Aripiprazol + Pregabalina
⚠O que acontece
Sedação excessiva, tontura, ataxia, quedas, comprometimento cognitivo, risco de depressão respiratória em pacientes com apneia do sono ou DPOC.
⚙Mecanismo
Depressão sinérgica do SNC: Aripiprazol (agonista parcial D2/5-HT1A, antagonista 5-HT2A) causa sedação central; Pregabalina (ligante da subunidade α2δ de canais de cálcio) reduz liberação de neurotransmissores excitatórios. Pregabalina tem absorção mais rápida e biodisponibilidade >90% (vs gabapentina 30-60%), resultando em sedação mais pronunciada e previsível. Magnitude: risco de tontura e sedação é dose-dependente, com aumento de 3x em doses >300mg/dia.
📋Conduta Clinica
Iniciar pregabalina com 25-50mg à noite, titular lentamente (aumentos de 25-50mg a cada 5-7 dias). Dose máxima recomendada: 150mg/dia se combinado com aripiprazol. Administrar dose maior à noite. Evitar uso de álcool e outros depressores do SNC.
🔍O que monitorar
Avaliar sedação (escala de Ramsay) e tontura a cada turno durante titulação. Risco de quedas (escala de Morse) semanalmente. FR e SpO2 se sedação excessiva ou comorbidades pulmonares. Função renal (pregabalina é excretada renalmente; ajustar dose se ClCr < 60mL/min).
↺Alternativas
Para dor neuropática: considerar gabapentina (mesmo risco) ou capsaicina tópica. Para ansiedade generalizada: considerar ISRS (cuidado com síndrome serotoninérgica) ou terapia cognitivo-comportamental.
📚Referências
FDA CNS Depression Alert; UpToDate 2024; Lexicomp 2024; Clin Pharmacokinet 2020;59(12):1543-1555
Perguntas Frequentes
Pode tomar Aripiprazol com Pregabalina?
A combinação de Aripiprazol com Pregabalina apresenta interação de gravidade moderada. Sedação excessiva, tontura, ataxia, quedas, comprometimento cognitivo, risco de depressão respiratória em pacientes com apneia do sono ou DPOC. Iniciar pregabalina com 25-50mg à noite, titular lentamente (aumentos de 25-50mg a cada 5-7 dias). Dose máxima recomendada: 150mg/dia se combinado com aripiprazol. Administrar dose maior à noite. Evitar uso de álcool e outros depressores do SNC.
Aripiprazol e Pregabalina interagem?
Sim, Aripiprazol e Pregabalina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve depressão sinérgica do snc: aripiprazol (agonista parcial d2/5-ht1a, antagonista 5-ht2a) causa sedação central; pregabalina (ligante da subunidade α2δ de canais de cálcio) reduz liberação de neurotransmissores excitatórios. pregabalina tem absorção mais rápida e biodisponibilidade >90% (vs gabapentina 30-60%), resultando em sedação mais pronunciada e previsível. magnitude: risco de tontura e sedação é dose-dependente, com aumento de 3x em doses >300mg/dia.. A conduta recomendada é: iniciar pregabalina com 25-50mg à noite, titular lentamente (aumentos de 25-50mg a cada 5-7 dias). dose máxima recomendada: 150mg/dia se combinado com aripiprazol. administrar dose maior à noite. evitar uso de álcool e outros depressores do snc..
Qual o risco de Aripiprazol com Pregabalina?
O risco da associação Aripiprazol + Pregabalina é classificado como MODERADA. Sedação excessiva, tontura, ataxia, quedas, comprometimento cognitivo, risco de depressão respiratória em pacientes com apneia do sono ou DPOC. Monitorar: avaliar sedação (escala de ramsay) e tontura a cada turno durante titulação. risco de quedas (escala de morse) semanalmente. fr e spo2 se sedação excessiva ou comorbidades pulmonares. função renal (pregabalina é excretada renalmente; ajustar dose se clcr < 60ml/min)..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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