Aripiprazol + Trazodona
⚠O que acontece
Sedação excessiva, sonolência diurna, comprometimento cognitivo, risco de quedas (especialmente em idosos), hipotensão ortostática, tontura.
⚙Mecanismo
Depressão sinérgica do SNC por mecanismos complementares. Aripiprazol: sedação leve por antagonismo H1 e alfa-1. Trazodona: antagonista 5-HT2A e inibidor da recaptação de serotonina, com potente antagonismo H1 e alfa-1 em doses baixas (25-100 mg), causando sedação significativa. Em doses antidepressivas (150-300 mg), o efeito sedativo pode ser menos proeminente devido à ativação de outros receptores. A combinação potencializa sedação e hipotensão ortostática. Magnitude do efeito: sedação aditiva, com risco de sonolência diurna em 20-30% dos pacientes.
📋Conduta Clinica
1) Iniciar com doses baixas: aripiprazol 2-5 mg/dia, trazodona 25-50 mg à noite (se usada como hipnótico) ou 50-100 mg/dia dividido (se antidepressivo); 2) Administrar a maior parte da dose de trazodona à noite; 3) Alertar o paciente sobre risco de sedação e evitar dirigir/operar máquinas; 4) Evitar outros depressores do SNC; 5) Em idosos, usar doses mínimas e monitorar risco de quedas e hipotensão.
🔍O que monitorar
Avaliar nível de consciência e sedação (escala de Ramsay) no início e após ajustes. Monitorar PA e FC (ortostática) na linha de base e a cada consulta. Avaliar risco de quedas (teste Timed Up and Go) em idosos. Se sedação excessiva, reduzir dose de trazodona ou considerar troca.
↺Alternativas
Substituir trazodona por outro hipnótico/antidepressivo menos sedativo: melatonina, ramelteon (para insônia) ou ISRS (sertralina, escitalopram) para depressão. Para aripiprazol: considerar antipsicótico menos sedativo como lurasidona.
📚Referências
FDA CNS Depression Alert; UpToDate 2024; Micromedex 2024; Stahl SM. Stahl's Essential Psychopharmacology. 4th ed. 2013.
Perguntas Frequentes
Pode tomar Aripiprazol com Trazodona?
A combinação de Aripiprazol com Trazodona apresenta interação de gravidade moderada. Sedação excessiva, sonolência diurna, comprometimento cognitivo, risco de quedas (especialmente em idosos), hipotensão ortostática, tontura. 1) Iniciar com doses baixas: aripiprazol 2-5 mg/dia, trazodona 25-50 mg à noite (se usada como hipnótico) ou 50-100 mg/dia dividido (se antidepressivo); 2) Administrar a maior parte da dose de trazodona à noite; 3) Alertar o paciente sobre risco de sedação e evitar dirigir/operar máquinas; 4) Evitar outros depressores do SNC; 5) Em idosos, usar doses mínimas e monitorar risco de quedas e hipotensão.
Aripiprazol e Trazodona interagem?
Sim, Aripiprazol e Trazodona possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve depressão sinérgica do snc por mecanismos complementares. aripiprazol: sedação leve por antagonismo h1 e alfa-1. trazodona: antagonista 5-ht2a e inibidor da recaptação de serotonina, com potente antagonismo h1 e alfa-1 em doses baixas (25-100 mg), causando sedação significativa. em doses antidepressivas (150-300 mg), o efeito sedativo pode ser menos proeminente devido à ativação de outros receptores. a combinação potencializa sedação e hipotensão ortostática. magnitude do efeito: sedação aditiva, com risco de sonolência diurna em 20-30% dos pacientes.. A conduta recomendada é: 1) iniciar com doses baixas: aripiprazol 2-5 mg/dia, trazodona 25-50 mg à noite (se usada como hipnótico) ou 50-100 mg/dia dividido (se antidepressivo); 2) administrar a maior parte da dose de trazodona à noite; 3) alertar o paciente sobre risco de sedação e evitar dirigir/operar máquinas; 4) evitar outros depressores do snc; 5) em idosos, usar doses mínimas e monitorar risco de quedas e hipotensão..
Qual o risco de Aripiprazol com Trazodona?
O risco da associação Aripiprazol + Trazodona é classificado como MODERADA. Sedação excessiva, sonolência diurna, comprometimento cognitivo, risco de quedas (especialmente em idosos), hipotensão ortostática, tontura. Monitorar: avaliar nível de consciência e sedação (escala de ramsay) no início e após ajustes. monitorar pa e fc (ortostática) na linha de base e a cada consulta. avaliar risco de quedas (teste timed up and go) em idosos. se sedação excessiva, reduzir dose de trazodona ou considerar troca..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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