Aripiprazol + Propranolol
⚠O que acontece
Sedação excessiva, fadiga, sonolência diurna, comprometimento cognitivo leve, risco de quedas (especialmente em idosos), bradicardia e hipotensão aditivas (propranolol pode exacerbar hipotensão ortostática induzida por aripiprazol).
⚙Mecanismo
Depressão sinérgica do SNC por mecanismos complementares. Aripiprazol: agonista parcial D2 e 5-HT1A, antagonista 5-HT2A, com moderada afinidade por H1 e alfa-1, causando sedação leve a moderada (mais comum no início do tratamento). Propranolol: betabloqueador lipofílico que atravessa a barreira hematoencefálica, antagonizando receptores beta-adrenérgicos centrais e podendo causar sedação, fadiga e distúrbios do sono. A lipofilicidade do propranolol (log P ~3,5) é crucial para seu efeito central, diferentemente de betabloqueadores hidrofílicos como atenolol. Magnitude do efeito: sedação aditiva, com relatos de fadiga excessiva em 15-25% dos pacientes usando a combinação.
📋Conduta Clinica
1) Iniciar com doses baixas: aripiprazol 2-5 mg/dia, propranolol 20-40 mg/dia dividido em 2-3 tomadas; 2) Titular lentamente, monitorando sedação e tolerância; 3) Alertar o paciente sobre risco de sedação e evitar dirigir/operar máquinas até conhecer sua resposta; 4) Evitar outros depressores do SNC (álcool, benzodiazepínicos); 5) Em idosos, considerar betabloqueador menos lipofílico (atenolol, bisoprolol) se possível.
🔍O que monitorar
Avaliar nível de consciência e sedação (escala de Ramsay) no início e após ajustes. Monitorar PA e FC (ortostática) na linha de base e a cada consulta. Avaliar risco de quedas (teste Timed Up and Go) em idosos. Se sedação excessiva, reduzir dose de um dos fármacos ou considerar troca.
↺Alternativas
Substituir propranolol por betabloqueador hidrofílico (atenolol, bisoprolol) com menor penetração no SNC, se indicação cardiológica permitir. Para aripiprazol: considerar antipsicótico menos sedativo como lurasidona, se apropriado.
📚Referências
FDA CNS Depression Alert; UpToDate 2024; Micromedex 2024; McAinsh J, Cruickshank JM. Pharmacol Ther. 1990;46(2):163-197.
Perguntas Frequentes
Pode tomar Aripiprazol com Propranolol?
A combinação de Aripiprazol com Propranolol apresenta interação de gravidade moderada. Sedação excessiva, fadiga, sonolência diurna, comprometimento cognitivo leve, risco de quedas (especialmente em idosos), bradicardia e hipotensão aditivas (propranolol pode exacerbar hipotensão ortostática induzida por aripiprazol). 1) Iniciar com doses baixas: aripiprazol 2-5 mg/dia, propranolol 20-40 mg/dia dividido em 2-3 tomadas; 2) Titular lentamente, monitorando sedação e tolerância; 3) Alertar o paciente sobre risco de sedação e evitar dirigir/operar máquinas até conhecer sua resposta; 4) Evitar outros depressores do SNC (álcool, benzodiazepínicos); 5) Em idosos, considerar betabloqueador menos lipofílico (atenolol, bisoprolol) se possível.
Aripiprazol e Propranolol interagem?
Sim, Aripiprazol e Propranolol possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve depressão sinérgica do snc por mecanismos complementares. aripiprazol: agonista parcial d2 e 5-ht1a, antagonista 5-ht2a, com moderada afinidade por h1 e alfa-1, causando sedação leve a moderada (mais comum no início do tratamento). propranolol: betabloqueador lipofílico que atravessa a barreira hematoencefálica, antagonizando receptores beta-adrenérgicos centrais e podendo causar sedação, fadiga e distúrbios do sono. a lipofilicidade do propranolol (log p ~3,5) é crucial para seu efeito central, diferentemente de betabloqueadores hidrofílicos como atenolol. magnitude do efeito: sedação aditiva, com relatos de fadiga excessiva em 15-25% dos pacientes usando a combinação.. A conduta recomendada é: 1) iniciar com doses baixas: aripiprazol 2-5 mg/dia, propranolol 20-40 mg/dia dividido em 2-3 tomadas; 2) titular lentamente, monitorando sedação e tolerância; 3) alertar o paciente sobre risco de sedação e evitar dirigir/operar máquinas até conhecer sua resposta; 4) evitar outros depressores do snc (álcool, benzodiazepínicos); 5) em idosos, considerar betabloqueador menos lipofílico (atenolol, bisoprolol) se possível..
Qual o risco de Aripiprazol com Propranolol?
O risco da associação Aripiprazol + Propranolol é classificado como MODERADA. Sedação excessiva, fadiga, sonolência diurna, comprometimento cognitivo leve, risco de quedas (especialmente em idosos), bradicardia e hipotensão aditivas (propranolol pode exacerbar hipotensão ortostática induzida por aripiprazol). Monitorar: avaliar nível de consciência e sedação (escala de ramsay) no início e após ajustes. monitorar pa e fc (ortostática) na linha de base e a cada consulta. avaliar risco de quedas (teste timed up and go) em idosos. se sedação excessiva, reduzir dose de um dos fármacos ou considerar troca..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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