Carbamazepina + Amitriptilina
⚠O que acontece
Redução drástica dos níveis de amitriptilina e nortriptilina, resultando em perda de eficácia no tratamento da depressão, dor neuropática ou enxaqueca. Risco de recaída grave. Se a carbamazepina for suspensa sem redução da amitriptilina, há risco de toxicidade (arritmias, convulsões, delirium anticolinérgico).
⚙Mecanismo
Amitriptilina é metabolizada por CYP2C19 (desmetilação para nortriptilina, ativo) e CYP1A2 (hidroxilação), além de CYP2D6 e CYP3A4 em menor grau. Carbamazepina é um indutor potente de CYP2C19 e CYP1A2, podendo reduzir os níveis plasmáticos de amitriptilina e nortriptilina em 50-70%. Estudos clínicos e relatos de caso mostram que doses de amitriptilina precisam ser dobradas ou triplicadas para manter efeito terapêutico. A amitriptilina tem índice terapêutico estreito, e a falha em ajustar a dose pode levar à perda de eficácia antidepressiva ou analgésica. Além disso, a carbamazepina pode induzir seu próprio metabolismo, complicando o manejo.
📋Conduta Clinica
Evitar a combinação sempre que possível. Se for absolutamente necessário, monitorar níveis séricos de amitriptilina + nortriptilina (faixa terapêutica: 100-250 ng/mL). A dose de amitriptilina pode precisar ser aumentada em 2-3 vezes (ex.: de 75 mg/dia para 150-225 mg/dia) sob monitoramento rigoroso. Iniciar com 25-50 mg/dia e titular lentamente (aumentos de 25 mg a cada 1-2 semanas) até resposta ou nível sérico alvo. Se a carbamazepina for descontinuada, reduzir imediatamente a amitriptilina em 50-75% e reajustar com base em novos níveis séricos.
🔍O que monitorar
Nível sérico de amitriptilina + nortriptilina antes de iniciar carbamazepina, 2-4 semanas após início e sempre que houver ajuste de dose. ECG basal e periódico (QTc, QRS) devido ao risco de cardiotoxicidade. Monitorar resposta clínica (escalas de depressão/dor) e efeitos anticolinérgicos (boca seca, constipação, retenção urinária, confusão).
↺Alternativas
Alternativas à amitriptilina: ISRS (sertralina, citalopram) para depressão; gabapentina ou pregabalina para dor neuropática. Alternativas à carbamazepina: oxcarbazepina (indutor mais fraco), lamotrigina ou valproato.
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; Clin Pharmacol Ther 1985;37:401-7; J Clin Psychopharmacol 1997;17:284-9; bula amitriptilina.
Perguntas Frequentes
Pode tomar Carbamazepina com Amitriptilina?
A combinação de Carbamazepina com Amitriptilina apresenta interação de gravidade grave. Redução drástica dos níveis de amitriptilina e nortriptilina, resultando em perda de eficácia no tratamento da depressão, dor neuropática ou enxaqueca. Risco de recaída grave. Se a carbamazepina for suspensa sem redução da amitriptilina, há risco de toxicidade (arritmias, convulsões, delirium anticolinérgico). Evitar a combinação sempre que possível. Se for absolutamente necessário, monitorar níveis séricos de amitriptilina + nortriptilina (faixa terapêutica: 100-250 ng/mL). A dose de amitriptilina pode precisar ser aumentada em 2-3 vezes (ex.: de 75 mg/dia para 150-225 mg/dia) sob monitoramento rigoroso. Iniciar com 25-50 mg/dia e titular lentamente (aumentos de 25 mg a cada 1-2 semanas) até resposta ou nível sérico alvo. Se a carbamazepina for descontinuada, reduzir imediatamente a amitriptilina em 50-75% e reajustar com base em novos níveis séricos.
Carbamazepina e Amitriptilina interagem?
Sim, Carbamazepina e Amitriptilina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve amitriptilina é metabolizada por cyp2c19 (desmetilação para nortriptilina, ativo) e cyp1a2 (hidroxilação), além de cyp2d6 e cyp3a4 em menor grau. carbamazepina é um indutor potente de cyp2c19 e cyp1a2, podendo reduzir os níveis plasmáticos de amitriptilina e nortriptilina em 50-70%. estudos clínicos e relatos de caso mostram que doses de amitriptilina precisam ser dobradas ou triplicadas para manter efeito terapêutico. a amitriptilina tem índice terapêutico estreito, e a falha em ajustar a dose pode levar à perda de eficácia antidepressiva ou analgésica. além disso, a carbamazepina pode induzir seu próprio metabolismo, complicando o manejo.. A conduta recomendada é: evitar a combinação sempre que possível. se for absolutamente necessário, monitorar níveis séricos de amitriptilina + nortriptilina (faixa terapêutica: 100-250 ng/ml). a dose de amitriptilina pode precisar ser aumentada em 2-3 vezes (ex.: de 75 mg/dia para 150-225 mg/dia) sob monitoramento rigoroso. iniciar com 25-50 mg/dia e titular lentamente (aumentos de 25 mg a cada 1-2 semanas) até resposta ou nível sérico alvo. se a carbamazepina for descontinuada, reduzir imediatamente a amitriptilina em 50-75% e reajustar com base em novos níveis séricos..
Qual o risco de Carbamazepina com Amitriptilina?
O risco da associação Carbamazepina + Amitriptilina é classificado como GRAVE. Redução drástica dos níveis de amitriptilina e nortriptilina, resultando em perda de eficácia no tratamento da depressão, dor neuropática ou enxaqueca. Risco de recaída grave. Se a carbamazepina for suspensa sem redução da amitriptilina, há risco de toxicidade (arritmias, convulsões, delirium anticolinérgico). Monitorar: nível sérico de amitriptilina + nortriptilina antes de iniciar carbamazepina, 2-4 semanas após início e sempre que houver ajuste de dose. ecg basal e periódico (qtc, qrs) devido ao risco de cardiotoxicidade. monitorar resposta clínica (escalas de depressão/dor) e efeitos anticolinérgicos (boca seca, constipação, retenção urinária, confusão)..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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