Carbamazepina + Venlafaxina
⚠O que acontece
Redução dos níveis plasmáticos de venlafaxina e seu metabólito ativo, podendo levar à perda de eficácia antidepressiva/ansiolítica e possível síndrome de descontinuação se a queda for abrupta.
⚙Mecanismo
Venlafaxina é metabolizada principalmente por CYP2D6 para O-desmetilvenlafaxina (metabólito ativo) e, em menor extensão, por CYP3A4 para N-desmetilvenlafaxina (inativo). Carbamazepina induz CYP3A4, podendo aumentar a formação do metabólito inativo e reduzir os níveis do fármaco ativo e do metabólito ativo. Estudos de caso relatam redução de 30-50% nos níveis de venlafaxina + O-desmetilvenlafaxina, com perda de resposta antidepressiva. A indução de CYP3A4 também pode afetar a venlafaxina diretamente, embora seja via menor.
📋Conduta Clinica
Se a combinação for necessária, aumentar a dose de venlafaxina com base na resposta. Incrementos de 37,5-75 mg/dia a cada 2 semanas, até máximo de 375 mg/dia (formulação XR). Monitorar atentamente a resposta. Se a carbamazepina for descontinuada, reduzir venlafaxina gradualmente (50% da dose) para evitar toxicidade (náusea, hipertensão, síndrome serotoninérgica).
🔍O que monitorar
Avaliar resposta clínica (escalas) a cada 2-4 semanas. Monitorar pressão arterial (risco de hipertensão com doses altas). Níveis séricos de venlafaxina não são rotina, mas podem ser úteis (faixa: 100-400 ng/mL para venlafaxina + metabólito).
↺Alternativas
Duloxetina (menor dependência de CYP3A4) ou mirtazapina podem ser alternativas. Trocar carbamazepina por oxcarbazepina ou lamotrigina.
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; J Clin Psychopharmacol 2006;26:432-4; bula venlafaxina.
Perguntas Frequentes
Pode tomar Carbamazepina com Venlafaxina?
A combinação de Carbamazepina com Venlafaxina apresenta interação de gravidade moderada. Redução dos níveis plasmáticos de venlafaxina e seu metabólito ativo, podendo levar à perda de eficácia antidepressiva/ansiolítica e possível síndrome de descontinuação se a queda for abrupta. Se a combinação for necessária, aumentar a dose de venlafaxina com base na resposta. Incrementos de 37,5-75 mg/dia a cada 2 semanas, até máximo de 375 mg/dia (formulação XR). Monitorar atentamente a resposta. Se a carbamazepina for descontinuada, reduzir venlafaxina gradualmente (50% da dose) para evitar toxicidade (náusea, hipertensão, síndrome serotoninérgica).
Carbamazepina e Venlafaxina interagem?
Sim, Carbamazepina e Venlafaxina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve venlafaxina é metabolizada principalmente por cyp2d6 para o-desmetilvenlafaxina (metabólito ativo) e, em menor extensão, por cyp3a4 para n-desmetilvenlafaxina (inativo). carbamazepina induz cyp3a4, podendo aumentar a formação do metabólito inativo e reduzir os níveis do fármaco ativo e do metabólito ativo. estudos de caso relatam redução de 30-50% nos níveis de venlafaxina + o-desmetilvenlafaxina, com perda de resposta antidepressiva. a indução de cyp3a4 também pode afetar a venlafaxina diretamente, embora seja via menor.. A conduta recomendada é: se a combinação for necessária, aumentar a dose de venlafaxina com base na resposta. incrementos de 37,5-75 mg/dia a cada 2 semanas, até máximo de 375 mg/dia (formulação xr). monitorar atentamente a resposta. se a carbamazepina for descontinuada, reduzir venlafaxina gradualmente (50% da dose) para evitar toxicidade (náusea, hipertensão, síndrome serotoninérgica)..
Qual o risco de Carbamazepina com Venlafaxina?
O risco da associação Carbamazepina + Venlafaxina é classificado como MODERADA. Redução dos níveis plasmáticos de venlafaxina e seu metabólito ativo, podendo levar à perda de eficácia antidepressiva/ansiolítica e possível síndrome de descontinuação se a queda for abrupta. Monitorar: avaliar resposta clínica (escalas) a cada 2-4 semanas. monitorar pressão arterial (risco de hipertensão com doses altas). níveis séricos de venlafaxina não são rotina, mas podem ser úteis (faixa: 100-400 ng/ml para venlafaxina + metabólito)..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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