Celecoxibe + Furosemida
⚠O que acontece
Insuficiência renal aguda (aumento da creatinina sérica ≥ 0,3 mg/dL em 48h ou ≥ 1,5x o basal em 7 dias), oligúria (débito urinário < 0,5 mL/kg/h por > 6h), distúrbios eletrolíticos (hipocalemia, hiponatremia), hiperuricemia.
⚙Mecanismo
Nefrotoxicidade aditiva por mecanismos complementares: Celecoxibe (AINE COX-2 seletivo) reduz a síntese de prostaglandinas renais vasodilatadoras (PGE2, PGI2), diminuindo o fluxo sanguíneo renal e a taxa de filtração glomerular (TFG), especialmente em estados de hipoperfusão (desidratação, ICC, cirrose). Furosemida (diurético de alça) causa depleção de volume intravascular e ativação do sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA), aumentando a dependência renal das prostaglandinas vasodilatadoras. A combinação pode precipitar insuficiência renal aguda (IRA) pré-renal por vasoconstrição aferente e redução crítica da TFG. Magnitude do efeito: aumento de 2-5x no risco de IRA em comparação com monoterapia (estudos observacionais, KDIGO).
📋Conduta Clinica
Evitar associação sempre que possível, especialmente em pacientes com TFG < 60 mL/min/1,73m², desidratação, ICC descompensada ou idade > 65 anos. Se inevitável: garantir hidratação adequada (ingestão hídrica 2-3 L/dia ou fluidos IV se necessário), usar a menor dose eficaz de celecoxibe (≤ 200 mg/dia) e furosemida (dose mínima para controle de volume), monitorar função renal diariamente nos primeiros 7 dias. Suspender celecoxibe imediatamente se creatinina aumentar > 30% do basal.
🔍O que monitorar
Creatinina sérica e TFG estimada (CKD-EPI) diariamente nos primeiros 7 dias, depois a cada 2-3 dias. Débito urinário a cada 8 horas. Eletrólitos (Na+, K+, Cl-, HCO3-) diariamente. Peso corporal diário (ganho > 1 kg/dia sugere retenção hídrica paradoxal).
↺Alternativas
Substituir celecoxibe por paracetamol (até 3 g/dia) ou analgésico tópico para dor; ou substituir furosemida por espironolactona (se hipervolemia leve) ou hidroclorotiazida (se TFG > 30 mL/min), com monitoramento rigoroso.
📚Referências
UpToDate 2024; KDIGO AKI Guidelines 2023; Micromedex 2024; estudos de coorte em IRA por AINE + diurético (2022)
Perguntas Frequentes
Pode tomar Celecoxibe com Furosemida?
A combinação de Celecoxibe com Furosemida apresenta interação de gravidade grave. Insuficiência renal aguda (aumento da creatinina sérica ≥ 0,3 mg/dL em 48h ou ≥ 1,5x o basal em 7 dias), oligúria (débito urinário < 0,5 mL/kg/h por > 6h), distúrbios eletrolíticos (hipocalemia, hiponatremia), hiperuricemia. Evitar associação sempre que possível, especialmente em pacientes com TFG < 60 mL/min/1,73m², desidratação, ICC descompensada ou idade > 65 anos. Se inevitável: garantir hidratação adequada (ingestão hídrica 2-3 L/dia ou fluidos IV se necessário), usar a menor dose eficaz de celecoxibe (≤ 200 mg/dia) e furosemida (dose mínima para controle de volume), monitorar função renal diariamente nos primeiros 7 dias. Suspender celecoxibe imediatamente se creatinina aumentar > 30% do basal.
Celecoxibe e Furosemida interagem?
Sim, Celecoxibe e Furosemida possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve nefrotoxicidade aditiva por mecanismos complementares: celecoxibe (aine cox-2 seletivo) reduz a síntese de prostaglandinas renais vasodilatadoras (pge2, pgi2), diminuindo o fluxo sanguíneo renal e a taxa de filtração glomerular (tfg), especialmente em estados de hipoperfusão (desidratação, icc, cirrose). furosemida (diurético de alça) causa depleção de volume intravascular e ativação do sistema renina-angiotensina-aldosterona (sraa), aumentando a dependência renal das prostaglandinas vasodilatadoras. a combinação pode precipitar insuficiência renal aguda (ira) pré-renal por vasoconstrição aferente e redução crítica da tfg. magnitude do efeito: aumento de 2-5x no risco de ira em comparação com monoterapia (estudos observacionais, kdigo).. A conduta recomendada é: evitar associação sempre que possível, especialmente em pacientes com tfg < 60 ml/min/1,73m², desidratação, icc descompensada ou idade > 65 anos. se inevitável: garantir hidratação adequada (ingestão hídrica 2-3 l/dia ou fluidos iv se necessário), usar a menor dose eficaz de celecoxibe (≤ 200 mg/dia) e furosemida (dose mínima para controle de volume), monitorar função renal diariamente nos primeiros 7 dias. suspender celecoxibe imediatamente se creatinina aumentar > 30% do basal..
Qual o risco de Celecoxibe com Furosemida?
O risco da associação Celecoxibe + Furosemida é classificado como GRAVE. Insuficiência renal aguda (aumento da creatinina sérica ≥ 0,3 mg/dL em 48h ou ≥ 1,5x o basal em 7 dias), oligúria (débito urinário < 0,5 mL/kg/h por > 6h), distúrbios eletrolíticos (hipocalemia, hiponatremia), hiperuricemia. Monitorar: creatinina sérica e tfg estimada (ckd-epi) diariamente nos primeiros 7 dias, depois a cada 2-3 dias. débito urinário a cada 8 horas. eletrólitos (na+, k+, cl-, hco3-) diariamente. peso corporal diário (ganho > 1 kg/dia sugere retenção hídrica paradoxal)..
Interações Relacionadas
Diurético de alça reduz depuração renal do lítio em 25-40% por depleção de volume e menor filtração, elevando níveis séricos.
A furosemida causa depleção de volume e sódio, levando a um aumento compensatório na reabsorção tubular proximal de sódio e, consequentemente, de lítio. Isso pode elevar os níveis séricos de lítio em 25-40%, mesmo com função renal normal. Adicionalmente, o lítio pode causar diabetes insipidus nefrogênico, e a desidratação induzida pela furosemida exacerba o risco de toxicidade por lítio e lesão renal aguda.
Nefrotoxicidade aditiva. A gentamicina é um aminoglicosídeo que se acumula nas células tubulares renais proximais, causando necrose tubular aguda. A furosemida, ao causar depleção de volume e reduzir o fluxo sanguíneo renal, potencializa a concentração e a toxicidade tubular da gentamicina. A hipocalemia induzida pela furosemida também pode exacerbar o dano tubular.
Nefrotoxicidade aditiva. A vancomicina causa estresse oxidativo e dano mitocondrial nas células tubulares renais proximais. A furosemida, ao induzir depleção de volume e ativar o sistema renina-angiotensina-aldosterona, reduz a perfusão renal e potencializa a concentração tubular da vancomicina, exacerbando seu efeito tóxico direto. O risco é particularmente alto com níveis de vale de vancomicina > 20 mcg/mL.
Atualizado em junho/2026
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