Carbamazepina + Lansoprazol
⚠O que acontece
Redução moderada a significativa dos níveis de lansoprazol, podendo levar à perda de eficácia na supressão ácida, com retorno dos sintomas de DRGE ou úlcera péptica.
⚙Mecanismo
A carbamazepina induz CYP3A4 e CYP2C19, ambas vias importantes no metabolismo do lansoprazol. O lansoprazol é metabolizado a 5-hidroxi-lansoprazol (via CYP2C19) e lansoprazol sulfona (via CYP3A4). A indução reduz a AUC do lansoprazol em 35-50% e a meia-vida em 25-40%, com efeito máximo após 2-3 semanas. A magnitude da redução é maior em metabolizadores rápidos de CYP2C19.
📋Conduta Clinica
Aumentar a dose de lansoprazol em 50-100% (ex: de 30 mg para 60 mg/dia) durante o uso de carbamazepina. Em casos refratários, considerar administração intravenosa ou substituição por IBP menos dependente de CYP2C19. Após descontinuação da carbamazepina, reduzir a dose de lansoprazol gradualmente ao longo de 2-4 semanas.
🔍O que monitorar
Monitorar resposta clínica (sintomas de refluxo, dor epigástrica) a cada 1-2 semanas. Em pacientes com úlcera, considerar endoscopia de controle se sintomas persistirem. A monitorização do pH intragástrico de 24 horas pode ser útil em casos duvidosos.
↺Alternativas
Substituir carbamazepina por oxcarbazepina ou lamotrigina. Alternativamente, usar pantoprazol (menor dependência de CYP2C19) ou rabeprazol (metabolismo não enzimático significativo). Esomeprazol também é afetado, mas em menor grau que lansoprazol.
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; Estudo: 'Carbamazepine-lansoprazole interaction' (Drug Metab Dispos, 2001)
Perguntas Frequentes
Pode tomar Carbamazepina com Lansoprazol?
A combinação de Carbamazepina com Lansoprazol apresenta interação de gravidade moderada. Redução moderada a significativa dos níveis de lansoprazol, podendo levar à perda de eficácia na supressão ácida, com retorno dos sintomas de DRGE ou úlcera péptica. Aumentar a dose de lansoprazol em 50-100% (ex: de 30 mg para 60 mg/dia) durante o uso de carbamazepina. Em casos refratários, considerar administração intravenosa ou substituição por IBP menos dependente de CYP2C19. Após descontinuação da carbamazepina, reduzir a dose de lansoprazol gradualmente ao longo de 2-4 semanas.
Carbamazepina e Lansoprazol interagem?
Sim, Carbamazepina e Lansoprazol possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve a carbamazepina induz cyp3a4 e cyp2c19, ambas vias importantes no metabolismo do lansoprazol. o lansoprazol é metabolizado a 5-hidroxi-lansoprazol (via cyp2c19) e lansoprazol sulfona (via cyp3a4). a indução reduz a auc do lansoprazol em 35-50% e a meia-vida em 25-40%, com efeito máximo após 2-3 semanas. a magnitude da redução é maior em metabolizadores rápidos de cyp2c19.. A conduta recomendada é: aumentar a dose de lansoprazol em 50-100% (ex: de 30 mg para 60 mg/dia) durante o uso de carbamazepina. em casos refratários, considerar administração intravenosa ou substituição por ibp menos dependente de cyp2c19. após descontinuação da carbamazepina, reduzir a dose de lansoprazol gradualmente ao longo de 2-4 semanas..
Qual o risco de Carbamazepina com Lansoprazol?
O risco da associação Carbamazepina + Lansoprazol é classificado como MODERADA. Redução moderada a significativa dos níveis de lansoprazol, podendo levar à perda de eficácia na supressão ácida, com retorno dos sintomas de DRGE ou úlcera péptica. Monitorar: monitorar resposta clínica (sintomas de refluxo, dor epigástrica) a cada 1-2 semanas. em pacientes com úlcera, considerar endoscopia de controle se sintomas persistirem. a monitorização do ph intragástrico de 24 horas pode ser útil em casos duvidosos..
Interações Relacionadas
Amiodarona é inibidor fraco da CYP3A4 (IC50 >10 µM), enquanto o Omeprazol é metabolizado principalmente pela CYP2C19 e, em menor extensão, pela CYP3A4. A inibição da CYP3A4 pela amiodarona resulta em aumento modesto (<2x) na exposição ao omeprazol, com relevância clínica limitada devido à ampla janela terapêutica do omeprazol.
Amiodarona inibe fracamente a CYP3A4, enquanto o Lansoprazol é metabolizado principalmente pela CYP2C19 e CYP3A4. A contribuição da CYP3A4 é secundária, resultando em aumento <30% na AUC do lansoprazol, sem relevância clínica em doses padrão (15-30 mg/dia).
Interação farmacodinâmica e farmacocinética sinérgica. Farmacodinâmica: Ambos bloqueiam canais hERG (IKr), prolongando o QT de forma aditiva. Farmacocinética: A amiodarona é um inibidor moderado da CYP3A4, principal via de metabolismo da domperidona. A inibição enzimática pode aumentar a AUC da domperidona em 2-3 vezes, elevando ainda mais o risco de cardiotoxicidade dependente de concentração.
Risco aditivo de prolongamento do intervalo QT. Ambos os fármacos são listados como de 'Risco Conhecido' de TdP pelo CredibleMeds, atuando por bloqueio dos canais hERG (IKr). A amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4, vias secundárias da ondansetrona (primariamente metabolizada por UGT1A1, CYP1A2), mas a contribuição farmacocinética é considerada menor. O mecanismo principal é farmacodinâmico.
Atualizado em junho/2026
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