Bupropiona + Metadona

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
Validada por motor farmacologico

O que acontece

Aumento do risco de prolongamento do intervalo QTc e torsades de pointes. Potencialização de efeitos adversos da metadona como sedação, depressão respiratória e constipação.

Mecanismo

Metadona é metabolizada principalmente pela CYP2B6 e CYP3A4, com contribuição menor da CYP2D6. Bupropiona inibe a CYP2D6 (Ki ~1.7 μM), mas seu efeito sobre os níveis de metadona é modesto (aumento de 10-20%). No entanto, ambos os fármacos prolongam o intervalo QTc por mecanismos aditivos: metadona bloqueia canais hERG, e bupropiona pode ter efeito indireto via inibição da recaptação de catecolaminas. O risco de torsades de pointes é aumentado, especialmente em doses altas ou com outros fatores de risco.

📋Conduta Clinica

Evitar associação se possível. Se indispensável, realizar ECG basal e semanal no primeiro mês. Manter QTc < 470 ms (homens) ou < 480 ms (mulheres). Se QTc > 500 ms ou aumento > 60 ms do basal, suspender um dos fármacos. Considerar reduzir dose da metadona em 10-20% e titular conforme resposta e QTc.

🔍O que monitorar

ECG com QTc basal, semanal por 4 semanas, depois mensal. Nível sérico de metadona se disponível (alvo: 400-600 ng/mL para manutenção; > 1000 ng/mL risco aumentado). Monitorar sedação e frequência respiratória.

Alternativas

Considerar buprenorfina para tratamento de dependência de opioides (menor risco de QTc) ou analgésicos alternativos para dor crônica (morfina, oxicodona, fentanil).

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; estudos de interação entre inibidores da CYP2D6 e metadona; diretrizes de monitoramento de QTc com metadona

Perguntas Frequentes

Pode tomar Bupropiona com Metadona?

A combinação de Bupropiona com Metadona apresenta interação de gravidade grave. Aumento do risco de prolongamento do intervalo QTc e torsades de pointes. Potencialização de efeitos adversos da metadona como sedação, depressão respiratória e constipação. Evitar associação se possível. Se indispensável, realizar ECG basal e semanal no primeiro mês. Manter QTc < 470 ms (homens) ou < 480 ms (mulheres). Se QTc > 500 ms ou aumento > 60 ms do basal, suspender um dos fármacos. Considerar reduzir dose da metadona em 10-20% e titular conforme resposta e QTc.

Bupropiona e Metadona interagem?

Sim, Bupropiona e Metadona possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve metadona é metabolizada principalmente pela cyp2b6 e cyp3a4, com contribuição menor da cyp2d6. bupropiona inibe a cyp2d6 (ki ~1.7 μm), mas seu efeito sobre os níveis de metadona é modesto (aumento de 10-20%). no entanto, ambos os fármacos prolongam o intervalo qtc por mecanismos aditivos: metadona bloqueia canais herg, e bupropiona pode ter efeito indireto via inibição da recaptação de catecolaminas. o risco de torsades de pointes é aumentado, especialmente em doses altas ou com outros fatores de risco.. A conduta recomendada é: evitar associação se possível. se indispensável, realizar ecg basal e semanal no primeiro mês. manter qtc < 470 ms (homens) ou < 480 ms (mulheres). se qtc > 500 ms ou aumento > 60 ms do basal, suspender um dos fármacos. considerar reduzir dose da metadona em 10-20% e titular conforme resposta e qtc..

Qual o risco de Bupropiona com Metadona?

O risco da associação Bupropiona + Metadona é classificado como GRAVE. Aumento do risco de prolongamento do intervalo QTc e torsades de pointes. Potencialização de efeitos adversos da metadona como sedação, depressão respiratória e constipação. Monitorar: ecg com qtc basal, semanal por 4 semanas, depois mensal. nível sérico de metadona se disponível (alvo: 400-600 ng/ml para manutenção; > 1000 ng/ml risco aumentado). monitorar sedação e frequência respiratória..

Interações Relacionadas

Amiodarona + Tramadol

Amiodarona inibe CYP2D6 (Ki ~3-5 µM) e CYP3A4 (Ki ~10-15 µM), enzimas responsáveis pelo metabolismo do Tramadol (substrato da CYP2D6 para formação do metabólito ativo O-desmetiltramadol, e da CYP3A4 para N-desmetiltramadol). A inibição da CYP2D6 reduz a conversão para o metabólito ativo (efeito analgésico diminuído), enquanto a inibição da CYP3A4 aumenta os níveis de Tramadol inalterado, elevando o risco de efeitos adversos serotoninérgicos e convulsivos.

Moderada
Amiodarona + Codeína

Amiodarona é inibidor moderado da CYP2D6 (Ki ~3-5 µM), enzima responsável pela conversão da Codeína (pró-fármaco) em seu metabólito ativo, morfina. A inibição da CYP2D6 reduz significativamente a formação de morfina (em 50-80%), resultando em falha terapêutica (analgesia inadequada). Os níveis de Codeína inalterada podem aumentar levemente, mas sem efeito clínico relevante.

Moderada
Amiodarona + Morfina

Amiodarona é inibidor moderado da glicoproteína-P (P-gp) intestinal e renal (IC50 ~5-10 µM). A Morfina é substrato da P-gp, e sua eliminação biliar e renal depende parcialmente desse transportador. A inibição da P-gp pela Amiodarona reduz a excreção de Morfina, aumentando sua biodisponibilidade oral em 30-50% e reduzindo sua depuração, com aumento da AUC em 1,5-2 vezes. A Morfina tem índice terapêutico estreito.

Grave
Amiodarona + Oxicodona

Amiodarona inibe moderadamente CYP3A4 (redução de clearance ~40-60%, aumento AUC esperado 1,5-2x) e fracamente CYP2D6, enzimas responsáveis pelo metabolismo de oxicodona para noroxicodona (CYP3A4) e oximorfona (CYP2D6).

Moderada

Atualizado em junho/2026

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