Aripiprazol + Lítio
⚠O que acontece
Neurotoxicidade, sedação excessiva, EPS agravado, risco de síndrome neuroléptica maligna.
⚙Mecanismo
Neurotoxicidade aditiva e potencialização de efeitos extrapiramidais. Lítio (inibidor de GSK-3 e transportador de sódio) + aripiprazol (antagonista D2/5-HT1A parcial) aumentam risco de tremor, rigidez, ataxia e sedação. Não há depressão respiratória primária.
📋Conduta Clinica
Usar dose baixa de aripiprazol (2-5 mg/dia inicial). Manter lítio em 0,6-0,8 mEq/L. Reavaliar em 7-14 dias.
🔍O que monitorar
Nível sérico de lítio (a cada 5-7 dias no início), sinais de toxicidade (tremor fino, ataxia, confusão), escala de EPS (AIMS ou SAS) semanal.
↺Alternativas
Considerar valproato ou lamotrigina se possível.
📚Referências
FDA CNS Depression Alert; UpToDate 2024; estudos de coorte em transtorno bipolar
Perguntas Frequentes
Pode tomar Aripiprazol com Lítio?
A combinação de Aripiprazol com Lítio apresenta interação de gravidade moderada. Neurotoxicidade, sedação excessiva, EPS agravado, risco de síndrome neuroléptica maligna. Usar dose baixa de aripiprazol (2-5 mg/dia inicial). Manter lítio em 0,6-0,8 mEq/L. Reavaliar em 7-14 dias.
Aripiprazol e Lítio interagem?
Sim, Aripiprazol e Lítio possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve neurotoxicidade aditiva e potencialização de efeitos extrapiramidais. lítio (inibidor de gsk-3 e transportador de sódio) + aripiprazol (antagonista d2/5-ht1a parcial) aumentam risco de tremor, rigidez, ataxia e sedação. não há depressão respiratória primária.. A conduta recomendada é: usar dose baixa de aripiprazol (2-5 mg/dia inicial). manter lítio em 0,6-0,8 meq/l. reavaliar em 7-14 dias..
Qual o risco de Aripiprazol com Lítio?
O risco da associação Aripiprazol + Lítio é classificado como MODERADA. Neurotoxicidade, sedação excessiva, EPS agravado, risco de síndrome neuroléptica maligna. Monitorar: nível sérico de lítio (a cada 5-7 dias no início), sinais de toxicidade (tremor fino, ataxia, confusão), escala de eps (aims ou sas) semanal..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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