Carbamazepina + Duloxetina
⚠O que acontece
Redução substancial dos níveis de duloxetina, levando à perda de eficácia no tratamento da depressão, ansiedade ou dor neuropática. Risco de recaída dos sintomas.
⚙Mecanismo
Duloxetina é metabolizada principalmente por CYP1A2 e, em menor extensão, por CYP2D6. Carbamazepina é um indutor potente de CYP1A2 (além de CYP3A4, CYP2C9, CYP2C19). A indução de CYP1A2 pode reduzir a AUC da duloxetina em até 60-70%, conforme estudos com fumantes (indutores de CYP1A2). Relatos de caso mostram perda de eficácia analgésica e antidepressiva quando carbamazepina é adicionada. A interação é clinicamente significativa.
📋Conduta Clinica
Evitar a combinação sempre que possível. Se inevitável, aumentar a dose de duloxetina gradualmente: iniciar com 60 mg/dia e titular até 120 mg/dia (dose máxima) com base na resposta, em incrementos de 30 mg a cada 2-4 semanas. Se a carbamazepina for descontinuada, reduzir a duloxetina para 60 mg/dia ou menos para evitar toxicidade hepática e síndrome serotoninérgica.
🔍O que monitorar
Monitorar resposta clínica (escalas de depressão/dor) a cada 2-4 semanas. Monitorar transaminases hepáticas (TGO/TGP) antes e durante o tratamento, especialmente com doses altas. Níveis séricos não são rotina.
↺Alternativas
Venlafaxina ou mirtazapina podem ser menos afetadas. Para dor neuropática, gabapentina ou pregabalina são alternativas não metabolizadas por CYP. Trocar carbamazepina por oxcarbazepina ou lamotrigina.
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; Drug Metab Dispos 2003;31:289-93; bula duloxetina.
Perguntas Frequentes
Pode tomar Carbamazepina com Duloxetina?
A combinação de Carbamazepina com Duloxetina apresenta interação de gravidade moderada. Redução substancial dos níveis de duloxetina, levando à perda de eficácia no tratamento da depressão, ansiedade ou dor neuropática. Risco de recaída dos sintomas. Evitar a combinação sempre que possível. Se inevitável, aumentar a dose de duloxetina gradualmente: iniciar com 60 mg/dia e titular até 120 mg/dia (dose máxima) com base na resposta, em incrementos de 30 mg a cada 2-4 semanas. Se a carbamazepina for descontinuada, reduzir a duloxetina para 60 mg/dia ou menos para evitar toxicidade hepática e síndrome serotoninérgica.
Carbamazepina e Duloxetina interagem?
Sim, Carbamazepina e Duloxetina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve duloxetina é metabolizada principalmente por cyp1a2 e, em menor extensão, por cyp2d6. carbamazepina é um indutor potente de cyp1a2 (além de cyp3a4, cyp2c9, cyp2c19). a indução de cyp1a2 pode reduzir a auc da duloxetina em até 60-70%, conforme estudos com fumantes (indutores de cyp1a2). relatos de caso mostram perda de eficácia analgésica e antidepressiva quando carbamazepina é adicionada. a interação é clinicamente significativa.. A conduta recomendada é: evitar a combinação sempre que possível. se inevitável, aumentar a dose de duloxetina gradualmente: iniciar com 60 mg/dia e titular até 120 mg/dia (dose máxima) com base na resposta, em incrementos de 30 mg a cada 2-4 semanas. se a carbamazepina for descontinuada, reduzir a duloxetina para 60 mg/dia ou menos para evitar toxicidade hepática e síndrome serotoninérgica..
Qual o risco de Carbamazepina com Duloxetina?
O risco da associação Carbamazepina + Duloxetina é classificado como MODERADA. Redução substancial dos níveis de duloxetina, levando à perda de eficácia no tratamento da depressão, ansiedade ou dor neuropática. Risco de recaída dos sintomas. Monitorar: monitorar resposta clínica (escalas de depressão/dor) a cada 2-4 semanas. monitorar transaminases hepáticas (tgo/tgp) antes e durante o tratamento, especialmente com doses altas. níveis séricos não são rotina..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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