Aripiprazol + Oxicodona
⚠O que acontece
Sedação excessiva, depressão respiratória (FR < 12/min), comprometimento cognitivo, quedas, íleo paralítico (efeito anticolinérgico aditivo leve do aripiprazol).
⚙Mecanismo
Depressão sinérgica do SNC: Aripiprazol (agonista parcial D2/5-HT1A, antagonista 5-HT2A) causa sedação central; Oxicodona (agonista μ-opioide) deprime centros respiratórios bulbares e ativa vias GABAérgicas indiretas. Efeito aditivo na sedação e depressão respiratória, com risco aumentado em idosos e polifarmácia. Magnitude: estudos mostram aumento de 2-3x no risco de depressão respiratória quando antipsicóticos atípicos são combinados com opioides.
📋Conduta Clinica
Iniciar oxicodona com 50% da dose usual em pacientes virgens de opioides. Aripiprazol: manter dose estável se já em uso. Evitar aumento concomitante de doses. Alertar paciente/cuidador sobre sinais de sedação excessiva e depressão respiratória. Contraindicado dirigir ou operar máquinas pesadas.
🔍O que monitorar
Monitorar FR e nível de consciência (escala de sedação de Ramsay) a cada 2h nas primeiras 24h, depois a cada turno. SpO2 contínua se FR < 12 ou sedação excessiva. Avaliar risco de quedas (escala de Morse).
↺Alternativas
Para dor: considerar AINEs ou paracetamol se dor leve-moderada. Para psicose: considerar antipsicótico menos sedativo (ex: amissulprida) se apropriado.
📚Referências
FDA CNS Depression Alert; UpToDate 2024; Lexicomp 2024; Pain Med 2018;19(9):1782-1790
Perguntas Frequentes
Pode tomar Aripiprazol com Oxicodona?
A combinação de Aripiprazol com Oxicodona apresenta interação de gravidade moderada. Sedação excessiva, depressão respiratória (FR < 12/min), comprometimento cognitivo, quedas, íleo paralítico (efeito anticolinérgico aditivo leve do aripiprazol). Iniciar oxicodona com 50% da dose usual em pacientes virgens de opioides. Aripiprazol: manter dose estável se já em uso. Evitar aumento concomitante de doses. Alertar paciente/cuidador sobre sinais de sedação excessiva e depressão respiratória. Contraindicado dirigir ou operar máquinas pesadas.
Aripiprazol e Oxicodona interagem?
Sim, Aripiprazol e Oxicodona possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve depressão sinérgica do snc: aripiprazol (agonista parcial d2/5-ht1a, antagonista 5-ht2a) causa sedação central; oxicodona (agonista μ-opioide) deprime centros respiratórios bulbares e ativa vias gabaérgicas indiretas. efeito aditivo na sedação e depressão respiratória, com risco aumentado em idosos e polifarmácia. magnitude: estudos mostram aumento de 2-3x no risco de depressão respiratória quando antipsicóticos atípicos são combinados com opioides.. A conduta recomendada é: iniciar oxicodona com 50% da dose usual em pacientes virgens de opioides. aripiprazol: manter dose estável se já em uso. evitar aumento concomitante de doses. alertar paciente/cuidador sobre sinais de sedação excessiva e depressão respiratória. contraindicado dirigir ou operar máquinas pesadas..
Qual o risco de Aripiprazol com Oxicodona?
O risco da associação Aripiprazol + Oxicodona é classificado como MODERADA. Sedação excessiva, depressão respiratória (FR < 12/min), comprometimento cognitivo, quedas, íleo paralítico (efeito anticolinérgico aditivo leve do aripiprazol). Monitorar: monitorar fr e nível de consciência (escala de sedação de ramsay) a cada 2h nas primeiras 24h, depois a cada turno. spo2 contínua se fr < 12 ou sedação excessiva. avaliar risco de quedas (escala de morse)..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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