Carbamazepina + Fentanil

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
Validada por motor farmacologico

O que acontece

Perda significativa da eficácia analgésica, podendo levar a crise de dor intensa. Em pacientes dependentes, pode precipitar síndrome de abstinência grave. Risco de subdosagem em procedimentos anestésicos.

Mecanismo

A carbamazepina é um potente indutor do CYP3A4, responsável por >90% do metabolismo do fentanil (N-desalquilação para norfentanil, inativo). A indução enzimática máxima ocorre após 2-4 semanas. Estudos em voluntários saudáveis e relatos de caso mostram redução da AUC do fentanil transdérmico em 50-70% e da meia-vida em 40-60%, resultando em falha terapêutica. Em formulações intravenosas, a depuração pode aumentar em 2-3 vezes. A interação é considerada grave devido ao estreito índice terapêutico do fentanil e ao risco de abstinência ou analgesia inadequada em situações críticas (ex.: dor oncológica, cuidados paliativos).

📋Conduta Clinica

Evitar a associação sempre que possível. Se inevitável, monitorar rigorosamente a analgesia e titular a dose de fentanil. Para fentanil transdérmico, pode ser necessário aumentar a dose em 50-100% ou reduzir o intervalo de troca do adesivo de 72h para 48h (sob supervisão médica). Para fentanil IV em infusão contínua, aumentar a taxa de infusão em 50-100% e titular conforme resposta. Ao descontinuar a carbamazepina, reduzir a dose de fentanil em 50% imediatamente e titular para baixo nos próximos 7-14 dias para evitar toxicidade (depressão respiratória grave).

🔍O que monitorar

Avaliar escala de dor a cada 2-4h em ambiente hospitalar ou a cada 24-48h em uso ambulatorial. Monitorar sinais de abstinência (escala COWS) a cada 8h. Verificar FR e SpO2 continuamente se em infusão IV, ou a cada 4h se transdérmico. Dosar nível sérico de fentanil se disponível (alvo terapêutico: 1-3 ng/mL para analgesia).

Alternativas

Substituir fentanil por opioides não metabolizados por CYP3A4, como morfina, hidromorfona ou metadona (embora metadona também tenha interação, mas por múltiplas vias, podendo ser manejada com ajuste). Se anticonvulsivante for necessário, considerar lamotrigina, levetiracetam ou ácido valproico (inibidor enzimático, requer ajuste oposto).

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; Lexicomp 2024; Micromedex 2024; Pain Med 2018;19(4):715-722

Perguntas Frequentes

Pode tomar Carbamazepina com Fentanil?

A combinação de Carbamazepina com Fentanil apresenta interação de gravidade grave. Perda significativa da eficácia analgésica, podendo levar a crise de dor intensa. Em pacientes dependentes, pode precipitar síndrome de abstinência grave. Risco de subdosagem em procedimentos anestésicos. Evitar a associação sempre que possível. Se inevitável, monitorar rigorosamente a analgesia e titular a dose de fentanil. Para fentanil transdérmico, pode ser necessário aumentar a dose em 50-100% ou reduzir o intervalo de troca do adesivo de 72h para 48h (sob supervisão médica). Para fentanil IV em infusão contínua, aumentar a taxa de infusão em 50-100% e titular conforme resposta. Ao descontinuar a carbamazepina, reduzir a dose de fentanil em 50% imediatamente e titular para baixo nos próximos 7-14 dias para evitar toxicidade (depressão respiratória grave).

Carbamazepina e Fentanil interagem?

Sim, Carbamazepina e Fentanil possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve a carbamazepina é um potente indutor do cyp3a4, responsável por >90% do metabolismo do fentanil (n-desalquilação para norfentanil, inativo). a indução enzimática máxima ocorre após 2-4 semanas. estudos em voluntários saudáveis e relatos de caso mostram redução da auc do fentanil transdérmico em 50-70% e da meia-vida em 40-60%, resultando em falha terapêutica. em formulações intravenosas, a depuração pode aumentar em 2-3 vezes. a interação é considerada grave devido ao estreito índice terapêutico do fentanil e ao risco de abstinência ou analgesia inadequada em situações críticas (ex.: dor oncológica, cuidados paliativos).. A conduta recomendada é: evitar a associação sempre que possível. se inevitável, monitorar rigorosamente a analgesia e titular a dose de fentanil. para fentanil transdérmico, pode ser necessário aumentar a dose em 50-100% ou reduzir o intervalo de troca do adesivo de 72h para 48h (sob supervisão médica). para fentanil iv em infusão contínua, aumentar a taxa de infusão em 50-100% e titular conforme resposta. ao descontinuar a carbamazepina, reduzir a dose de fentanil em 50% imediatamente e titular para baixo nos próximos 7-14 dias para evitar toxicidade (depressão respiratória grave)..

Qual o risco de Carbamazepina com Fentanil?

O risco da associação Carbamazepina + Fentanil é classificado como GRAVE. Perda significativa da eficácia analgésica, podendo levar a crise de dor intensa. Em pacientes dependentes, pode precipitar síndrome de abstinência grave. Risco de subdosagem em procedimentos anestésicos. Monitorar: avaliar escala de dor a cada 2-4h em ambiente hospitalar ou a cada 24-48h em uso ambulatorial. monitorar sinais de abstinência (escala cows) a cada 8h. verificar fr e spo2 continuamente se em infusão iv, ou a cada 4h se transdérmico. dosar nível sérico de fentanil se disponível (alvo terapêutico: 1-3 ng/ml para analgesia)..

Interações Relacionadas

Amiodarona + Tramadol

Amiodarona inibe CYP2D6 (Ki ~3-5 µM) e CYP3A4 (Ki ~10-15 µM), enzimas responsáveis pelo metabolismo do Tramadol (substrato da CYP2D6 para formação do metabólito ativo O-desmetiltramadol, e da CYP3A4 para N-desmetiltramadol). A inibição da CYP2D6 reduz a conversão para o metabólito ativo (efeito analgésico diminuído), enquanto a inibição da CYP3A4 aumenta os níveis de Tramadol inalterado, elevando o risco de efeitos adversos serotoninérgicos e convulsivos.

Moderada
Amiodarona + Codeína

Amiodarona é inibidor moderado da CYP2D6 (Ki ~3-5 µM), enzima responsável pela conversão da Codeína (pró-fármaco) em seu metabólito ativo, morfina. A inibição da CYP2D6 reduz significativamente a formação de morfina (em 50-80%), resultando em falha terapêutica (analgesia inadequada). Os níveis de Codeína inalterada podem aumentar levemente, mas sem efeito clínico relevante.

Moderada
Amiodarona + Morfina

Amiodarona é inibidor moderado da glicoproteína-P (P-gp) intestinal e renal (IC50 ~5-10 µM). A Morfina é substrato da P-gp, e sua eliminação biliar e renal depende parcialmente desse transportador. A inibição da P-gp pela Amiodarona reduz a excreção de Morfina, aumentando sua biodisponibilidade oral em 30-50% e reduzindo sua depuração, com aumento da AUC em 1,5-2 vezes. A Morfina tem índice terapêutico estreito.

Grave
Amiodarona + Oxicodona

Amiodarona inibe moderadamente CYP3A4 (redução de clearance ~40-60%, aumento AUC esperado 1,5-2x) e fracamente CYP2D6, enzimas responsáveis pelo metabolismo de oxicodona para noroxicodona (CYP3A4) e oximorfona (CYP2D6).

Moderada

Atualizado em junho/2026

Gerada por motor farmacologico com validacao por IA — Tier B

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