Carbamazepina + Metadona

ModeradaRequer monitoramento — pode necessitar ajuste de dose
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O que acontece

Sedação excessiva, sonolência, depressão respiratória, risco de arritmias ventriculares (Torsades de Pointes) por prolongamento sinérgico do QTc, tontura e quedas.

Mecanismo

Efeito depressor aditivo do SNC. A carbamazepina deprime o SNC por mecanismos GABAérgicos e bloqueio de canais de sódio, enquanto a metadona é um agonista opioide mu com atividade adicional como antagonista NMDA e inibidor da recaptação de serotonina e norepinefrina. A metadona tem meia-vida longa e variável (8-59h), com risco de acúmulo e sedação tardia. A combinação potencializa sedação, depressão respiratória e prolongamento do intervalo QTc, especialmente em doses >100 mg/dia ou em pacientes com fatores de risco (hipocalemia, bradicardia, uso de outros prolongadores de QTc).

📋Conduta Clinica

Iniciar metadona em doses baixas (ex.: 2,5-5 mg a cada 8-12h para dor) e titular lentamente (aumentos de 25% a cada 5-7 dias). Evitar outros depressores do SNC e prolongadores de QTc (ex.: haloperidol, ondansetrona, macrolídeos). Corrigir distúrbios eletrolíticos (K+ >4,0 mEq/L, Mg2+ >2,0 mg/dL). Em pacientes com QTc basal >450 ms (homens) ou >470 ms (mulheres), evitar a combinação.

🔍O que monitorar

ECG basal e semanal no primeiro mês, depois mensal. Se QTc aumentar >60 ms do basal ou >500 ms absoluto, suspender um dos agentes. Monitorar FR e SpO2 a cada 4h nas primeiras 2 semanas. Avaliar sedação (escala de Ramsay) a cada 6h. Dosar eletrólitos semanalmente.

Alternativas

Para dor, preferir opioides sem efeito prolongador de QTc, como morfina, hidromorfona ou oxicodona (esta última com cautela pela interação de indução). Para anticonvulsivante, considerar lamotrigina ou levetiracetam, que não afetam QTc. Se metadona for para transtorno por uso de opioides, avaliar buprenorfina, que tem menor risco de QTc.

📚Referências

FDA CNS Depression Alert; UpToDate 2024; Lexicomp 2024; Circulation 2010;122(18):1852-1860; Beers Criteria 2023

Perguntas Frequentes

Pode tomar Carbamazepina com Metadona?

A combinação de Carbamazepina com Metadona apresenta interação de gravidade moderada. Sedação excessiva, sonolência, depressão respiratória, risco de arritmias ventriculares (Torsades de Pointes) por prolongamento sinérgico do QTc, tontura e quedas. Iniciar metadona em doses baixas (ex.: 2,5-5 mg a cada 8-12h para dor) e titular lentamente (aumentos de 25% a cada 5-7 dias). Evitar outros depressores do SNC e prolongadores de QTc (ex.: haloperidol, ondansetrona, macrolídeos). Corrigir distúrbios eletrolíticos (K+ >4,0 mEq/L, Mg2+ >2,0 mg/dL). Em pacientes com QTc basal >450 ms (homens) ou >470 ms (mulheres), evitar a combinação.

Carbamazepina e Metadona interagem?

Sim, Carbamazepina e Metadona possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve efeito depressor aditivo do snc. a carbamazepina deprime o snc por mecanismos gabaérgicos e bloqueio de canais de sódio, enquanto a metadona é um agonista opioide mu com atividade adicional como antagonista nmda e inibidor da recaptação de serotonina e norepinefrina. a metadona tem meia-vida longa e variável (8-59h), com risco de acúmulo e sedação tardia. a combinação potencializa sedação, depressão respiratória e prolongamento do intervalo qtc, especialmente em doses >100 mg/dia ou em pacientes com fatores de risco (hipocalemia, bradicardia, uso de outros prolongadores de qtc).. A conduta recomendada é: iniciar metadona em doses baixas (ex.: 2,5-5 mg a cada 8-12h para dor) e titular lentamente (aumentos de 25% a cada 5-7 dias). evitar outros depressores do snc e prolongadores de qtc (ex.: haloperidol, ondansetrona, macrolídeos). corrigir distúrbios eletrolíticos (k+ >4,0 meq/l, mg2+ >2,0 mg/dl). em pacientes com qtc basal >450 ms (homens) ou >470 ms (mulheres), evitar a combinação..

Qual o risco de Carbamazepina com Metadona?

O risco da associação Carbamazepina + Metadona é classificado como MODERADA. Sedação excessiva, sonolência, depressão respiratória, risco de arritmias ventriculares (Torsades de Pointes) por prolongamento sinérgico do QTc, tontura e quedas. Monitorar: ecg basal e semanal no primeiro mês, depois mensal. se qtc aumentar >60 ms do basal ou >500 ms absoluto, suspender um dos agentes. monitorar fr e spo2 a cada 4h nas primeiras 2 semanas. avaliar sedação (escala de ramsay) a cada 6h. dosar eletrólitos semanalmente..

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Atualizado em junho/2026

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