Carbamazepina + Itraconazol

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
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O que acontece

Redução profunda dos níveis séricos de itraconazol, resultando em falha terapêutica no tratamento de infecções fúngicas (aspergilose, candidíase sistêmica, micoses endêmicas). Risco de progressão da infecção, morbidade e mortalidade. A monitorização de níveis séricos é mandatória se a combinação for inevitável.

Mecanismo

O itraconazol é extensamente metabolizado pelo CYP3A4 a metabólitos ativos (principalmente hidroxi-itraconazol). A carbamazepina, como potente indutor do CYP3A4 via PXR, acelera drasticamente o metabolismo do itraconazol. Estudos farmacocinéticos demonstram que a carbamazepina reduz a AUC do itraconazol em 70-90% e pode tornar os níveis séricos indetectáveis. O efeito é tão pronunciado que a bula do itraconazol contraindica o uso concomitante com indutores potentes do CYP3A4. A falha terapêutica pode levar a desfechos graves em infecções fúngicas sistêmicas.

📋Conduta Clinica

Evitar a associação sempre que possível. Se for absolutamente necessário, aumentar a dose de itraconazol em 2-3 vezes (ex: de 200 mg/dia para 400-600 mg/dia) e monitorar níveis séricos (alvo: >1-2 μg/mL para tratamento, >0,5 μg/mL para profilaxia). Usar formulação de itraconazol solução oral (melhor biodisponibilidade que cápsulas). Após descontinuação da carbamazepina, reduzir o itraconazol para dose padrão para evitar toxicidade (hepatotoxicidade, prolongamento QTc).

🔍O que monitorar

Dosar nível sérico de itraconazol (vale) após 1-2 semanas do início ou ajuste de dose. Monitorar função hepática (TGO/TGP, bilirrubinas) mensalmente. ECG basal e periódico para QTc (risco de prolongamento com itraconazol). Avaliar resposta clínica e micológica da infecção.

Alternativas

Substituir carbamazepina por anticonvulsivante não indutor (lamotrigina, levetiracetam, ácido valproico). Para antifúngico, considerar voriconazol (embora também seja substrato do CYP3A4, pode ser usado com ajuste de dose e monitoramento) ou equinocandinas (caspofungina, micafungina, anidulafungina), que não são metabolizadas pelo CYP450 e não interagem com indutores.

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; Lexicomp Online; Bula do Itraconazol (Sporanox) - contraindicação com indutores potentes do CYP3A4; Estudo: 'Carbamazepine reduces itraconazole levels to undetectable' (Antimicrob Agents Chemother 1998)

Perguntas Frequentes

Pode tomar Carbamazepina com Itraconazol?

A combinação de Carbamazepina com Itraconazol apresenta interação de gravidade grave. Redução profunda dos níveis séricos de itraconazol, resultando em falha terapêutica no tratamento de infecções fúngicas (aspergilose, candidíase sistêmica, micoses endêmicas). Risco de progressão da infecção, morbidade e mortalidade. A monitorização de níveis séricos é mandatória se a combinação for inevitável. Evitar a associação sempre que possível. Se for absolutamente necessário, aumentar a dose de itraconazol em 2-3 vezes (ex: de 200 mg/dia para 400-600 mg/dia) e monitorar níveis séricos (alvo: >1-2 μg/mL para tratamento, >0,5 μg/mL para profilaxia). Usar formulação de itraconazol solução oral (melhor biodisponibilidade que cápsulas). Após descontinuação da carbamazepina, reduzir o itraconazol para dose padrão para evitar toxicidade (hepatotoxicidade, prolongamento QTc).

Carbamazepina e Itraconazol interagem?

Sim, Carbamazepina e Itraconazol possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve o itraconazol é extensamente metabolizado pelo cyp3a4 a metabólitos ativos (principalmente hidroxi-itraconazol). a carbamazepina, como potente indutor do cyp3a4 via pxr, acelera drasticamente o metabolismo do itraconazol. estudos farmacocinéticos demonstram que a carbamazepina reduz a auc do itraconazol em 70-90% e pode tornar os níveis séricos indetectáveis. o efeito é tão pronunciado que a bula do itraconazol contraindica o uso concomitante com indutores potentes do cyp3a4. a falha terapêutica pode levar a desfechos graves em infecções fúngicas sistêmicas.. A conduta recomendada é: evitar a associação sempre que possível. se for absolutamente necessário, aumentar a dose de itraconazol em 2-3 vezes (ex: de 200 mg/dia para 400-600 mg/dia) e monitorar níveis séricos (alvo: >1-2 μg/ml para tratamento, >0,5 μg/ml para profilaxia). usar formulação de itraconazol solução oral (melhor biodisponibilidade que cápsulas). após descontinuação da carbamazepina, reduzir o itraconazol para dose padrão para evitar toxicidade (hepatotoxicidade, prolongamento qtc)..

Qual o risco de Carbamazepina com Itraconazol?

O risco da associação Carbamazepina + Itraconazol é classificado como GRAVE. Redução profunda dos níveis séricos de itraconazol, resultando em falha terapêutica no tratamento de infecções fúngicas (aspergilose, candidíase sistêmica, micoses endêmicas). Risco de progressão da infecção, morbidade e mortalidade. A monitorização de níveis séricos é mandatória se a combinação for inevitável. Monitorar: dosar nível sérico de itraconazol (vale) após 1-2 semanas do início ou ajuste de dose. monitorar função hepática (tgo/tgp, bilirrubinas) mensalmente. ecg basal e periódico para qtc (risco de prolongamento com itraconazol). avaliar resposta clínica e micológica da infecção..

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Atualizado em junho/2026

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