe por analgésico não AINE (ex.: paracetamol, opioides). Se AINE for essencial, considerar naproxeno ou ibuprofeno com igual cautela. Para gentamicina, avaliar a troca por antibiótico menos nefrotóxico (ex.: ceftazidima, cefepima, meropenem) se a sensibilidade bacteriana permitir.
📚Referências
UpToDate 2024; KDIGO AKI Guidelines 2024; Micromedex 2024; Stockley's Drug Interactions 2024; FDA Label: Gentamicina
Perguntas Frequentes
Pode tomar Celecoxibe com Gentamicina?
A combinação de Celecoxibe com Gentamicina apresenta interação de gravidade grave. Risco elevado de IRA não oligúrica ou oligúrica, com aumento da creatinina sérica (pode dobrar em 3-5 dias), proteinúria, cilindrúria e distúrbios eletrolíticos (hipocalemia, hipomagnesemia). A nefrotoxicidade pode ser irreversível em casos graves. O risco é maior com cursos prolongados de gentamicina (>7 dias) ou níveis de vale elevados (>2 mg/L). Evitar a associação sempre que possível. Se o uso concomitante for inevitável (ex.: infecção grave sem alternativa): garantir hidratação intravenosa agressiva (solução salina 0,9% para manter débito urinário >1 mL/kg/h); ajustar a dose de gentamicina pela TFG calculada (CKD-EPI) e monitorar níveis séricos (pico e vale); usar a menor dose eficaz de celecoxibe (máximo 200 mg/dia) e pelo menor tempo possível; considerar esquema de dose única diária de gentamicina para reduzir nefrotoxicidade. Suspender ambos ao primeiro sinal de IRA.
Celecoxibe e Gentamicina interagem?
Sim, Celecoxibe e Gentamicina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve nefrotoxicidade aditiva sinérgica: gentamicina causa necrose tubular aguda por acúmulo nos lisossomos das células tubulares proximais, gerando estresse oxidativo e apoptose. celecoxibe reduz a perfusão renal e a tfg via inibição de prostaglandinas vasodilatadoras, exacerbando a toxicidade tubular da gentamicina ao diminuir sua eliminação e aumentar a exposição renal. a combinação pode acelerar a lesão renal, especialmente em pacientes com depleção de volume, uso de diuréticos ou idade avançada.. A conduta recomendada é: evitar a associação sempre que possível. se o uso concomitante for inevitável (ex.: infecção grave sem alternativa): garantir hidratação intravenosa agressiva (solução salina 0,9% para manter débito urinário >1 ml/kg/h); ajustar a dose de gentamicina pela tfg calculada (ckd-epi) e monitorar níveis séricos (pico e vale); usar a menor dose eficaz de celecoxibe (máximo 200 mg/dia) e pelo menor tempo possível; considerar esquema de dose única diária de gentamicina para reduzir nefrotoxicidade. suspender ambos ao primeiro sinal de ira..
Qual o risco de Celecoxibe com Gentamicina?
O risco da associação Celecoxibe + Gentamicina é classificado como GRAVE. Risco elevado de IRA não oligúrica ou oligúrica, com aumento da creatinina sérica (pode dobrar em 3-5 dias), proteinúria, cilindrúria e distúrbios eletrolíticos (hipocalemia, hipomagnesemia). A nefrotoxicidade pode ser irreversível em casos graves. O risco é maior com cursos prolongados de gentamicina (>7 dias) ou níveis de vale elevados (>2 mg/L). Monitorar: dosar creatinina, ureia e eletrólitos (incluindo magnésio e potássio) basalmente e diariamente durante a coadministração; monitorar níveis séricos de gentamicina (pico 30 min após infusão: 5-10 mg/l; vale antes da próxima dose: <2 mg/l); avaliar débito urinário horário; realizar urinálise com pesquisa de proteinúria e cilindros a cada 2-3 dias; pesar o paciente diariamente..
Interações Relacionadas
Diurético de alça reduz depuração renal do lítio em 25-40% por depleção de volume e menor filtração, elevando níveis séricos.
A furosemida causa depleção de volume e sódio, levando a um aumento compensatório na reabsorção tubular proximal de sódio e, consequentemente, de lítio. Isso pode elevar os níveis séricos de lítio em 25-40%, mesmo com função renal normal. Adicionalmente, o lítio pode causar diabetes insipidus nefrogênico, e a desidratação induzida pela furosemida exacerba o risco de toxicidade por lítio e lesão renal aguda.
Nefrotoxicidade aditiva. A gentamicina é um aminoglicosídeo que se acumula nas células tubulares renais proximais, causando necrose tubular aguda. A furosemida, ao causar depleção de volume e reduzir o fluxo sanguíneo renal, potencializa a concentração e a toxicidade tubular da gentamicina. A hipocalemia induzida pela furosemida também pode exacerbar o dano tubular.
Nefrotoxicidade aditiva. A vancomicina causa estresse oxidativo e dano mitocondrial nas células tubulares renais proximais. A furosemida, ao induzir depleção de volume e ativar o sistema renina-angiotensina-aldosterona, reduz a perfusão renal e potencializa a concentração tubular da vancomicina, exacerbando seu efeito tóxico direto. O risco é particularmente alto com níveis de vale de vancomicina > 20 mcg/mL.
Atualizado em junho/2026
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