Carbamazepina + Tizanidina

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
Validada por motor farmacologico

O que acontece

Sedação excessiva, depressão respiratória, bradicardia, hipotensão, comprometimento cognitivo, quedas e risco de síncope. Relatos de caso descrevem necessidade de intervenção médica.

Mecanismo

Depressão sinérgica do SNC por mecanismos complementares. A tizanidina é um agonista alfa-2 adrenérgico central com efeito sedativo e hipotensor. A carbamazepina potencializa a depressão do SNC por bloqueio de canais de sódio e efeitos anticolinérgicos indiretos. Farmacocineticamente, a carbamazepina é um indutor potente do CYP3A4, mas a tizanidina é metabolizada principalmente pelo CYP1A2 (Km ~ 50 μM). No entanto, a interação farmacodinâmica é predominante e clinicamente significativa, com relatos de sedação profunda, bradicardia e hipotensão. A magnitude do efeito sinérgico pode ser imprevisível, especialmente em idosos.

📋Conduta Clinica

Evitar associação sempre que possível. Se inevitável, iniciar tizanidina na menor dose possível (2 mg à noite) e titular lentamente a cada 2-4 semanas, sem ultrapassar 8 mg/dia. Reduzir dose de carbamazepina se possível. Alertar paciente e familiares sobre sinais de sedação excessiva e risco de dirigir/operar máquinas. Considerar monitorização hospitalar no início da terapia combinada em pacientes de alto risco.

🔍O que monitorar

Nível de consciência (escala de sedação), frequência respiratória, SpO2, pressão arterial, frequência cardíaca, risco de quedas (escala de Morse). Avaliar função hepática, pois ambas as drogas podem elevar transaminases.

Alternativas

Substituir tizanidina por baclofeno ou ciclobenzaprina (menor efeito sedativo central) ou substituir carbamazepina por oxcarbazepina (menor indução enzimática e perfil de efeitos adversos diferente), se indicação permitir.

📚Referências

FDA CNS Depression Alert; UpToDate 2024; relatos de caso de depressão respiratória com agonistas alfa-2 e indutores.

Perguntas Frequentes

Pode tomar Carbamazepina com Tizanidina?

A combinação de Carbamazepina com Tizanidina apresenta interação de gravidade grave. Sedação excessiva, depressão respiratória, bradicardia, hipotensão, comprometimento cognitivo, quedas e risco de síncope. Relatos de caso descrevem necessidade de intervenção médica. Evitar associação sempre que possível. Se inevitável, iniciar tizanidina na menor dose possível (2 mg à noite) e titular lentamente a cada 2-4 semanas, sem ultrapassar 8 mg/dia. Reduzir dose de carbamazepina se possível. Alertar paciente e familiares sobre sinais de sedação excessiva e risco de dirigir/operar máquinas. Considerar monitorização hospitalar no início da terapia combinada em pacientes de alto risco.

Carbamazepina e Tizanidina interagem?

Sim, Carbamazepina e Tizanidina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve depressão sinérgica do snc por mecanismos complementares. a tizanidina é um agonista alfa-2 adrenérgico central com efeito sedativo e hipotensor. a carbamazepina potencializa a depressão do snc por bloqueio de canais de sódio e efeitos anticolinérgicos indiretos. farmacocineticamente, a carbamazepina é um indutor potente do cyp3a4, mas a tizanidina é metabolizada principalmente pelo cyp1a2 (km ~ 50 μm). no entanto, a interação farmacodinâmica é predominante e clinicamente significativa, com relatos de sedação profunda, bradicardia e hipotensão. a magnitude do efeito sinérgico pode ser imprevisível, especialmente em idosos.. A conduta recomendada é: evitar associação sempre que possível. se inevitável, iniciar tizanidina na menor dose possível (2 mg à noite) e titular lentamente a cada 2-4 semanas, sem ultrapassar 8 mg/dia. reduzir dose de carbamazepina se possível. alertar paciente e familiares sobre sinais de sedação excessiva e risco de dirigir/operar máquinas. considerar monitorização hospitalar no início da terapia combinada em pacientes de alto risco..

Qual o risco de Carbamazepina com Tizanidina?

O risco da associação Carbamazepina + Tizanidina é classificado como GRAVE. Sedação excessiva, depressão respiratória, bradicardia, hipotensão, comprometimento cognitivo, quedas e risco de síncope. Relatos de caso descrevem necessidade de intervenção médica. Monitorar: nível de consciência (escala de sedação), frequência respiratória, spo2, pressão arterial, frequência cardíaca, risco de quedas (escala de morse). avaliar função hepática, pois ambas as drogas podem elevar transaminases..

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Atualizado em junho/2026

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