Carbamazepina + Ondansetrona
⚠O que acontece
Redução dos níveis plasmáticos de ondansetrona com possível perda de eficácia antiemética, resultando em náuseas e vômitos não controlados, particularmente em quimioterapia ou pós-operatório.
⚙Mecanismo
A carbamazepina induz CYP3A4 (principal via da ondansetrona, Km ~ 25 μM) e CYP1A2 (via menor). A ondansetrona também é substrato da UGT1A1. A indução do CYP3A4 pela carbamazepina pode reduzir a AUC da ondansetrona em 30-50% e diminuir a meia-vida de 3-6 horas para 2-4 horas. A eficácia antiemética pode ser comprometida, especialmente em regimes de dose única diária.
📋Conduta Clinica
Monitorar controle de náuseas e vômitos. Se necessário, aumentar a dose de ondansetrona em 50% (ex: de 8 mg para 12 mg IV/oral a cada 8-12 horas) ou encurtar o intervalo entre doses. Em quimioterapia, considerar associação com dexametasona (que também é indutor, mas sinergismo antiemético). Ajustar dose baseado na resposta.
🔍O que monitorar
Avaliar resposta clínica (escala de náuseas/vômitos), ECG (QTc) se doses altas forem utilizadas, pois ondansetrona pode prolongar QT em doses elevadas.
↺Alternativas
Substituir carbamazepina por oxcarbazepina ou gabapentina (se indicação para dor neuropática). Alternativamente, usar granisetrona (metabolismo mais dependente de CYP1A2, mas ainda afetado) ou palonosetrona (meia-vida longa, menor impacto da indução).
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; estudos farmacocinéticos com indutores e ondansetrona.
Perguntas Frequentes
Pode tomar Carbamazepina com Ondansetrona?
A combinação de Carbamazepina com Ondansetrona apresenta interação de gravidade moderada. Redução dos níveis plasmáticos de ondansetrona com possível perda de eficácia antiemética, resultando em náuseas e vômitos não controlados, particularmente em quimioterapia ou pós-operatório. Monitorar controle de náuseas e vômitos. Se necessário, aumentar a dose de ondansetrona em 50% (ex: de 8 mg para 12 mg IV/oral a cada 8-12 horas) ou encurtar o intervalo entre doses. Em quimioterapia, considerar associação com dexametasona (que também é indutor, mas sinergismo antiemético). Ajustar dose baseado na resposta.
Carbamazepina e Ondansetrona interagem?
Sim, Carbamazepina e Ondansetrona possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve a carbamazepina induz cyp3a4 (principal via da ondansetrona, km ~ 25 μm) e cyp1a2 (via menor). a ondansetrona também é substrato da ugt1a1. a indução do cyp3a4 pela carbamazepina pode reduzir a auc da ondansetrona em 30-50% e diminuir a meia-vida de 3-6 horas para 2-4 horas. a eficácia antiemética pode ser comprometida, especialmente em regimes de dose única diária.. A conduta recomendada é: monitorar controle de náuseas e vômitos. se necessário, aumentar a dose de ondansetrona em 50% (ex: de 8 mg para 12 mg iv/oral a cada 8-12 horas) ou encurtar o intervalo entre doses. em quimioterapia, considerar associação com dexametasona (que também é indutor, mas sinergismo antiemético). ajustar dose baseado na resposta..
Qual o risco de Carbamazepina com Ondansetrona?
O risco da associação Carbamazepina + Ondansetrona é classificado como MODERADA. Redução dos níveis plasmáticos de ondansetrona com possível perda de eficácia antiemética, resultando em náuseas e vômitos não controlados, particularmente em quimioterapia ou pós-operatório. Monitorar: avaliar resposta clínica (escala de náuseas/vômitos), ecg (qtc) se doses altas forem utilizadas, pois ondansetrona pode prolongar qt em doses elevadas..
Interações Relacionadas
Amiodarona é inibidor fraco da CYP3A4 (IC50 >10 µM), enquanto o Omeprazol é metabolizado principalmente pela CYP2C19 e, em menor extensão, pela CYP3A4. A inibição da CYP3A4 pela amiodarona resulta em aumento modesto (<2x) na exposição ao omeprazol, com relevância clínica limitada devido à ampla janela terapêutica do omeprazol.
Amiodarona inibe fracamente a CYP3A4, enquanto o Lansoprazol é metabolizado principalmente pela CYP2C19 e CYP3A4. A contribuição da CYP3A4 é secundária, resultando em aumento <30% na AUC do lansoprazol, sem relevância clínica em doses padrão (15-30 mg/dia).
Interação farmacodinâmica e farmacocinética sinérgica. Farmacodinâmica: Ambos bloqueiam canais hERG (IKr), prolongando o QT de forma aditiva. Farmacocinética: A amiodarona é um inibidor moderado da CYP3A4, principal via de metabolismo da domperidona. A inibição enzimática pode aumentar a AUC da domperidona em 2-3 vezes, elevando ainda mais o risco de cardiotoxicidade dependente de concentração.
Risco aditivo de prolongamento do intervalo QT. Ambos os fármacos são listados como de 'Risco Conhecido' de TdP pelo CredibleMeds, atuando por bloqueio dos canais hERG (IKr). A amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4, vias secundárias da ondansetrona (primariamente metabolizada por UGT1A1, CYP1A2), mas a contribuição farmacocinética é considerada menor. O mecanismo principal é farmacodinâmico.
Atualizado em junho/2026
Gerada por motor farmacologico com validacao por IA — Tier B
As informações desta página são de caráter educativo e não substituem a orientação de um profissional farmacêutico. Sempre consulte um farmacêutico antes de alterar sua medicação.