Aripiprazol + Metadona
⚠O que acontece
Sedação excessiva, depressão respiratória (FR < 12/min), prolongamento QTc aditivo (ambos prolongam QT: aripiprazol leve, metadona moderado), risco de torsades de pointes, quedas.
⚙Mecanismo
Depressão sinérgica do SNC: Aripiprazol (agonista parcial D2/5-HT1A, antagonista 5-HT2A) causa sedação central; Metadona (agonista μ-opioide, antagonista NMDA) deprime centros respiratórios. Metadona também inibe CYP2D6 (Ki ~ 5μM), podendo aumentar níveis de aripiprazol (substrato CYP2D6) em 20-30%, contribuindo para sedação. Meia-vida longa da metadona (15-60h) aumenta risco de acúmulo e depressão respiratória tardia.
📋Conduta Clinica
Evitar associação se possível. Se indispensável (ex: tratamento de dependência opioide): iniciar metadona com 50% da dose usual, titular lentamente (aumentos a cada 5-7 dias). Aripiprazol: manter dose estável. ECG basal e semanal no primeiro mês. Alertar sobre risco de sedação tardia (pico de depressão respiratória 3-5 dias após ajuste de dose).
🔍O que monitorar
ECG com QTc basal e semanal por 4 semanas, depois mensal. FR e nível de consciência a cada 4h nas primeiras 2 semanas. SpO2 contínua se FR < 12. Eletrólitos (K+, Mg2+) semanais.
↺Alternativas
Para dependência opioide: considerar buprenorfina (menor risco de sedação e QT). Para psicose: considerar antipsicótico com menor efeito QT (ex: lurasidona) se QTc basal > 450ms.
📚Referências
FDA CNS Depression Alert; UpToDate 2024; Lexicomp 2024; J Addict Med 2020;14(4):287-295
Perguntas Frequentes
Pode tomar Aripiprazol com Metadona?
A combinação de Aripiprazol com Metadona apresenta interação de gravidade moderada. Sedação excessiva, depressão respiratória (FR < 12/min), prolongamento QTc aditivo (ambos prolongam QT: aripiprazol leve, metadona moderado), risco de torsades de pointes, quedas. Evitar associação se possível. Se indispensável (ex: tratamento de dependência opioide): iniciar metadona com 50% da dose usual, titular lentamente (aumentos a cada 5-7 dias). Aripiprazol: manter dose estável. ECG basal e semanal no primeiro mês. Alertar sobre risco de sedação tardia (pico de depressão respiratória 3-5 dias após ajuste de dose).
Aripiprazol e Metadona interagem?
Sim, Aripiprazol e Metadona possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve depressão sinérgica do snc: aripiprazol (agonista parcial d2/5-ht1a, antagonista 5-ht2a) causa sedação central; metadona (agonista μ-opioide, antagonista nmda) deprime centros respiratórios. metadona também inibe cyp2d6 (ki ~ 5μm), podendo aumentar níveis de aripiprazol (substrato cyp2d6) em 20-30%, contribuindo para sedação. meia-vida longa da metadona (15-60h) aumenta risco de acúmulo e depressão respiratória tardia.. A conduta recomendada é: evitar associação se possível. se indispensável (ex: tratamento de dependência opioide): iniciar metadona com 50% da dose usual, titular lentamente (aumentos a cada 5-7 dias). aripiprazol: manter dose estável. ecg basal e semanal no primeiro mês. alertar sobre risco de sedação tardia (pico de depressão respiratória 3-5 dias após ajuste de dose)..
Qual o risco de Aripiprazol com Metadona?
O risco da associação Aripiprazol + Metadona é classificado como MODERADA. Sedação excessiva, depressão respiratória (FR < 12/min), prolongamento QTc aditivo (ambos prolongam QT: aripiprazol leve, metadona moderado), risco de torsades de pointes, quedas. Monitorar: ecg com qtc basal e semanal por 4 semanas, depois mensal. fr e nível de consciência a cada 4h nas primeiras 2 semanas. spo2 contínua se fr < 12. eletrólitos (k+, mg2+) semanais..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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