Carbamazepina + Quetiapina
⚠O que acontece
Sedação excessiva, tontura, comprometimento cognitivo, aumento de risco de quedas e acidentes.
⚙Mecanismo
Depressão aditiva do SNC via potencialização GABAérgica (carbamazepina) e bloqueio H1/α1 (quetiapina), resultando em sedação excessiva e risco de depressão respiratória leve.
📋Conduta Clinica
Iniciar quetiapina com dose 25-50% menor e titular lentamente (a cada 3-5 dias). Evitar dirigir ou operar máquinas nas primeiras 2 semanas. Reduzir dose de um dos fármacos se sedação limitante.
🔍O que monitorar
Escala de sedação (ex.: Ramsay ou VAS) em cada consulta; risco de quedas (Timed Up and Go); SpO2 apenas se comorbidades respiratórias.
↺Alternativas
Preferir antipsicótico menos sedativo (aripiprazol, ziprasidona) ou anticonvulsivante com menor efeito sedativo.
📚Referências
FDA CNS Depression Alert; UpToDate 2024
Perguntas Frequentes
Pode tomar Carbamazepina com Quetiapina?
A combinação de Carbamazepina com Quetiapina apresenta interação de gravidade moderada. Sedação excessiva, tontura, comprometimento cognitivo, aumento de risco de quedas e acidentes. Iniciar quetiapina com dose 25-50% menor e titular lentamente (a cada 3-5 dias). Evitar dirigir ou operar máquinas nas primeiras 2 semanas. Reduzir dose de um dos fármacos se sedação limitante.
Carbamazepina e Quetiapina interagem?
Sim, Carbamazepina e Quetiapina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve depressão aditiva do snc via potencialização gabaérgica (carbamazepina) e bloqueio h1/α1 (quetiapina), resultando em sedação excessiva e risco de depressão respiratória leve.. A conduta recomendada é: iniciar quetiapina com dose 25-50% menor e titular lentamente (a cada 3-5 dias). evitar dirigir ou operar máquinas nas primeiras 2 semanas. reduzir dose de um dos fármacos se sedação limitante..
Qual o risco de Carbamazepina com Quetiapina?
O risco da associação Carbamazepina + Quetiapina é classificado como MODERADA. Sedação excessiva, tontura, comprometimento cognitivo, aumento de risco de quedas e acidentes. Monitorar: escala de sedação (ex.: ramsay ou vas) em cada consulta; risco de quedas (timed up and go); spo2 apenas se comorbidades respiratórias..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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