Carbamazepina + Oxicodona

ModeradaRequer monitoramento — pode necessitar ajuste de dose
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O que acontece

Redução significativa dos níveis plasmáticos de oxicodona, levando à perda parcial ou total da eficácia analgésica. Pode precipitar síndrome de abstinência em pacientes dependentes de opioides.

Mecanismo

A carbamazepina é um potente indutor do CYP3A4 (principal via de metabolismo da oxicodona para noroxicodona, metabólito inativo) e, em menor grau, do CYP2D6 (via menor para oximorfona, metabólito ativo). A indução enzimática máxima ocorre após 2-4 semanas de uso contínuo. Estudos farmacocinéticos demonstram redução da AUC da oxicodona oral em 40-50% e aumento da depuração em 2-3 vezes, com diminuição significativa da meia-vida de eliminação. A magnitude do efeito pode comprometer a analgesia, especialmente em pacientes com dor crônica.

📋Conduta Clinica

Se a combinação for inevitável, titular a dose de oxicodona conforme resposta clínica, podendo ser necessário aumentar a dose em 50-100% ou reduzir o intervalo entre as doses. Monitorar atentamente a analgesia. Ao descontinuar a carbamazepina, reduzir a dose de oxicodona gradualmente (25-50% a cada 2-3 dias) para evitar superdosagem relativa e toxicidade opioide, pois a desindução enzimática ocorre em 2-4 semanas.

🔍O que monitorar

Avaliar escala de dor (EVA/EN) a cada 48-72h durante ajuste de dose. Monitorar sinais de abstinência (ansiedade, sudorese, midríase, taquicardia) ou toxicidade (sedação, depressão respiratória, miose).

Alternativas

Preferir analgésicos não metabolizados por CYP3A4, como morfina, hidromorfona ou tapentadol (metabolismo principal por glucuronidação). Se anticonvulsivante for necessário, considerar lamotrigina ou levetiracetam, que não são indutores enzimáticos significativos.

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; Lexicomp 2024; Micromedex 2024

Perguntas Frequentes

Pode tomar Carbamazepina com Oxicodona?

A combinação de Carbamazepina com Oxicodona apresenta interação de gravidade moderada. Redução significativa dos níveis plasmáticos de oxicodona, levando à perda parcial ou total da eficácia analgésica. Pode precipitar síndrome de abstinência em pacientes dependentes de opioides. Se a combinação for inevitável, titular a dose de oxicodona conforme resposta clínica, podendo ser necessário aumentar a dose em 50-100% ou reduzir o intervalo entre as doses. Monitorar atentamente a analgesia. Ao descontinuar a carbamazepina, reduzir a dose de oxicodona gradualmente (25-50% a cada 2-3 dias) para evitar superdosagem relativa e toxicidade opioide, pois a desindução enzimática ocorre em 2-4 semanas.

Carbamazepina e Oxicodona interagem?

Sim, Carbamazepina e Oxicodona possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve a carbamazepina é um potente indutor do cyp3a4 (principal via de metabolismo da oxicodona para noroxicodona, metabólito inativo) e, em menor grau, do cyp2d6 (via menor para oximorfona, metabólito ativo). a indução enzimática máxima ocorre após 2-4 semanas de uso contínuo. estudos farmacocinéticos demonstram redução da auc da oxicodona oral em 40-50% e aumento da depuração em 2-3 vezes, com diminuição significativa da meia-vida de eliminação. a magnitude do efeito pode comprometer a analgesia, especialmente em pacientes com dor crônica.. A conduta recomendada é: se a combinação for inevitável, titular a dose de oxicodona conforme resposta clínica, podendo ser necessário aumentar a dose em 50-100% ou reduzir o intervalo entre as doses. monitorar atentamente a analgesia. ao descontinuar a carbamazepina, reduzir a dose de oxicodona gradualmente (25-50% a cada 2-3 dias) para evitar superdosagem relativa e toxicidade opioide, pois a desindução enzimática ocorre em 2-4 semanas..

Qual o risco de Carbamazepina com Oxicodona?

O risco da associação Carbamazepina + Oxicodona é classificado como MODERADA. Redução significativa dos níveis plasmáticos de oxicodona, levando à perda parcial ou total da eficácia analgésica. Pode precipitar síndrome de abstinência em pacientes dependentes de opioides. Monitorar: avaliar escala de dor (eva/en) a cada 48-72h durante ajuste de dose. monitorar sinais de abstinência (ansiedade, sudorese, midríase, taquicardia) ou toxicidade (sedação, depressão respiratória, miose)..

Interações Relacionadas

Amiodarona + Tramadol

Amiodarona inibe CYP2D6 (Ki ~3-5 µM) e CYP3A4 (Ki ~10-15 µM), enzimas responsáveis pelo metabolismo do Tramadol (substrato da CYP2D6 para formação do metabólito ativo O-desmetiltramadol, e da CYP3A4 para N-desmetiltramadol). A inibição da CYP2D6 reduz a conversão para o metabólito ativo (efeito analgésico diminuído), enquanto a inibição da CYP3A4 aumenta os níveis de Tramadol inalterado, elevando o risco de efeitos adversos serotoninérgicos e convulsivos.

Moderada
Amiodarona + Codeína

Amiodarona é inibidor moderado da CYP2D6 (Ki ~3-5 µM), enzima responsável pela conversão da Codeína (pró-fármaco) em seu metabólito ativo, morfina. A inibição da CYP2D6 reduz significativamente a formação de morfina (em 50-80%), resultando em falha terapêutica (analgesia inadequada). Os níveis de Codeína inalterada podem aumentar levemente, mas sem efeito clínico relevante.

Moderada
Amiodarona + Morfina

Amiodarona é inibidor moderado da glicoproteína-P (P-gp) intestinal e renal (IC50 ~5-10 µM). A Morfina é substrato da P-gp, e sua eliminação biliar e renal depende parcialmente desse transportador. A inibição da P-gp pela Amiodarona reduz a excreção de Morfina, aumentando sua biodisponibilidade oral em 30-50% e reduzindo sua depuração, com aumento da AUC em 1,5-2 vezes. A Morfina tem índice terapêutico estreito.

Grave
Amiodarona + Oxicodona

Amiodarona inibe moderadamente CYP3A4 (redução de clearance ~40-60%, aumento AUC esperado 1,5-2x) e fracamente CYP2D6, enzimas responsáveis pelo metabolismo de oxicodona para noroxicodona (CYP3A4) e oximorfona (CYP2D6).

Moderada

Atualizado em junho/2026

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