Aripiprazol + Fentanil
⚠O que acontece
Sedação profunda, depressão respiratória grave (FR < 8/min), rigidez torácica, hipotensão, bradicardia, risco de parada respiratória.
⚙Mecanismo
Depressão sinérgica do SNC: Aripiprazol (agonista parcial D2/5-HT1A, antagonista 5-HT2A) causa sedação central; Fentanil (agonista μ-opioide potente, 100x morfina) deprime centros respiratórios bulbares. Risco aumentado de rigidez torácica (síndrome do tórax rígido) com fentanil IV em altas doses, que pode ser exacerbada pela sedação do aripiprazol. Magnitude: sinergismo pode reduzir FR em 30-40% comparado ao fentanil isolado.
📋Conduta Clinica
Em ambiente hospitalar: reduzir dose de fentanil em 25-50% se aripiprazol em uso. Em analgesia controlada pelo paciente (PCA), ajustar bolus e lockout. Evitar uso ambulatorial concomitante. Se uso inevitável, monitorização contínua de SpO2 e capnografia. Naloxona deve estar disponível.
🔍O que monitorar
Monitorização contínua: SpO2, capnografia (ETCO2), FR, nível de consciência (escala de sedação de Ramsay) a cada 15min na primeira hora, depois a cada 1h. ECG se doses altas de fentanil (risco de bradicardia).
↺Alternativas
Para dor aguda: considerar morfina (menor risco de rigidez torácica) ou AINEs IV. Para psicose: manter aripiprazol se estável; considerar redução temporária se sedação excessiva.
📚Referências
FDA CNS Depression Alert; UpToDate 2024; Lexicomp 2024; Anesth Analg 2019;128(3):543-550
Perguntas Frequentes
Pode tomar Aripiprazol com Fentanil?
A combinação de Aripiprazol com Fentanil apresenta interação de gravidade moderada. Sedação profunda, depressão respiratória grave (FR < 8/min), rigidez torácica, hipotensão, bradicardia, risco de parada respiratória. Em ambiente hospitalar: reduzir dose de fentanil em 25-50% se aripiprazol em uso. Em analgesia controlada pelo paciente (PCA), ajustar bolus e lockout. Evitar uso ambulatorial concomitante. Se uso inevitável, monitorização contínua de SpO2 e capnografia. Naloxona deve estar disponível.
Aripiprazol e Fentanil interagem?
Sim, Aripiprazol e Fentanil possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve depressão sinérgica do snc: aripiprazol (agonista parcial d2/5-ht1a, antagonista 5-ht2a) causa sedação central; fentanil (agonista μ-opioide potente, 100x morfina) deprime centros respiratórios bulbares. risco aumentado de rigidez torácica (síndrome do tórax rígido) com fentanil iv em altas doses, que pode ser exacerbada pela sedação do aripiprazol. magnitude: sinergismo pode reduzir fr em 30-40% comparado ao fentanil isolado.. A conduta recomendada é: em ambiente hospitalar: reduzir dose de fentanil em 25-50% se aripiprazol em uso. em analgesia controlada pelo paciente (pca), ajustar bolus e lockout. evitar uso ambulatorial concomitante. se uso inevitável, monitorização contínua de spo2 e capnografia. naloxona deve estar disponível..
Qual o risco de Aripiprazol com Fentanil?
O risco da associação Aripiprazol + Fentanil é classificado como MODERADA. Sedação profunda, depressão respiratória grave (FR < 8/min), rigidez torácica, hipotensão, bradicardia, risco de parada respiratória. Monitorar: monitorização contínua: spo2, capnografia (etco2), fr, nível de consciência (escala de sedação de ramsay) a cada 15min na primeira hora, depois a cada 1h. ecg se doses altas de fentanil (risco de bradicardia)..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
Gerada por motor farmacologico com validacao por IA — Tier B
As informações desta página são de caráter educativo e não substituem a orientação de um profissional farmacêutico. Sempre consulte um farmacêutico antes de alterar sua medicação.