Carbamazepina + Clomipramina

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
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O que acontece

Redução dos níveis plasmáticos de clomipramina em 50-70%, levando à perda de eficácia terapêutica. Risco de recaída de depressão maior, ideação suicida ou descompensação de transtorno obsessivo-compulsivo.

Mecanismo

Carbamazepina é um potente indutor enzimático. Induz CYP1A2 (principal via da clomipramina para desmetilclomipramina) e CYP2C19 (hidroxilação). A indução do CYP1A2 pode aumentar o clearance da clomipramina em 2 a 3 vezes, reduzindo significativamente os níveis plasmáticos. A clomipramina tem índice terapêutico estreito, e a falha na manutenção de níveis adequados pode precipitar recaída de depressão grave ou TOC.

📋Conduta Clinica

Evitar a associação sempre que possível. Se o uso concomitante for inevitável, monitorar níveis séricos de clomipramina (alvo: 100-250 ng/mL para clomipramina + desmetilclomipramina). A dose de clomipramina pode necessitar ser aumentada em 2 a 3 vezes, com ajuste gradual a cada 2 semanas baseado nos níveis e resposta clínica. Na descontinuação da carbamazepina, reduzir a clomipramina proporcionalmente para evitar toxicidade.

🔍O que monitorar

Níveis séricos de clomipramina e desmetilclomipramina antes e 2 semanas após cada ajuste de dose. ECG basal e seriado para QTc (risco com níveis elevados). Escalas de avaliação clínica (HAM-D, Y-BOCS) a cada 4 semanas.

Alternativas

Substituir carbamazepina por um estabilizador de humor não indutor (ex: lítio, lamotrigina, valproato) ou antipsicótico atípico. Se a carbamazepina for essencial, considerar trocar clomipramina por um ISRS (sertralina, escitalopram) que não seja extensamente metabolizado por CYP1A2.

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; Lexicomp 2024

Perguntas Frequentes

Pode tomar Carbamazepina com Clomipramina?

A combinação de Carbamazepina com Clomipramina apresenta interação de gravidade grave. Redução dos níveis plasmáticos de clomipramina em 50-70%, levando à perda de eficácia terapêutica. Risco de recaída de depressão maior, ideação suicida ou descompensação de transtorno obsessivo-compulsivo. Evitar a associação sempre que possível. Se o uso concomitante for inevitável, monitorar níveis séricos de clomipramina (alvo: 100-250 ng/mL para clomipramina + desmetilclomipramina). A dose de clomipramina pode necessitar ser aumentada em 2 a 3 vezes, com ajuste gradual a cada 2 semanas baseado nos níveis e resposta clínica. Na descontinuação da carbamazepina, reduzir a clomipramina proporcionalmente para evitar toxicidade.

Carbamazepina e Clomipramina interagem?

Sim, Carbamazepina e Clomipramina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve carbamazepina é um potente indutor enzimático. induz cyp1a2 (principal via da clomipramina para desmetilclomipramina) e cyp2c19 (hidroxilação). a indução do cyp1a2 pode aumentar o clearance da clomipramina em 2 a 3 vezes, reduzindo significativamente os níveis plasmáticos. a clomipramina tem índice terapêutico estreito, e a falha na manutenção de níveis adequados pode precipitar recaída de depressão grave ou toc.. A conduta recomendada é: evitar a associação sempre que possível. se o uso concomitante for inevitável, monitorar níveis séricos de clomipramina (alvo: 100-250 ng/ml para clomipramina + desmetilclomipramina). a dose de clomipramina pode necessitar ser aumentada em 2 a 3 vezes, com ajuste gradual a cada 2 semanas baseado nos níveis e resposta clínica. na descontinuação da carbamazepina, reduzir a clomipramina proporcionalmente para evitar toxicidade..

Qual o risco de Carbamazepina com Clomipramina?

O risco da associação Carbamazepina + Clomipramina é classificado como GRAVE. Redução dos níveis plasmáticos de clomipramina em 50-70%, levando à perda de eficácia terapêutica. Risco de recaída de depressão maior, ideação suicida ou descompensação de transtorno obsessivo-compulsivo. Monitorar: níveis séricos de clomipramina e desmetilclomipramina antes e 2 semanas após cada ajuste de dose. ecg basal e seriado para qtc (risco com níveis elevados). escalas de avaliação clínica (ham-d, y-bocs) a cada 4 semanas..

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Atualizado em junho/2026

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