Carbamazepina + Voriconazol

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
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O que acontece

Perda quase completa da eficácia antifúngica do voriconazol, com risco de progressão da infecção fúngica invasiva, falência de órgãos e óbito. Níveis séricos indetectáveis ou muito abaixo do alvo terapêutico (1-5,5 μg/mL).

Mecanismo

O voriconazol é metabolizado primariamente pelo CYP2C19 (principal via, polimórfica) e, em menor extensão, pelo CYP2C9 e CYP3A4. A carbamazepina é um indutor potente do CYP3A4 e indutor moderado do CYP2C9 e CYP2C19 (via ativação de PXR e CAR). Estudos farmacocinéticos mostram que a carbamazepina reduz a AUC do voriconazol em 80-95%, frequentemente resultando em níveis séricos subterapêuticos. A bula do voriconazol contraindica o uso concomitante com carbamazepina. A falha terapêutica em infecções fúngicas invasivas (aspergilose, candidemia) pode ser fatal.

📋Conduta Clinica

Evitar a associação. Se for inevitável (ex: única opção antifúngica), aumentar a dose de voriconazol para 2-3 vezes a dose padrão (ex: dose de ataque de 12 mg/kg IV ou 800 mg VO, seguida de manutenção de 8-10 mg/kg IV ou 400-600 mg VO a cada 12 horas) e monitorar níveis séricos rigorosamente. Ajustar dose com base no nível vale (alvo: 1-5,5 μg/mL). Após descontinuação da carbamazepina, reduzir voriconazol para dose padrão gradualmente para evitar toxicidade (hepatotoxicidade, distúrbios visuais, neurotoxicidade).

🔍O que monitorar

Dosar nível sérico de voriconazol (vale) após 2-5 dias do início ou ajuste de dose, e repetir semanalmente até estabilização. Monitorar função hepática (TGO/TGP, FA, bilirrubinas) e função renal (creatinina) a cada 1-2 semanas. ECG basal e periódico para QTc. Avaliar resposta clínica e micológica. Exame oftalmológico se sintomas visuais.

Alternativas

Substituir carbamazepina por anticonvulsivante não indutor (lamotrigina, levetiracetam, ácido valproico). Para antifúngico, preferir equinocandinas (caspofungina, micafungina, anidulafungina) ou anfotericina B lipossomal, que não interagem com indutores do CYP450. O isavuconazol é um triazol mais novo com menor potencial de interação, mas ainda é substrato do CYP3A4 e deve ser evitado com indutores potentes.

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; Lexicomp Online; Bula do Voriconazol (Vfend) - contraindicação com carbamazepina; Diretrizes IDSA para aspergilose; Estudo: 'Carbamazepine decreases voriconazole levels by 90%' (Clin Infect Dis 2006)

Perguntas Frequentes

Pode tomar Carbamazepina com Voriconazol?

A combinação de Carbamazepina com Voriconazol apresenta interação de gravidade grave. Perda quase completa da eficácia antifúngica do voriconazol, com risco de progressão da infecção fúngica invasiva, falência de órgãos e óbito. Níveis séricos indetectáveis ou muito abaixo do alvo terapêutico (1-5,5 μg/mL). Evitar a associação. Se for inevitável (ex: única opção antifúngica), aumentar a dose de voriconazol para 2-3 vezes a dose padrão (ex: dose de ataque de 12 mg/kg IV ou 800 mg VO, seguida de manutenção de 8-10 mg/kg IV ou 400-600 mg VO a cada 12 horas) e monitorar níveis séricos rigorosamente. Ajustar dose com base no nível vale (alvo: 1-5,5 μg/mL). Após descontinuação da carbamazepina, reduzir voriconazol para dose padrão gradualmente para evitar toxicidade (hepatotoxicidade, distúrbios visuais, neurotoxicidade).

Carbamazepina e Voriconazol interagem?

Sim, Carbamazepina e Voriconazol possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve o voriconazol é metabolizado primariamente pelo cyp2c19 (principal via, polimórfica) e, em menor extensão, pelo cyp2c9 e cyp3a4. a carbamazepina é um indutor potente do cyp3a4 e indutor moderado do cyp2c9 e cyp2c19 (via ativação de pxr e car). estudos farmacocinéticos mostram que a carbamazepina reduz a auc do voriconazol em 80-95%, frequentemente resultando em níveis séricos subterapêuticos. a bula do voriconazol contraindica o uso concomitante com carbamazepina. a falha terapêutica em infecções fúngicas invasivas (aspergilose, candidemia) pode ser fatal.. A conduta recomendada é: evitar a associação. se for inevitável (ex: única opção antifúngica), aumentar a dose de voriconazol para 2-3 vezes a dose padrão (ex: dose de ataque de 12 mg/kg iv ou 800 mg vo, seguida de manutenção de 8-10 mg/kg iv ou 400-600 mg vo a cada 12 horas) e monitorar níveis séricos rigorosamente. ajustar dose com base no nível vale (alvo: 1-5,5 μg/ml). após descontinuação da carbamazepina, reduzir voriconazol para dose padrão gradualmente para evitar toxicidade (hepatotoxicidade, distúrbios visuais, neurotoxicidade)..

Qual o risco de Carbamazepina com Voriconazol?

O risco da associação Carbamazepina + Voriconazol é classificado como GRAVE. Perda quase completa da eficácia antifúngica do voriconazol, com risco de progressão da infecção fúngica invasiva, falência de órgãos e óbito. Níveis séricos indetectáveis ou muito abaixo do alvo terapêutico (1-5,5 μg/mL). Monitorar: dosar nível sérico de voriconazol (vale) após 2-5 dias do início ou ajuste de dose, e repetir semanalmente até estabilização. monitorar função hepática (tgo/tgp, fa, bilirrubinas) e função renal (creatinina) a cada 1-2 semanas. ecg basal e periódico para qtc. avaliar resposta clínica e micológica. exame oftalmológico se sintomas visuais..

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Atualizado em junho/2026

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