Carbamazepina + Midazolam

ModeradaRequer monitoramento — pode necessitar ajuste de dose
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O que acontece

Perda quase completa do efeito sedativo/ansiolítico do midazolam oral. Para midazolam IV, necessidade de doses significativamente maiores para atingir sedação adequada, com risco de subdosagem em procedimentos. A retirada abrupta da carbamazepina pode resultar em sedação profunda e depressão respiratória se a dose de midazolam não for reduzida.

Mecanismo

O midazolam é metabolizado quase exclusivamente pelo CYP3A4 (hidroxilação para 1-hidroximidazolam e 4-hidroximidazolam). A carbamazepina, como potente indutor do CYP3A4 via PXR, aumenta significativamente o clearance do midazolam. Estudos demonstram que o pré-tratamento com carbamazepina reduz a AUC do midazolam oral em 90-95% e a biodisponibilidade oral de ~30% para <5%, devido ao extenso metabolismo de primeira passagem. O midazolam intravenoso também é afetado, com redução da AUC em 50-70% e da meia-vida de eliminação.

📋Conduta Clinica

Para midazolam oral: evitar o uso, pois a eficácia é drasticamente reduzida. Para midazolam IV: titular a dose cuidadosamente com base na resposta clínica (ex: doses incrementais de 1-2 mg a cada 2-3 minutos em adultos), podendo ser necessário aumentar a dose total em 2-3 vezes. Após descontinuação da carbamazepina, reduzir a dose de midazolam em 50-75% para evitar sedação excessiva. Considerar monitoramento de CO2 expirado (capnografia) durante sedação.

🔍O que monitorar

Durante procedimentos: monitorização contínua de SpO2, frequência respiratória, pressão arterial e nível de consciência (escala de sedação de Ramsay ou Observer's Assessment of Alertness/Sedation). Em uso ambulatorial: avaliar eficácia ansiolítica relatada pelo paciente.

Alternativas

Substituir carbamazepina por anticonvulsivante não indutor (lamotrigina, levetiracetam) se possível. Para sedação, usar agentes não metabolizados por CYP3A4, como propofol (metabolização extra-hepática) ou dexmedetomidina (glicuronidação). Lorazepam (glicuronidação) pode ser uma alternativa de benzodiazepínico, embora com início de ação mais lento.

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; Lexicomp Online; Estudo: 'Carbamazepine drastically reduces midazolam concentrations' (Clin Pharmacol Ther 1996)

Perguntas Frequentes

Pode tomar Carbamazepina com Midazolam?

A combinação de Carbamazepina com Midazolam apresenta interação de gravidade moderada. Perda quase completa do efeito sedativo/ansiolítico do midazolam oral. Para midazolam IV, necessidade de doses significativamente maiores para atingir sedação adequada, com risco de subdosagem em procedimentos. A retirada abrupta da carbamazepina pode resultar em sedação profunda e depressão respiratória se a dose de midazolam não for reduzida. Para midazolam oral: evitar o uso, pois a eficácia é drasticamente reduzida. Para midazolam IV: titular a dose cuidadosamente com base na resposta clínica (ex: doses incrementais de 1-2 mg a cada 2-3 minutos em adultos), podendo ser necessário aumentar a dose total em 2-3 vezes. Após descontinuação da carbamazepina, reduzir a dose de midazolam em 50-75% para evitar sedação excessiva. Considerar monitoramento de CO2 expirado (capnografia) durante sedação.

Carbamazepina e Midazolam interagem?

Sim, Carbamazepina e Midazolam possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve o midazolam é metabolizado quase exclusivamente pelo cyp3a4 (hidroxilação para 1-hidroximidazolam e 4-hidroximidazolam). a carbamazepina, como potente indutor do cyp3a4 via pxr, aumenta significativamente o clearance do midazolam. estudos demonstram que o pré-tratamento com carbamazepina reduz a auc do midazolam oral em 90-95% e a biodisponibilidade oral de ~30% para <5%, devido ao extenso metabolismo de primeira passagem. o midazolam intravenoso também é afetado, com redução da auc em 50-70% e da meia-vida de eliminação.. A conduta recomendada é: para midazolam oral: evitar o uso, pois a eficácia é drasticamente reduzida. para midazolam iv: titular a dose cuidadosamente com base na resposta clínica (ex: doses incrementais de 1-2 mg a cada 2-3 minutos em adultos), podendo ser necessário aumentar a dose total em 2-3 vezes. após descontinuação da carbamazepina, reduzir a dose de midazolam em 50-75% para evitar sedação excessiva. considerar monitoramento de co2 expirado (capnografia) durante sedação..

Qual o risco de Carbamazepina com Midazolam?

O risco da associação Carbamazepina + Midazolam é classificado como MODERADA. Perda quase completa do efeito sedativo/ansiolítico do midazolam oral. Para midazolam IV, necessidade de doses significativamente maiores para atingir sedação adequada, com risco de subdosagem em procedimentos. A retirada abrupta da carbamazepina pode resultar em sedação profunda e depressão respiratória se a dose de midazolam não for reduzida. Monitorar: durante procedimentos: monitorização contínua de spo2, frequência respiratória, pressão arterial e nível de consciência (escala de sedação de ramsay ou observer's assessment of alertness/sedation). em uso ambulatorial: avaliar eficácia ansiolítica relatada pelo paciente..

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Atualizado em junho/2026

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