Carbamazepina + Bupropiona
⚠O que acontece
Redução dos níveis plasmáticos de bupropiona e hidroxibupropiona, podendo resultar em perda de eficácia antidepressiva ou na cessação do tabagismo. A magnitude da redução pode ser suficiente para anular o efeito terapêutico.
⚙Mecanismo
Carbamazepina é um indutor potente do CYP2B6, a principal enzima responsável pela metabolização da bupropiona em seu metabólito ativo hidroxibupropiona. A indução pode aumentar o clearance da bupropiona em 50-100%, reduzindo significativamente sua meia-vida e exposição sistêmica.
📋Conduta Clinica
Monitorar a resposta clínica de perto. Se houver perda de eficácia, aumentar a dose de bupropiona em incrementos de 75-150 mg/dia a cada 2 semanas, sem exceder 450 mg/dia (formulação de liberação imediata) ou 522 mg/dia (liberação prolongada). Na retirada da carbamazepina, reduzir a bupropiona para a dose anterior para evitar toxicidade (convulsões).
🔍O que monitorar
Avaliação da resposta antidepressiva (PHQ-9) ou abstinência tabágica a cada 4 semanas. Monitorar efeitos adversos dose-dependentes: insônia, agitação, risco de convulsões (especialmente se dose >450 mg/dia).
↺Alternativas
Considerar substituir a carbamazepina por oxcarbazepina (indutor mais fraco do CYP2B6) ou outro estabilizador não indutor. Alternativamente, trocar a bupropiona por um ISRS ou terapia de reposição de nicotina.
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; Lexicomp 2024
Perguntas Frequentes
Pode tomar Carbamazepina com Bupropiona?
A combinação de Carbamazepina com Bupropiona apresenta interação de gravidade moderada. Redução dos níveis plasmáticos de bupropiona e hidroxibupropiona, podendo resultar em perda de eficácia antidepressiva ou na cessação do tabagismo. A magnitude da redução pode ser suficiente para anular o efeito terapêutico. Monitorar a resposta clínica de perto. Se houver perda de eficácia, aumentar a dose de bupropiona em incrementos de 75-150 mg/dia a cada 2 semanas, sem exceder 450 mg/dia (formulação de liberação imediata) ou 522 mg/dia (liberação prolongada). Na retirada da carbamazepina, reduzir a bupropiona para a dose anterior para evitar toxicidade (convulsões).
Carbamazepina e Bupropiona interagem?
Sim, Carbamazepina e Bupropiona possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve carbamazepina é um indutor potente do cyp2b6, a principal enzima responsável pela metabolização da bupropiona em seu metabólito ativo hidroxibupropiona. a indução pode aumentar o clearance da bupropiona em 50-100%, reduzindo significativamente sua meia-vida e exposição sistêmica.. A conduta recomendada é: monitorar a resposta clínica de perto. se houver perda de eficácia, aumentar a dose de bupropiona em incrementos de 75-150 mg/dia a cada 2 semanas, sem exceder 450 mg/dia (formulação de liberação imediata) ou 522 mg/dia (liberação prolongada). na retirada da carbamazepina, reduzir a bupropiona para a dose anterior para evitar toxicidade (convulsões)..
Qual o risco de Carbamazepina com Bupropiona?
O risco da associação Carbamazepina + Bupropiona é classificado como MODERADA. Redução dos níveis plasmáticos de bupropiona e hidroxibupropiona, podendo resultar em perda de eficácia antidepressiva ou na cessação do tabagismo. A magnitude da redução pode ser suficiente para anular o efeito terapêutico. Monitorar: avaliação da resposta antidepressiva (phq-9) ou abstinência tabágica a cada 4 semanas. monitorar efeitos adversos dose-dependentes: insônia, agitação, risco de convulsões (especialmente se dose >450 mg/dia)..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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