Carbamazepina + Colchicina
⚠O que acontece
Redução significativa nos níveis plasmáticos de Colchicina (AUC reduzida em 50-70%), resultando em perda de eficácia no tratamento de gota ou febre familiar do Mediterrâneo. Risco alto devido ao índice terapêutico estreito e à gravidade das crises.
⚙Mecanismo
Carbamazepina é um potente indutor do CYP3A4, principal via de metabolismo da Colchicina (>80% metabolizado por CYP3A4). A indução enzimática reduz significativamente a exposição à Colchicina. Estudos com rifampicina mostram redução da AUC da Colchicina em aproximadamente 50-70%. Com carbamazepina, espera-se redução similar, levando a níveis subterapêuticos e perda de eficácia. Além disso, a Colchicina é substrato da glicoproteína-P (P-gp), que também é induzida pela carbamazepina, contribuindo para a redução dos níveis.
📋Conduta Clinica
Evitar a associação sempre que possível. Se o uso concomitante for inevitável, aumentar a dose de Colchicina em 2-3 vezes (por exemplo, de 0,5 mg/dia para 1,0-1,5 mg/dia) sob monitoramento rigoroso. Preferir alternativa à carbamazepina que não induza CYP3A4/P-gp (ex.: levetiracetam, gabapentina, lamotrigina). Se a carbamazepina for descontinuada, reduzir gradualmente a dose de Colchicina ao longo de 1-2 semanas para evitar toxicidade (mielossupressão, miopatia).
🔍O que monitorar
Monitorar resposta clínica (frequência e gravidade das crises de gota), hemograma completo (mielossupressão), função renal e hepática, e sinais de toxicidade (miopatia, neuropatia). Ajustar dose conforme necessário.
↺Alternativas
Substituir carbamazepina por anticonvulsivante não indutor enzimático (levetiracetam, gabapentina, lamotrigina, ácido valproico). Se necessário ajuste da Colchicina, considerar AINEs ou corticosteroides para crises agudas de gota, ou probenecida para profilaxia.
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; FDA Colchicine Label; Arthritis Rheum. 2012;64(10):3273-8.
Perguntas Frequentes
Pode tomar Carbamazepina com Colchicina?
A combinação de Carbamazepina com Colchicina apresenta interação de gravidade grave. Redução significativa nos níveis plasmáticos de Colchicina (AUC reduzida em 50-70%), resultando em perda de eficácia no tratamento de gota ou febre familiar do Mediterrâneo. Risco alto devido ao índice terapêutico estreito e à gravidade das crises. Evitar a associação sempre que possível. Se o uso concomitante for inevitável, aumentar a dose de Colchicina em 2-3 vezes (por exemplo, de 0,5 mg/dia para 1,0-1,5 mg/dia) sob monitoramento rigoroso. Preferir alternativa à carbamazepina que não induza CYP3A4/P-gp (ex.: levetiracetam, gabapentina, lamotrigina). Se a carbamazepina for descontinuada, reduzir gradualmente a dose de Colchicina ao longo de 1-2 semanas para evitar toxicidade (mielossupressão, miopatia).
Carbamazepina e Colchicina interagem?
Sim, Carbamazepina e Colchicina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve carbamazepina é um potente indutor do cyp3a4, principal via de metabolismo da colchicina (>80% metabolizado por cyp3a4). a indução enzimática reduz significativamente a exposição à colchicina. estudos com rifampicina mostram redução da auc da colchicina em aproximadamente 50-70%. com carbamazepina, espera-se redução similar, levando a níveis subterapêuticos e perda de eficácia. além disso, a colchicina é substrato da glicoproteína-p (p-gp), que também é induzida pela carbamazepina, contribuindo para a redução dos níveis.. A conduta recomendada é: evitar a associação sempre que possível. se o uso concomitante for inevitável, aumentar a dose de colchicina em 2-3 vezes (por exemplo, de 0,5 mg/dia para 1,0-1,5 mg/dia) sob monitoramento rigoroso. preferir alternativa à carbamazepina que não induza cyp3a4/p-gp (ex.: levetiracetam, gabapentina, lamotrigina). se a carbamazepina for descontinuada, reduzir gradualmente a dose de colchicina ao longo de 1-2 semanas para evitar toxicidade (mielossupressão, miopatia)..
Qual o risco de Carbamazepina com Colchicina?
O risco da associação Carbamazepina + Colchicina é classificado como GRAVE. Redução significativa nos níveis plasmáticos de Colchicina (AUC reduzida em 50-70%), resultando em perda de eficácia no tratamento de gota ou febre familiar do Mediterrâneo. Risco alto devido ao índice terapêutico estreito e à gravidade das crises. Monitorar: monitorar resposta clínica (frequência e gravidade das crises de gota), hemograma completo (mielossupressão), função renal e hepática, e sinais de toxicidade (miopatia, neuropatia). ajustar dose conforme necessário..
Interações Relacionadas
Amiodarona inibe CYP3A4 e P-gp. Colchicina é substrato duplo com índice terapêutico estreito. Aumento de exposição plasmática de 2-3×.
Efeito aditivo no prolongamento do intervalo QT. Ambos são inibidores dos canais hERG (IKr). A amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4, mas a hidroxicloroquina não é substrato relevante dessas enzimas (metabolismo por CYP2C8, 3A4/5 em menor grau). O mecanismo é predominantemente farmacodinâmico, com risco aumentado em pacientes com insuficiência renal (acúmulo de hidroxicloroquina).
Verapamil é inibidor potente do CYP3A4 e da P-gp. A Colchicina é substrato de ambos, com índice terapêutico extremamente estreito. A inibição dupla pode elevar os níveis de Colchicina em 2-4 vezes, com risco de toxicidade fatal.
Verapamil inibe a P-gp intestinal e renal, reduzindo a eliminação da Colchicina. A Colchicina tem índice terapêutico estreito e a inibição da P-gp pode aumentar sua exposição em 50-100%, com risco de acúmulo e toxicidade.
Atualizado em junho/2026
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