Carbamazepina + Olanzapina
⚠O que acontece
Redução moderada dos níveis de olanzapina com possível perda parcial de eficácia.
⚙Mecanismo
Carbamazepina induz CYP1A2 (principal via da olanzapina), CYP3A4 e UGT1A4. Redução de AUC de olanzapina em aproximadamente 30-50% e aumento do clearance.
📋Conduta Clinica
Aumentar dose de olanzapina em 50-100% (ex.: de 10 mg para 15-20 mg/dia) e reavaliar resposta clínica após 2-3 semanas de indução estável.
🔍O que monitorar
Resposta clínica (PANSS, peso, glicemia, lipídios) a cada 2-4 semanas; ECG QTc se doses altas.
↺Alternativas
Trocar por antipsicótico menos dependente de 1A2 (ex.: risperidona, aripiprazol) ou usar valproato.
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; estudos PK
Perguntas Frequentes
Pode tomar Carbamazepina com Olanzapina?
A combinação de Carbamazepina com Olanzapina apresenta interação de gravidade moderada. Redução moderada dos níveis de olanzapina com possível perda parcial de eficácia. Aumentar dose de olanzapina em 50-100% (ex.: de 10 mg para 15-20 mg/dia) e reavaliar resposta clínica após 2-3 semanas de indução estável.
Carbamazepina e Olanzapina interagem?
Sim, Carbamazepina e Olanzapina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve carbamazepina induz cyp1a2 (principal via da olanzapina), cyp3a4 e ugt1a4. redução de auc de olanzapina em aproximadamente 30-50% e aumento do clearance.. A conduta recomendada é: aumentar dose de olanzapina em 50-100% (ex.: de 10 mg para 15-20 mg/dia) e reavaliar resposta clínica após 2-3 semanas de indução estável..
Qual o risco de Carbamazepina com Olanzapina?
O risco da associação Carbamazepina + Olanzapina é classificado como MODERADA. Redução moderada dos níveis de olanzapina com possível perda parcial de eficácia. Monitorar: resposta clínica (panss, peso, glicemia, lipídios) a cada 2-4 semanas; ecg qtc se doses altas..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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