Celecoxibe + Codeína
⚠O que acontece
Falha terapêutica significativa: redução ou ausência de analgesia, levando ao uso de doses mais altas de codeína sem benefício e com risco de efeitos adversos da codeína inalterada (constipação, náusea leve). Não há risco de toxicidade opioide grave, pois a formação de morfina está diminuída. O impacto clínico é maior em pacientes que dependem exclusivamente da codeína para controle da dor.
⚙Mecanismo
Celecoxibe é um inibidor moderado da CYP2D6 (IC50 ~5-10 μM). Codeína é um pró-fármaco metabolizado pela CYP2D6 em morfina (metabólito ativo responsável por >90% da analgesia). A inibição da CYP2D6 reduz a conversão em morfina, podendo diminuir a eficácia analgésica em 40-60% em metabolizadores extensos. Os níveis plasmáticos de codeína podem aumentar ligeiramente, mas a codeína em si tem baixa afinidade pelo receptor μ-opioide, portanto, o aumento dos efeitos adversos é mínimo. Em metabolizadores lentos, a codeína já é ineficaz, e a interação não altera significativamente o quadro.
📋Conduta Clinica
Evitar a associação se a analgesia for o objetivo primário. Se usada, monitorar a resposta analgésica: se ineficaz após 24-48 horas, suspender codeína e trocar para um opioide não dependente de CYP2D6 (ex.: morfina, hidromorfona, oxicodona) ou para analgésico não opioide. Não aumentar a dose de codeína, pois isso não reverterá a inibição enzimática e pode causar efeitos adversos desnecessários.
🔍O que monitorar
Avaliar escala de dor (ex.: EVA) antes e após 24-48 horas de coadministração; monitorar efeitos adversos comuns (constipação, náusea); não é necessário monitoramento de níveis séricos.
↺Alternativas
Substituir codeína por opioide não metabolizado por CYP2D6 (ex.: morfina, hidromorfona, oxicodona) ou por analgésico não opioide (ex.: paracetamol, dipirona, AINE tópico). Se o celecoxibe for essencial, trocar por AINE não inibidor da CYP2D6 (ex.: naproxeno, ibuprofeno).
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; UpToDate 2024; Stockley's Drug Interactions 2024; FDA Label: Codeína
Perguntas Frequentes
Pode tomar Celecoxibe com Codeína?
A combinação de Celecoxibe com Codeína apresenta interação de gravidade moderada. Falha terapêutica significativa: redução ou ausência de analgesia, levando ao uso de doses mais altas de codeína sem benefício e com risco de efeitos adversos da codeína inalterada (constipação, náusea leve). Não há risco de toxicidade opioide grave, pois a formação de morfina está diminuída. O impacto clínico é maior em pacientes que dependem exclusivamente da codeína para controle da dor. Evitar a associação se a analgesia for o objetivo primário. Se usada, monitorar a resposta analgésica: se ineficaz após 24-48 horas, suspender codeína e trocar para um opioide não dependente de CYP2D6 (ex.: morfina, hidromorfona, oxicodona) ou para analgésico não opioide. Não aumentar a dose de codeína, pois isso não reverterá a inibição enzimática e pode causar efeitos adversos desnecessários.
Celecoxibe e Codeína interagem?
Sim, Celecoxibe e Codeína possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve celecoxibe é um inibidor moderado da cyp2d6 (ic50 ~5-10 μm). codeína é um pró-fármaco metabolizado pela cyp2d6 em morfina (metabólito ativo responsável por >90% da analgesia). a inibição da cyp2d6 reduz a conversão em morfina, podendo diminuir a eficácia analgésica em 40-60% em metabolizadores extensos. os níveis plasmáticos de codeína podem aumentar ligeiramente, mas a codeína em si tem baixa afinidade pelo receptor μ-opioide, portanto, o aumento dos efeitos adversos é mínimo. em metabolizadores lentos, a codeína já é ineficaz, e a interação não altera significativamente o quadro.. A conduta recomendada é: evitar a associação se a analgesia for o objetivo primário. se usada, monitorar a resposta analgésica: se ineficaz após 24-48 horas, suspender codeína e trocar para um opioide não dependente de cyp2d6 (ex.: morfina, hidromorfona, oxicodona) ou para analgésico não opioide. não aumentar a dose de codeína, pois isso não reverterá a inibição enzimática e pode causar efeitos adversos desnecessários..
Qual o risco de Celecoxibe com Codeína?
O risco da associação Celecoxibe + Codeína é classificado como MODERADA. Falha terapêutica significativa: redução ou ausência de analgesia, levando ao uso de doses mais altas de codeína sem benefício e com risco de efeitos adversos da codeína inalterada (constipação, náusea leve). Não há risco de toxicidade opioide grave, pois a formação de morfina está diminuída. O impacto clínico é maior em pacientes que dependem exclusivamente da codeína para controle da dor. Monitorar: avaliar escala de dor (ex.: eva) antes e após 24-48 horas de coadministração; monitorar efeitos adversos comuns (constipação, náusea); não é necessário monitoramento de níveis séricos..
Interações Relacionadas
Amiodarona inibe CYP2D6 (Ki ~3-5 µM) e CYP3A4 (Ki ~10-15 µM), enzimas responsáveis pelo metabolismo do Tramadol (substrato da CYP2D6 para formação do metabólito ativo O-desmetiltramadol, e da CYP3A4 para N-desmetiltramadol). A inibição da CYP2D6 reduz a conversão para o metabólito ativo (efeito analgésico diminuído), enquanto a inibição da CYP3A4 aumenta os níveis de Tramadol inalterado, elevando o risco de efeitos adversos serotoninérgicos e convulsivos.
Amiodarona é inibidor moderado da CYP2D6 (Ki ~3-5 µM), enzima responsável pela conversão da Codeína (pró-fármaco) em seu metabólito ativo, morfina. A inibição da CYP2D6 reduz significativamente a formação de morfina (em 50-80%), resultando em falha terapêutica (analgesia inadequada). Os níveis de Codeína inalterada podem aumentar levemente, mas sem efeito clínico relevante.
Amiodarona é inibidor moderado da glicoproteína-P (P-gp) intestinal e renal (IC50 ~5-10 µM). A Morfina é substrato da P-gp, e sua eliminação biliar e renal depende parcialmente desse transportador. A inibição da P-gp pela Amiodarona reduz a excreção de Morfina, aumentando sua biodisponibilidade oral em 30-50% e reduzindo sua depuração, com aumento da AUC em 1,5-2 vezes. A Morfina tem índice terapêutico estreito.
Amiodarona inibe moderadamente CYP3A4 (redução de clearance ~40-60%, aumento AUC esperado 1,5-2x) e fracamente CYP2D6, enzimas responsáveis pelo metabolismo de oxicodona para noroxicodona (CYP3A4) e oximorfona (CYP2D6).
Atualizado em junho/2026
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