Aripiprazol + Mirtazapina
⚠O que acontece
Sedação excessiva, sonolência diurna, comprometimento cognitivo, risco de quedas (especialmente em idosos), aumento do apetite e ganho de peso aditivo, boca seca.
⚙Mecanismo
Depressão sinérgica do SNC por mecanismos complementares. Aripiprazol: sedação leve por antagonismo H1 e alfa-1. Mirtazapina: antagonista alfa-2 adrenérgico, aumentando a liberação de noradrenalina e serotonina, mas com potente antagonismo H1 em doses baixas (7,5-15 mg), causando sedação intensa. Em doses mais altas (30-45 mg), o efeito sedativo pode ser atenuado pelo aumento da neurotransmissão noradrenérgica. A combinação potencializa sedação e pode causar ganho de peso aditivo. Magnitude do efeito: sedação aditiva, com risco de sonolência diurna em 30-40% dos pacientes.
📋Conduta Clinica
1) Iniciar com doses baixas: aripiprazol 2-5 mg/dia, mirtazapina 7,5-15 mg à noite; 2) Administrar mirtazapina preferencialmente à noite; 3) Alertar o paciente sobre risco de sedação e evitar dirigir/operar máquinas; 4) Monitorar peso e hábitos alimentares; 5) Em idosos, usar doses mínimas e monitorar risco de quedas.
🔍O que monitorar
Avaliar nível de consciência e sedação (escala de Ramsay) no início e após ajustes. Monitorar peso e IMC mensalmente. Avaliar risco de quedas (teste Timed Up and Go) em idosos. Se sedação excessiva, reduzir dose de mirtazapina ou considerar troca.
↺Alternativas
Substituir mirtazapina por outro antidepressivo menos sedativo: ISRS (sertralina, escitalopram) ou bupropiona, se apropriado. Para aripiprazol: considerar antipsicótico menos sedativo como lurasidona.
📚Referências
FDA CNS Depression Alert; UpToDate 2024; Micromedex 2024; Anttila SA, Leinonen EV. CNS Drug Rev. 2001;7(3):249-264.
Perguntas Frequentes
Pode tomar Aripiprazol com Mirtazapina?
A combinação de Aripiprazol com Mirtazapina apresenta interação de gravidade moderada. Sedação excessiva, sonolência diurna, comprometimento cognitivo, risco de quedas (especialmente em idosos), aumento do apetite e ganho de peso aditivo, boca seca. 1) Iniciar com doses baixas: aripiprazol 2-5 mg/dia, mirtazapina 7,5-15 mg à noite; 2) Administrar mirtazapina preferencialmente à noite; 3) Alertar o paciente sobre risco de sedação e evitar dirigir/operar máquinas; 4) Monitorar peso e hábitos alimentares; 5) Em idosos, usar doses mínimas e monitorar risco de quedas.
Aripiprazol e Mirtazapina interagem?
Sim, Aripiprazol e Mirtazapina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve depressão sinérgica do snc por mecanismos complementares. aripiprazol: sedação leve por antagonismo h1 e alfa-1. mirtazapina: antagonista alfa-2 adrenérgico, aumentando a liberação de noradrenalina e serotonina, mas com potente antagonismo h1 em doses baixas (7,5-15 mg), causando sedação intensa. em doses mais altas (30-45 mg), o efeito sedativo pode ser atenuado pelo aumento da neurotransmissão noradrenérgica. a combinação potencializa sedação e pode causar ganho de peso aditivo. magnitude do efeito: sedação aditiva, com risco de sonolência diurna em 30-40% dos pacientes.. A conduta recomendada é: 1) iniciar com doses baixas: aripiprazol 2-5 mg/dia, mirtazapina 7,5-15 mg à noite; 2) administrar mirtazapina preferencialmente à noite; 3) alertar o paciente sobre risco de sedação e evitar dirigir/operar máquinas; 4) monitorar peso e hábitos alimentares; 5) em idosos, usar doses mínimas e monitorar risco de quedas..
Qual o risco de Aripiprazol com Mirtazapina?
O risco da associação Aripiprazol + Mirtazapina é classificado como MODERADA. Sedação excessiva, sonolência diurna, comprometimento cognitivo, risco de quedas (especialmente em idosos), aumento do apetite e ganho de peso aditivo, boca seca. Monitorar: avaliar nível de consciência e sedação (escala de ramsay) no início e após ajustes. monitorar peso e imc mensalmente. avaliar risco de quedas (teste timed up and go) em idosos. se sedação excessiva, reduzir dose de mirtazapina ou considerar troca..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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