Celecoxibe + Diclofenaco
⚠O que acontece
Insuficiência renal aguda (IRA) hemodinâmica, geralmente reversível com a suspensão dos fármacos. Elevação da creatinina sérica em 3-7 dias, podendo dobrar os valores basais. Oligúria, retenção de sódio e água, hipercalemia e redução da eficácia de diuréticos e anti-hipertensivos.
⚙Mecanismo
Nefrotoxicidade aditiva por inibição da síntese de prostaglandinas renais. Celecoxibe (inibidor seletivo da COX-2) reduz a vasodilatação mediada por PGI2 na arteríola aferente, enquanto diclofenaco (inibidor não seletivo da COX-1 e COX-2) compromete adicionalmente a perfusão renal ao inibir a produção de PGE2 e PGI2. A depleção de volume ou insuficiência cardíaca pré-existente exacerba o risco, pois a manutenção da taxa de filtração glomerular (TFG) torna-se dependente de prostaglandinas. A redução da TFG pode ser de 20-50% em pacientes suscetíveis.
📋Conduta Clinica
Evitar a associação, especialmente em pacientes com fatores de risco (idade >65 anos, doença renal crônica, hipovolemia, uso concomitante de IECA/BRA, diuréticos). Se a combinação for inevitável: garantir hidratação adequada (ingestão hídrica de 2-3 L/dia se não houver restrição), usar as menores doses eficazes pelo menor tempo possível e considerar monitoramento rigoroso da função renal.
🔍O que monitorar
Creatinina sérica e débito urinário no início da terapia e a cada 2-3 dias na primeira semana. Monitorar eletrólitos (especialmente potássio), peso corporal e pressão arterial. Suspender imediatamente se creatinina aumentar >30% do basal ou se houver oligúria.
↺Alternativas
Substituir um dos AINEs por analgésico não nefrotóxico (ex: paracetamol, opioides em curto prazo) ou considerar analgésicos tópicos. Se anti-inflamatório for essencial, avaliar corticoide em baixa dose como alternativa, pesando riscos.
📚Referências
UpToDate 2024; KDIGO AKI Guidelines; Micromedex 2024
Perguntas Frequentes
Pode tomar Celecoxibe com Diclofenaco?
A combinação de Celecoxibe com Diclofenaco apresenta interação de gravidade grave. Insuficiência renal aguda (IRA) hemodinâmica, geralmente reversível com a suspensão dos fármacos. Elevação da creatinina sérica em 3-7 dias, podendo dobrar os valores basais. Oligúria, retenção de sódio e água, hipercalemia e redução da eficácia de diuréticos e anti-hipertensivos. Evitar a associação, especialmente em pacientes com fatores de risco (idade >65 anos, doença renal crônica, hipovolemia, uso concomitante de IECA/BRA, diuréticos). Se a combinação for inevitável: garantir hidratação adequada (ingestão hídrica de 2-3 L/dia se não houver restrição), usar as menores doses eficazes pelo menor tempo possível e considerar monitoramento rigoroso da função renal.
Celecoxibe e Diclofenaco interagem?
Sim, Celecoxibe e Diclofenaco possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve nefrotoxicidade aditiva por inibição da síntese de prostaglandinas renais. celecoxibe (inibidor seletivo da cox-2) reduz a vasodilatação mediada por pgi2 na arteríola aferente, enquanto diclofenaco (inibidor não seletivo da cox-1 e cox-2) compromete adicionalmente a perfusão renal ao inibir a produção de pge2 e pgi2. a depleção de volume ou insuficiência cardíaca pré-existente exacerba o risco, pois a manutenção da taxa de filtração glomerular (tfg) torna-se dependente de prostaglandinas. a redução da tfg pode ser de 20-50% em pacientes suscetíveis.. A conduta recomendada é: evitar a associação, especialmente em pacientes com fatores de risco (idade >65 anos, doença renal crônica, hipovolemia, uso concomitante de ieca/bra, diuréticos). se a combinação for inevitável: garantir hidratação adequada (ingestão hídrica de 2-3 l/dia se não houver restrição), usar as menores doses eficazes pelo menor tempo possível e considerar monitoramento rigoroso da função renal..
Qual o risco de Celecoxibe com Diclofenaco?
O risco da associação Celecoxibe + Diclofenaco é classificado como GRAVE. Insuficiência renal aguda (IRA) hemodinâmica, geralmente reversível com a suspensão dos fármacos. Elevação da creatinina sérica em 3-7 dias, podendo dobrar os valores basais. Oligúria, retenção de sódio e água, hipercalemia e redução da eficácia de diuréticos e anti-hipertensivos. Monitorar: creatinina sérica e débito urinário no início da terapia e a cada 2-3 dias na primeira semana. monitorar eletrólitos (especialmente potássio), peso corporal e pressão arterial. suspender imediatamente se creatinina aumentar >30% do basal ou se houver oligúria..
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Diurético de alça reduz depuração renal do lítio em 25-40% por depleção de volume e menor filtração, elevando níveis séricos.
A furosemida causa depleção de volume e sódio, levando a um aumento compensatório na reabsorção tubular proximal de sódio e, consequentemente, de lítio. Isso pode elevar os níveis séricos de lítio em 25-40%, mesmo com função renal normal. Adicionalmente, o lítio pode causar diabetes insipidus nefrogênico, e a desidratação induzida pela furosemida exacerba o risco de toxicidade por lítio e lesão renal aguda.
Nefrotoxicidade aditiva. A gentamicina é um aminoglicosídeo que se acumula nas células tubulares renais proximais, causando necrose tubular aguda. A furosemida, ao causar depleção de volume e reduzir o fluxo sanguíneo renal, potencializa a concentração e a toxicidade tubular da gentamicina. A hipocalemia induzida pela furosemida também pode exacerbar o dano tubular.
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Atualizado em junho/2026
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