Bupropiona + Paroxetina
⚠O que acontece
Elevação de níveis de paroxetina com maior risco de efeitos adversos dose-dependentes (náuseas, sedação, disfunção sexual, ansiedade) e potencial síndrome serotoninérgica.
⚙Mecanismo
Bupropiona inibe moderadamente CYP2D6 (Ki ≈ 21 μM). Paroxetina é substrato majoritário de CYP2D6 (>60% do metabolismo). Inibição competitiva aumenta exposição plasmática de paroxetina.
📋Conduta Clinica
Manter doses usuais de bupropiona (150-300 mg/dia). Reduzir paroxetina em 25-50% (ex.: de 20 mg para 10-15 mg/dia) se efeitos adversos. Reavaliar em 7-14 dias.
🔍O que monitorar
Sinais de toxicidade ISRS (tremor, hiperreflexia, agitação) semanal nas primeiras 4 semanas. Não requer ECG de rotina.
↺Alternativas
Trocar bupropiona por sertralina ou escitaloprama (menor inibição de 2D6).
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; estudos PK de interação
Perguntas Frequentes
Pode tomar Bupropiona com Paroxetina?
A combinação de Bupropiona com Paroxetina apresenta interação de gravidade moderada. Elevação de níveis de paroxetina com maior risco de efeitos adversos dose-dependentes (náuseas, sedação, disfunção sexual, ansiedade) e potencial síndrome serotoninérgica. Manter doses usuais de bupropiona (150-300 mg/dia). Reduzir paroxetina em 25-50% (ex.: de 20 mg para 10-15 mg/dia) se efeitos adversos. Reavaliar em 7-14 dias.
Bupropiona e Paroxetina interagem?
Sim, Bupropiona e Paroxetina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve bupropiona inibe moderadamente cyp2d6 (ki ≈ 21 μm). paroxetina é substrato majoritário de cyp2d6 (>60% do metabolismo). inibição competitiva aumenta exposição plasmática de paroxetina.. A conduta recomendada é: manter doses usuais de bupropiona (150-300 mg/dia). reduzir paroxetina em 25-50% (ex.: de 20 mg para 10-15 mg/dia) se efeitos adversos. reavaliar em 7-14 dias..
Qual o risco de Bupropiona com Paroxetina?
O risco da associação Bupropiona + Paroxetina é classificado como MODERADA. Elevação de níveis de paroxetina com maior risco de efeitos adversos dose-dependentes (náuseas, sedação, disfunção sexual, ansiedade) e potencial síndrome serotoninérgica. Monitorar: sinais de toxicidade isrs (tremor, hiperreflexia, agitação) semanal nas primeiras 4 semanas. não requer ecg de rotina..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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