Carbamazepina + Glibenclamida

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
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O que acontece

Redução acentuada dos níveis de glibenclamida, com perda de controle glicêmico e risco de hiperglicemia grave, cetoacidose e complicações crônicas do diabetes. A interação é imprevisível e pode variar conforme o genótipo CYP2C9 do paciente.

Mecanismo

A carbamazepina é um potente indutor do CYP2C9, principal via de metabolismo da glibenclamida (responsável por >90% da depuração, convertendo-a a metabólitos inativos). A indução reduz a AUC da glibenclamida em 50-70% e a meia-vida em 40-60%, com efeito máximo após 2-3 semanas. A glibenclamida tem índice terapêutico estreito, e a redução dos níveis pode levar a hiperglicemia grave e descompensação diabética.

📋Conduta Clinica

Evitar a associação sempre que possível. Se inevitável, aumentar a dose de glibenclamida em 2-3 vezes (ex: de 5 mg para 10-15 mg/dia) sob monitorização rigorosa da glicemia. A dose deve ser titulada com incrementos de 2,5-5 mg a cada 1-2 semanas. Após descontinuação da carbamazepina, reduzir a dose de glibenclamida imediatamente em 50-70% para evitar hipoglicemia grave (o efeito indutor persiste por 2-4 semanas). Considerar internação para ajuste de dose em pacientes frágeis.

🔍O que monitorar

Monitorar glicemia capilar 4-6 vezes ao dia durante o ajuste de dose. Dosar HbA1c a cada 2-4 semanas. Monitorar sinais de hiperglicemia (poliúria, polidipsia, perda de peso) e hipoglicemia (tremores, sudorese, confusão). Considerar dosagem de glibenclamida plasmática se disponível (faixa terapêutica: 100-200 ng/mL).

Alternativas

Substituir carbamazepina por oxcarbazepina (indutor mais fraco de CYP2C9) ou lamotrigina. Alternativamente, substituir glibenclamida por uma sulfonilureia não metabolizada por CYP2C9 (ex: glipizida, que é metabolizada por múltiplas vias) ou por insulina, que não sofre interação. Inibidores da DPP-4 como sitagliptina também são opções, mas podem ter interação própria com carbamazepina.

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; Estudo: 'Carbamazepine-glibenclamide interaction' (Diabetes Care, 1999); Relatos de caso de hiperglicemia grave

Perguntas Frequentes

Pode tomar Carbamazepina com Glibenclamida?

A combinação de Carbamazepina com Glibenclamida apresenta interação de gravidade grave. Redução acentuada dos níveis de glibenclamida, com perda de controle glicêmico e risco de hiperglicemia grave, cetoacidose e complicações crônicas do diabetes. A interação é imprevisível e pode variar conforme o genótipo CYP2C9 do paciente. Evitar a associação sempre que possível. Se inevitável, aumentar a dose de glibenclamida em 2-3 vezes (ex: de 5 mg para 10-15 mg/dia) sob monitorização rigorosa da glicemia. A dose deve ser titulada com incrementos de 2,5-5 mg a cada 1-2 semanas. Após descontinuação da carbamazepina, reduzir a dose de glibenclamida imediatamente em 50-70% para evitar hipoglicemia grave (o efeito indutor persiste por 2-4 semanas). Considerar internação para ajuste de dose em pacientes frágeis.

Carbamazepina e Glibenclamida interagem?

Sim, Carbamazepina e Glibenclamida possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve a carbamazepina é um potente indutor do cyp2c9, principal via de metabolismo da glibenclamida (responsável por >90% da depuração, convertendo-a a metabólitos inativos). a indução reduz a auc da glibenclamida em 50-70% e a meia-vida em 40-60%, com efeito máximo após 2-3 semanas. a glibenclamida tem índice terapêutico estreito, e a redução dos níveis pode levar a hiperglicemia grave e descompensação diabética.. A conduta recomendada é: evitar a associação sempre que possível. se inevitável, aumentar a dose de glibenclamida em 2-3 vezes (ex: de 5 mg para 10-15 mg/dia) sob monitorização rigorosa da glicemia. a dose deve ser titulada com incrementos de 2,5-5 mg a cada 1-2 semanas. após descontinuação da carbamazepina, reduzir a dose de glibenclamida imediatamente em 50-70% para evitar hipoglicemia grave (o efeito indutor persiste por 2-4 semanas). considerar internação para ajuste de dose em pacientes frágeis..

Qual o risco de Carbamazepina com Glibenclamida?

O risco da associação Carbamazepina + Glibenclamida é classificado como GRAVE. Redução acentuada dos níveis de glibenclamida, com perda de controle glicêmico e risco de hiperglicemia grave, cetoacidose e complicações crônicas do diabetes. A interação é imprevisível e pode variar conforme o genótipo CYP2C9 do paciente. Monitorar: monitorar glicemia capilar 4-6 vezes ao dia durante o ajuste de dose. dosar hba1c a cada 2-4 semanas. monitorar sinais de hiperglicemia (poliúria, polidipsia, perda de peso) e hipoglicemia (tremores, sudorese, confusão). considerar dosagem de glibenclamida plasmática se disponível (faixa terapêutica: 100-200 ng/ml)..

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Atualizado em junho/2026

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