Bupropiona + Venlafaxina
⚠O que acontece
Elevação de venlafaxina com risco aumentado de hipertensão, taquicardia, insônia e possível prolongamento QTc em doses altas.
⚙Mecanismo
Bupropiona inibe CYP2D6 (Ki ≈ 21 μM). Venlafaxina é substrato majoritário de CYP2D6 (conversão para O-desmetilvenlafaxina). Aumento de AUC de venlafaxina em 2-3 vezes.
📋Conduta Clinica
Reduzir venlafaxina em 25-50% (ex.: de 75 mg para 37,5-50 mg/dia). Manter bupropiona 150 mg/dia. Reavaliar após 2 semanas.
🔍O que monitorar
PA, FC e sintomas de ativação semanal. ECG apenas se sintomas cardíacos ou dose >225 mg/dia.
↺Alternativas
Trocar por sertralina ou usar desvenlafaxina (menos dependente de 2D6).
📚Referências
Flockhart; estudos PK FDA; Micromedex 2024
Perguntas Frequentes
Pode tomar Bupropiona com Venlafaxina?
A combinação de Bupropiona com Venlafaxina apresenta interação de gravidade moderada. Elevação de venlafaxina com risco aumentado de hipertensão, taquicardia, insônia e possível prolongamento QTc em doses altas. Reduzir venlafaxina em 25-50% (ex.: de 75 mg para 37,5-50 mg/dia). Manter bupropiona 150 mg/dia. Reavaliar após 2 semanas.
Bupropiona e Venlafaxina interagem?
Sim, Bupropiona e Venlafaxina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve bupropiona inibe cyp2d6 (ki ≈ 21 μm). venlafaxina é substrato majoritário de cyp2d6 (conversão para o-desmetilvenlafaxina). aumento de auc de venlafaxina em 2-3 vezes.. A conduta recomendada é: reduzir venlafaxina em 25-50% (ex.: de 75 mg para 37,5-50 mg/dia). manter bupropiona 150 mg/dia. reavaliar após 2 semanas..
Qual o risco de Bupropiona com Venlafaxina?
O risco da associação Bupropiona + Venlafaxina é classificado como MODERADA. Elevação de venlafaxina com risco aumentado de hipertensão, taquicardia, insônia e possível prolongamento QTc em doses altas. Monitorar: pa, fc e sintomas de ativação semanal. ecg apenas se sintomas cardíacos ou dose >225 mg/dia..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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